About

Mostrando postagens com marcador Ecologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ecologia. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de maio de 2016

RESUMO: Aspectos da História Natural de Tropidurus hispidus (Squamata: Iguania: Tropiduridae) em área de Mata Atlântica, nordeste do Brasil

Meus queridos leitores amantes da Ecologia! Este artigo que trouxemos para vocês talvez os faça aprender mais sobre um bichinho que muitos não dão muita atenção: as lagartixas! Sim, o lagarto da espécie Tropidurus hispidus, facilmente encontrado nas ruas ou até mesmo no quintal de casa.

Tropidurus hispidus
A variação de temperatura do ambiente e os recursos oferecidos por ele vão determinar que lagartos podem coexistir naquele local, principalmente a temperatura, pois diferentes lagartos podem preferir horários diferentes (ou mais quentes, ou menos quentes) para estarem ativos.
Os lagartos da espécie Tropidurus hispidus pertencem à família Tropiduridae e possuem características bem típicas do seu gênero: são forrageadores do tipo senta-e-espera, se expõem diretamente ao sol (heliotérmicos), são generalistas de hábitat, podendo ser encontrados em rochas, troncos de árvores, no solo, em arbustos, etc.

Mas... para quê servem os estudos de ecologia (história natural) desses animais?

Quanto mais soubermos sobre a ecologia desses e de outros animais, sob os diferentes aspectos (dieta, reprodução, termorregulação etc), mais podemos colaborar com a elaboração de planos de manejo para a preservação das espécies e do ambiente no qual eles estão inseridos, podendo até inferir seu estado de conservação.
Então o objetivo do estudo foi levantar informações quanto às atividades diária e sazonal dos lagartos T. hispidus assim como seu uso de hábitat e micro-hábitat.

O estudo ocorreu entre abril de 2008 e março de 2009 no Parque Nacional Serra de Itabaiana, 35km de Aracaju, SE. Por meio da busca ativa, das 6h às 18h, eles identificaram os lagartos e os capturavam com laço construído a partir de vara de pesca e fio dental. Os lagartos eram marcados dorsalmente com numerações feitas com tinta atóxica, para diferenciação dos indivíduos e percepção à distância por parte do observador. Os dados coletados de cada lagarto eram a data, hora, temperatura do ar, exposição do lagarto à luz do dia, atividade (comportamento), micro-hábitat e altura.

Em um total de 1456 registros, 75,53 % deles o lagarto estava ativo em dias ensolarados, 62,15% exposto ao sol, 97,2% parados, 34,75% estavam em rochas e 73,5% estavam em alturas inferiores a 50cm, confirmando o hábito generalista, heliófilo e senta-e-espera (por ficar a maior parte do tempo parado) da espécie, corroborando com outros trabalhos sobre outros lagartos semelhantes ao T. hispidus.

Petiana Responsável: Katharina Nino

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Notícia: Menos da metade dos brasileiros sabe explicar o que é biodiversidade

Por: Fabrício Gabriel

Você sabe o que é Biodiversidade? Já ouviu falar?

48% dos brasileiros sabe o que é biodiversidade
Podemos afirmar que biodiversidade é o conjunto das espécies vivas de todo o planeta ou de uma região. Quase todos os brasileiros já ouviram falar, mas menos da metade sabe explicar o que é. De acordo com o Barômetro da Biodiversidade 2015, apresentado nesta quinta-feira em Paris, pela União pelo BioComércio Ético (UEBT, em inglês), 92% dos brasileiros já tinham ouvido falar sobre o tema. Mas menos da metade de nós (48% dos que responderam sim à primeira pergunta) sabem explicar o que ela significa. 

É bacana que o brasileiro tem ouvido falar sobre o tema, mas sem dúvida é necessário um esforço extra por parte do governo, das empresas, das escolas e outros atores envolvidos que possam trazer maior consciência sobre o que é biodiversidade e a sua importância e convencer este consumidor que cada um tem o seu papel e pode ajudar na sua conservação.

Fonte: O Eco

Notícia: S.O.S Gaibu, um socorro necessário

Por: Victor Sacramento

Através da necessidade de reabilitação de uma das praias mais bonitas do Nordeste brasileiro, após um enorme abandono de autoridades e governantes locais, com muita boa vontade e anseio de resolver questões que lhes eram possíveis, alguns membros da comunidade de Gaibu fundaram o S.O.S. Gaibu, projeto ambiental, social e educativo, que vem conquistando cada vez mais seguidores, voluntários e atraído os olhares de alguns curiosos, estudiosos e empresas. 

