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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Artigo: PERMACULTURA: Uma Estratégia Alternativa para a Sustentabilidade.

Autora: Lorena Andrade
Periódico: Webartigos – Meio Ambiente
Ano de Publicação: 2010

Petiano Responsável: Aisy Porfírio

Permacultura por um mundo Melhor. (Jardim Mundo)
O presente artigo aborda a Permacultura como uma estratégia alternativa para a organização de espaços mais sustentáveis. O trabalho considerou as suas origens históricas, suas principais concepções teóricas e metodológicas. A idéia foi desenvolvida na década de 70, do século XX, pelos australianos Bill Mollison e David Holmgren e difundida em vários países, inclusive no Brasil. Inicialmente, o termo significava uma agricultura permanente, atualmente é definido como assentamentos humanos sustentáveis. A permacultura é um sistema holístico de planejamento onde todos os aspectos para a manutenção e equilíbrio da natureza e da vida humana são considerados. Os pilares do método permacultural são um conjunto de princípios éticos e de desing, e a junção de conhecimentos tradicionais com a ciência moderna. A abordagem se fundamenta na urgência de se criar soluções mais sustentáveis como estratégia para a resolução dos problemas oriundos da crise ambiental, garantindo assim, a qualidade de vida das futuras gerações e o equilíbrio dos ecossistemas. Palavras-Chave: Permacultura, planejamento, holístico, sustentabilidade.


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terça-feira, 18 de junho de 2013

Artigo: Controle e proteção de plantas de algodão com inseticidas naturais contra a colonização de Aphis gossypii Glover (Hemiptera: Aphididae)


Autores: Ezio dos Santos Pinto, Eduardo Moreira Barros, Jorge Braz Torres e Robério Carlos dos Santos Neves.
Periódico: Avaliação: Acta Scientiarum. Agronomy
Ano de Publicação: 2013

Petiano Responsável: Aisy Porfírio

Fotos da Natureza
O pulgão Aphis gossypii Glover (Hemiptera: Aphididae) é uma importante praga do algodoeiro, independente do sistema de cultivo convencional ou orgânico. Entretanto, no cultivo orgânico não é permitido a utilização de inseticidas sintéticos, o que dificulta o controle desta praga. Assim, avaliou-se o controle e a proteção da planta à infestação pelo pulgão com inseticidas permitidos em cultivo orgânico. O experimento de controle empregou três inseticidas naturais [Beauveria bassiana (Boveril®), óleo de nim (Neemseto®) e óleo de algodão comparado ao inseticida sintético tiametoxam (Actara®)]. O experimento visando a proteção da planta à infestação foi conduzido com os mesmos inseticidas exceto o Boveril® . As avaliações foram realizadas após 72 e 120h para os experimentos de controle e de proteção da planta, respectivamente. O controle do pulgão 72h após a aplicação foi similar entre óleo de algodão, Neemseto® e Actara® e atingiu 100% de controle com o Actara®. Em relação à proteção da planta contra a colonização, o Actara® destacou-se com maior proteção das plantas quando comparado aos demais inseticidas, sendo a eficiência mantida em todos os intervalos de avaliação. Já os demais tratamentos apresentaram variabilidade com relação à proteção ao longo dos intervalos de avaliação.

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Artigo: A economia é um subsistema do meio ambiente

Autor: Marcus Eduardo de Oliveira
Periódico: Avaliação: ECO 21
Ano de Publicação: 2013

Petiano Responsável: Aisy Porfírio

O que a crise econômica tem a ver com o meio ambiente?

