About

Mostrando postagens com marcador Daniel Mota. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Daniel Mota. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Notícia: Cientistas apontam provável extinção de três espécies de aves nordestinas

Caros Ecoleitores,

Limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi)
Um estudo publicado em julho na revista ‘Papéis avulsos de zoologia’ apontam provável extinção de três espécies de aves encontradas no nordeste mais especificamente no Centro de endemismo de Pernambuco (CPE). As espécies corujinha caburé-de-pernambuco, gritador-do-nordeste e o limpa-folha-do-nordeste são dados como potencialmente extintos.Não há registro da corujinha do caburé-de-pernambuco há 24 anos, as outras duas espécies também não tem registros oficiais recentes sendo o limpa-folhas-do-nordeste o último a ser visto, em 2011.

Segundo os pesquisadores a possível extinção foi causada pela redução da área da Mata Atlântica, e a solução mais viável seria preservar as áreas restantes da Mata Atlântica e criar corredores ecológicos entre elas.

Saiba Mais: Status of the globally threatened forest birds of northeast Brazil (Situação geral das aves de floresta do Nordeste do Brasil).

Fonte: O eco

Petiano Responsável: Daniel Mota

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Artigo: O impacto do Turismo em Ambientes Recifais: Caso Praia Seixas-Penha, Paraíba, Brasil

Autores: Rodrigo de Sousa Melo , Ruceline Paiva Melo Lins, Christinne Costa Eloy.
Periódico: Rede – Revista Eletrônica do Prodema
Ano de publicação: 2014

Petiano Responsável: Daniel Mota

Turistas em visitação às piscinas naturais da Praia da Penha
A problematização dos ambientes naturais "intocados" nos quais se exploram recursos turísticos englobam fatores sociais, culturais, econômicos, e não menos importantes os fatores ecológicos. A estrutura de como se dá esse tipo de exploração é situada na fuga  do modo de vida desgastante da sociedade urbana e a adoção das paisagens naturais não desgastadas como rota de fuga para repouso e renovação, entretanto a mesma dinâmica urbana é adotada nos ambientes visitados e estes passam a se desgastar e com o passar do desgaste outro fenômeno denominado “trade”. O trade é um fenômeno que consiste na perda dos atrativos e da estética do lugar que era visitado, logo então adota-se outro lugar ainda preservado e não explorado como ponto de descanso e contemplação. Acima foi descrito o modelo de um ciclo vicioso que notavelmente vem chegando à cada vez mais ambientes preservados e se perpetuando de maneira insustentável pela própria lógica do uso dos recursos. Ainda assim não se observam medidas que limitem a exploração de tais recursos de modo a tornar o desenvolvimento local uma coisa boa para social e ecologicamente, notando-se que o aspecto econômico/comercial está em primeiro plano.

No presente artigo foram estudados três pontos das praias do Penha e Seixas, uma área representada por 11,8 km de recifes com a profundidade variando entre 0,5 metros nas áreas mais rasas até 6 metros nas partes de maior profundidade. O objeto do estudo foi a distribuição de formações coralíneas (neste caso é usado de maneira genérica para referir-se aos organismos formadores dos ambientes recifais)  nos três pontos supracitados. 

É possível observar que os pontos com menos frequência turística há uma maior diversidade dos organismos, entretanto o artigo não acusa a ação antrópica direta como a causa principal da diferença da biodiversidade entre os pontos estudados. Para que haja uma conclusão mais enfática é necessário que se faça o estudo das correntes, análise das águas dos estuários dos rios que desembocam na área de estudo e determinações das relações intra e interespecíficas. Entretanto fica bem evidenciado que a cnidofauna é um critério consistente de avaliação de estresse ambiental, destacando-se como um fator de estudo para planejamento de utilização de ambientes recifais.

Sabendo-se de tal fenômeno de desgaste e exploração sem planejamento e premente que sejam adotadas medidas ainda que inicialmente sejam individuais para amenizar as más consequências e estabelecer uma nova relação com os ambientes recifais que são ao mesmo tempo tão acessíveis e vulneráveis as ações antrópicas.

Para visualização completa do artigo clique aqui.

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More