Praia de Gaibu
O S.O.S. Gaibu começou de maneira despretensiosa com ações ambientalistas, onde à princípio um pequeno grupo confeccionou placas educativas e as distribuiu na praça de Gaibu. Satisfeitos com os resultados e motivados pela necessidade de mudança, o grupo resolveu investir em mais ações, como a de coleta de lixo na praia e eventos para arrecadar fundos para os materiais utilizados nestas ações. 

"Justiça com as próprias mãos", assim poderíamos, também, definir o S.O.S. Um projeto inteiramente não governamental, movido apenas pela insatisfação dos moradores locais e nativos que já viveram melhores tempos em uma praia tão admirada e ao mesmo tempo tão esquecida justamente por quem, teoricamente, tem maiores condições para trabalhar em prol do meio ambiente e da cidadania de qualquer bairro: o poder público. 

Após entender que essas ações funcionam, o S.O.S. Gaibu tem hoje como sua maior causa a conscientização e educação das pessoas que frequentam a praia, turistas ou moradores. Resolver o problema pela raiz e não apenas remediá-lo. Dar o exemplo através da união e chamar a atenção do poder público simplesmente agindo. Dessa maneira, o S.O.S. conquistou novos adeptos, mais de 2.500 seguidores em redes sociais, grupos de ações criados e coordenados para vários setores diferentes, todos com o mesmo objetivo, o de revitalizar, preservar e respeitar a praia e o meio ambiente. 

O S.O.S. oferece oficinas de confecção de materiais recicláveis que acabam auxiliando na própria ornamentação da praças e são peças de extrema utilidade para manter a praia limpa e sem lixo no chão. Ocorrem ações de coleta na orla (quase sempre aos domingos) e reuniões com membros do grupo uma vez por semana. 

O objetivo é promover cada vez a cultura da preservação e fechar parcerias com interessados para que o projeto continue crescendo e ganhando mais seguidores, admiradores e pessoas dispostas a ajudar. Assim é feito o S.O.S. Gaibu, vontade e determinação dos que querem mudar e manter a mudança para melhor, ação de alguns onde todos ganham. 

Quem quiser conhecer o cronograma de eventos e ações, visite, curta e compartilhe a página do S.O.S Gaibu no facebook: www.facebook.com/sosgaibu.

Artigo: A melhor forma de desenvolver a pesca do Brasil

Autores: Fabio Di Dario, Carlos B. M. Alves, Harry Boos, Flávia L. Frédou, Rosangela P. T. Lessa, Michael M. Mincarone,Marcelo A. A. Pinheiro, Carla N. M. Polaz, Roberto E. Reis, Luiz A. Rocha, Francisco M. Santana, Roberta A. Santos, Sonia B. Santos, Marcelo Vianna, Fábio Vieira.
Revista: Science
Data de publicação: Março de 2015

Por: Cecília Craveiro

No ano de 2014, o ministro do Meio Ambiente lançou uma nova lista enumerando 2.113 plantas e 1.173 animais ameaçados de extinção do Brasil. Dos 475 espécies aquáticas na lista, 83 são comercialmente exploradas pela pesca, principalmente como fauna acompanhante. O setor industrial pesqueiro agora está utilizando sua influência política para persuadir o governo a alterar o conteúdo dessa lista de ou revogá-la inteiramente. Isto seria muito prejudicial para a conservação da fauna aquática do Brasil. 

Em janeiro de 2015, barcos de pesca bloquearam a passagem de um  navio de cruzeiro transatlântico no porto de Itajaí, Santa Catarina, para protestar contra a publicação das novas listas de espécies.
O efeito dessa lista de espécies na indústria pesqueira é menos prejudicial do que parece, pois o ministério prevê a continuação da captura e do comércio de peixes classificados como vulneráveis, situação em que se encontra a maioria das espécies de interesse comercial. Estas espécies estarão sujeitas a planos de gestão específicos e sua pesca será regulamentada pelos órgãos competentes.

Fonte: Science

Artigo: Migração e conservação do peixe Dourado em um trecho do rio São Francisco

Autor: Francisco Ricardo de Andrade Neto
Tese de Mestrado, Universidade Federal de Minas Gerais
Ano de Publicação: 2012

Resumo por: Caio Cavalcanti

O dourado (Salminus franciscanus Lima & Bristki, 2007) é um dos peixes mais importantes na pesca profissional e amadora do rio São Francisco. Entre 2005-07, dourados adultos (n = 4 107) foram capturados próximo à foz do rio Abaeté (Pontal), marcados com radiotransmissores (n = 41) e rastreados (n = 33) no rio São Francisco entre as cidades de Três Marias e São Romão. Objetivou-se no estudo conhecer aspectos da sua biologia como: área de vida linear, diferenças sazonais nos deslocamentos e fidelidade local (homing). 