Definitivamente, a economia neoclássica tem sérias dificuldades em aceitar o fato de que a economia é apenas um subsistema do meio ambiente. Centrados numa visão míope do diagrama do fluxo circular (empresas fornecendo bens e serviços às famílias, dadas as condições do mercado de fatores de produção) que é de natureza hermeticamente fechada, isolada e restrita, os economistas tradicionais não enxergam (ou não querem enxergar) a completa inter-relação existente entre a economia e a natureza. Diante disso, passam por cima das questões ambientais, pois entendem que a economia é soberana e superior a tudo. Para os "tradicionais”, as questões de ordem ambiental não passam de meros setores pertencentes à macroeconomia, como são os casos da pesca, da agropecuária, das florestas, entre tantos outros. Para esses não há limites e obstáculos ditados pelo ambiente e a expansão da atividade produtiva pode ocorrer sem maiores transtornos. Pensando assim, os economistas tradicionais ignoram o que realmente se sucede em termos reais de movimentação dentro de um sistema econômico: entra (materiais) e sai (resíduos); entra matéria e energia, sai ejetada poluição (lixo); logo, a economia não pode ser vista como um sistema fechado. Ao contrário: a economia nada mais é que um sistema aberto dentro de um amplo sistema (o ambiente) que tem a finitude como sua maior característica. Nesse ponto, convém chamar a atenção para o desenho aqui apresentado: fluxos de entrada (materiais e energia) e de saída (produtos e resíduos ejetados) precisam ser considerados em sua essência, e não relegados ao descaso como é comum pela visão econômica tradicional. A economia necessita (e sempre precisará) da natureza, e não o contrário. Nas palavras de Clóvis Cavalcanti, "não existe sociedade (e economia) sem sistema ecológico, mas pode haver meio ambiente sem sociedade (e economia)”. É totalmente equivocado pensar a atividade econômica de forma ermitã. A economia é apenas uma parte de um todo; o todo é o meio ambiente. Nessa linha sistemática de defesa em torno do meio ambiente, quando se aponta dedo em riste sobre a atividade econômica, pontuando a exploração de recursos em favor de um crescimento antieconômico, é forçoso aventar que o "tipo de economia” que pretendemos, capaz de assegurar a capacidade de progresso à geração futura, não está fazendo o jogo do antiprogresso, do antidesenvolvimento, da antievolução. Para termos progresso, desenvolvimento e evolução, de fato e de direito, é necessário entender que há limites biofísicos, e esses obrigatoriamente devem ser respeitados. Por isso, não há como escapar da seguinte premissa: crescer significa usar o meio ambiente, e mais crescimento significa menos meio ambiente, pois como aponta Herman Daly, a biosfera é finita, não cresce, é fechada (com exceção do constante afluxo de energia solar) e obrigada a funcionar de acordo com as leis da termodinâmica. Também por isso e para isso, cabe destacar que qualquer subsistema, como a economia, em algum momento deve necessariamente parar de crescer e adaptar-se a uma taxa de equilíbrio natural. Funda-se nesse argumento um fato imperioso: parar de crescer não significa parar de se desenvolver. É perfeitamente possível prosperar sem crescer. Prosperidade é sinônimo de bem-estar para todos. Logo, não pode haver prosperidade em ambientes que são constantemente expostos à degradação, reduzidos a poluição como objeto final, afetando a qualidade de vida das pessoas. Com isso, é urgentemente necessário trocar a busca incessante do crescimento (expansão quantitativa) pelo desenvolvimento (melhoria qualitativa). No linguajar dos economistas-ecológicos crescimento econômico vai até certo ponto, ultrapassado esse ponto não há melhorias, mas sim perdas significativas começando pela qualidade do ar que respiramos e pela completa destruição do espaço natural, afetando sobremaneira a qualidade de vida nas cidades, tornando-as insustentáveis. 

Para leitura completa do artigo clique aqui: http://www.eco21.com.br/textos/textos.asp?ID=2954

segunda-feira, 18 de março de 2013

Artigo: Construindo bases para a sustentabilidade da agricultura brasileira

Autores: Gerhard Bohne
Periódico: SustainAGRO
Ano de Publicação:2012


Petiano Responsável: Aisy Porfírio



O desenvolvimento econômico do Brasil sempre esteve atrelado à agricultura. Desde o século XVI, com o início do cultivo da cana-de-açúcar e posteriormente o auge do café, o país demonstrou seu protagonismo agrícola. Clima favorável, que possibilita duas ou mais safras por ano; solo fértil; disponibilidade de recursos hídricos; demanda mundial por alimentos em contínuo crescimento; alto potencial para consumo interno, com o aumento de renda da população, além de avanços consideráveis em pesquisa e desenvolvimento ao longo das últimas décadas. Fatores que não só impulsionam o Brasil a novos patamares, como impõem desafios cada vez maiores à cadeia produtiva, grande força propulsora deste cenário. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou projeções do agronegócio brasileiro para 2020. Segundo o estudo, a produção de grãos (soja, milho, trigo, arroz e feijão) deverá passar de 142,9 milhões de toneladas em 2010/2011 para 175,8 milhões em 2020/2021. Um acréscimo de 33 milhões de toneladas à produção nacional, e, em valores relativos, 23%. Panorama extremamente favorável, mas que requer sustentabilidade a uma das agriculturas mais competitivas do mundo.  
No rumo da liderança na produção global de alimentos e de uma participação cada vez mais expressiva na estabilidade econômica, com significativa contribuição ao PIB e à balança comercial, a agricultura brasileira ainda necessita avançar em pontos fundamentais para garantir sua sustentação. Uma base que, para ser sólida, não só passa por questões de infraestrutura e incentivos, mas se fundamenta na quebra de paradigmas, quando todos os elos da cadeia de valor se comprometem efetivamente com as boas práticas agrícolas. Em resumo, incentivar o desenvolvimento da agricultura, com maior e melhorprodutividade das terras agricultáveis somada à responsabilidade ambiental e à compreensão das necessidades sociais.
De acordo com essa filosofia de trabalho, o produtor aperfeiçoa o processo produtivo, aumentando a qualidade e a rentabilidade, assim como ampliando as oportunidades de acesso aos mercados domésticos e internacionais. O processador mantém qualidade requerida por meio da rastreabilidade de origem e do armazenamento do produto. Por sua vez, os importadores e exportadores garantem o padrão exigido em cada país; o varejista apresenta maior oferta de alimentos com valor agregado; e o consumidor recebe um leque de produtos seguros, de alta qualidade e a preços acessíveis durante o ano todo. Com isso, voltamos ao ponto inicial – a história da agricultura brasileira está intimamente associada ao ciclo de desenvolvimento do próprio país. Para assumir e sustentar o seu verdadeiro papel, o Brasil necessita de uma parceria forte e duradoura entre os elos que compõem a cadeia produtiva. Segundo dados do IBGE, apenas entre 2010 e 2011, a população brasileira ganhou mais de 1,6 milhão de pessoas. O que nos exige foco na tomada de decisões.




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