Peixe Dourado em seu Habitat Natural
A relação desses aspectos com a necessidade de manutenção da pesca (períodos e locais de maior captura) e da construção de novas barragens (influência do nível da água nas capturas) também foi avaliada. Dourados exibiram áreas de vida com tamanhos variáveis (4,6 a 243,6 km) e 12 realizaram deslocamentos de até 35 km entre novembro e janeiro. Estes deslocamentos estão relacionados a eventos pré-reprodutivos, reprodutivos e pós-reprodutivos. No período não reprodutivo, deslocamentos menores que 3 km foram realizados. Foi detectada fidelidade local no período reprodutivo, no período não reprodutivo e entre períodos reprodutivos. O Pontal e o mês de outubro foram considerados o local e período mais importantes para a captura de dourados. A foz de tributários são áreas de proibição de pesca pela lei, mas o mês de outubro não é contemplado no período de defeso. 

A relação entre captura e o nível da água dos rios, mostrou que a maior parte das capturas ocorreu enquanto o São Francisco se mantinha estável e o Abaeté em ciclo de cheia. A construção de barragens bloqueará o rio Abaeté, controlará a ocorrência dessas cheias e impedirá o transito de dourados entre os rios e não fornecerá áreas suficientes a manutenção de populações de dourados entre os reservatórios. Sob o ponto de vista da conservação do dourado, recomenda-se a manutenção do rio Abaeté, como importante trecho lótico para o dourado; a inclusão de outubro no período de proibição da pesca do dourado, em detrimento do mês de fevereiro; a manutenção da foz do rio Abaeté como área de proibição da pesca, a inclusão do trecho do Rio São Francisco a montante do Pontal como área prioritária para a conservação do dourado.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Notícia: Mudanças climáticas extremas desaceleraram a ascensão dos dinossauros

Tradução por: Fabiane Santos

Um dia, dinossauros dominaram o planeta - mas eles passaram seus primeiros 30 milhões de anos presos em suas bordas geográficas. Grandes dinossauros floresciam perto dos polos, mas apenas alguns pequenininhos, de tamanho comparável a avestruzes, conseguiram se estabelecer em latitudes mais baixas e quentes. 

Répteis dominavam o sudoeste dos EUA há 212 milhões de anos, quando répteis eram escassos
Pesquisas recentes sugerem que o clima instável nestas regiões mantiveram os grandes dinossauros contidos por milhões de anos, já que as condições em latitudes mais baixas variavam violentamente entre períodos secos e quentes.

A descoberta é baseada em uma detalhada história climática reconstruída a partir de rochas sedimentares em Novo México (EUA), que datam de cerca de 215 - 205 milhões de anos atrás, durante o período Triássico tardio. Naquele período, esta área ficava ao norte da linha do equador, aproximadamente onde hoje se encontra a Costa Rica. A região era dominada por répteis arcaicos (alguns relacionados a crocodilos), com poucas espécies de pequenos dinossauros presentes.

Jessica Whiteside, a pesquisadora de geoquímica orgânica da Universidade de Southampton responsável pelo estudo, acompanhou o crescimento de plantas antigas através da análise de isótopos de carbono em nódulos de solo petrificado nas camadas de rocha. Ela encontrou sequências de picos e depressões na quantidade de carbono-13 “pesado”, sinal de uma grande perturbação ecológica. Estes picos alinham-se com mudanças súbitas no pólen capturado nas rochas, indicando mudanças periódicas entre plantas adaptadas a condições quentes e aqueças que preferiam um ambiente com clima mais árido.
Este ambiente instável pode ter impedido os dinossauros maiores de sobreviverem nas regiões mais afastadas dos polos, pois grandes dinossauros herbívoros requeriam recursos muito mais estáveis, segundo Randall Irmis, paleontólogo do Museu de História Natural de Utah, em Salt Lake City e co-autor do estudo. 

Desta maneira, a inconstância da quantidade de recursos durante este período de intensa mudança entre “seco e úmido” não sustentava a presença de grandes animais, a princípio. Durante estes 30 milhões de anos, dinossauros menores eram capazes de migrar para outras regiões por apresentarem uma demanda energética e alimentar muito menor. “Em climas quentes, secos e com grandes flutuações, coisas menores possuem uma melhor chance de sobrevivência”, como afirmado por Randall Irmis. Além disto, quase não há registros fósseis de dinossauros de grande porte datando do Triássico tardio. 


Fonte: Nature News

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Notícia: União Européia apoia a ecologia

Petiana Responsável: Shayne Moura

Faz parte do conjunto de propostas do RTE-T 2013, a utilização do gás natural liquefeito (GNL) no transporte rodoviário português. O lema da medida é: “substituição do petróleo e redução dos custos ambientais”. A ideia é incentivar o uso de um combustível ecológico e barato.
A agência de Execução para a Inovação e as Redes da Comissão Europeia (INE), irá monitorar a utilização do gás no transporte em Portugal e qualquer anomalia será punida com as medidas cabíveis.
O financiamento do empreendimento já ronda os 150.000 euros.

Fonte: Blasting News

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Artigo: Composição, abundância e notas sobre ecologia de espécies de larvas de lepidópteros associadas a cinco espécies de plantas hospedeiras no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, RJ.

Petiana Responsável:  Shayne Moura

  Para os insetos que se alimentam de material vegetal, a planta representa além de alimento, seu abrigo. Esses insetos costumam alimentar-se de plantas de um mesmo gênero ou família. Porém também existem insetos que se alimentam apenas de uma espécie de planta hospedeira, o que faz importante o conhecimento de tal espécie vegetal para estudo do animal.
    Nos últimos anos, foram lançados vários estudos sobre as plantas do cerrado, porém não existem muitos dados disponíveis sobre os insetos associados a grupos representativos de plantas em diferentes ecossistemas brasileiros.
Exemplo de indivíduos da Ordem Lepidoptera.
    Monteiro et al. (2004) realizaram um levantamento pioneiro sobre individuos da ordem Lepidoptera na Restinga de Jurubatiba, porém não foi feito uma associação com suas plantas hospedeiras.
    O presente trabalho tem por objetivo realizar a associação desses insetos com as plantas hospedeiras abundantes no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (PNRJ). O Parque se encontra no litoral norte do estado do Rio de Janeiro.
    As espécies de plantas utilizadas para realizar a associação dos insetos fitófagos foram arbustos que apresentam grande abundancia e ampla distribuição do PNRJ. 15 plantas foram avaliadas mensalmente. 32 espécies de Lepidoptera foram encontradas e estas estavam associadas a cinco espécies das plantas hospedeiras avaliadas.  As quatro espécies de maior ocorrência pertenciam a familia Elachistidae. E as cinco espécies de plantas às quais apresentaram o maior número de espécies de lepidópteras associadas foram: a Manilkara subsericea que apresentou o maior número de espécies, com 14 espécies associadas, seguida por Erythroxylum ovalifolium, com 10 espécies, Protium icicariba, com sete, Erythroxylum subsessile com seis e Protium heptaphyllum com duas espécies.

Fonte: http://dx.doi.org/10.1590/S0085-56262007000400012


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Artigo: Os riscos de extinção de sapos, rãs e pererecas em decorrência das alterações ambientais

Autores: Vanessa K. Verdade; Marianna Dixo; Felipe F. Curcio.
Periódico: Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo
Ano de publicação: 2010

Petiano Responsável: Shayne Moura

Indivíduos da Ordem Anura que podem entrar em extinção devido
as alterações ambientais.
Fotos: Paulo S. Bernarde; Montagem: Shayne Moura.


Existem mais de 5.600 espécies de anuros conhecidos no mundo, e o Brasil tem a maior riqueza desses invertebrados com quase 500 espécies catalogadas. Porém nos próximos anos, o número de espécies existentes pode diminuir em até 30%, isso é consequência das alterações ambientais geradas pelo homem sobre o meio.
Muito embora as mudanças pelas quais o planeta vem passando nos últimos anos sejam inevitáveis elas na verdade surgiram e foram beneficiadas por nossa indiferença. As áreas de conservação são intercaladas com áreas urbanas e agrícolas, sendo as áreas naturais cada vez menores.
Essa constante diminuição é considerada a responsável pela redução da população desses anfíbios, pois há perda de seu habitat natural fazendo com que essas espécies não encontrem um ambiente ideal para se desenvolverem. Nos ambientes urbanos também existe grandes problemas para os anuros causados principalmente pelos resíduos químicos.
Também as mudanças climáticas causam consequências de igual importância. Num período chuvoso, onde os indivíduos dão inicio a sua reprodução, se ocorrer uma seca, as poças de água que servem de abrigo para os ovos e larvas, secam, levando a morte dessas formas imaturas. Quando a seca é prolongada pode debilitar os indivíduos, prejudicando a reprodução ou seu sistema imunológico, além disso, a pele desses animais é muito sensível fazendo com que nesses dias secos, eles necessitem ficar escondidos em locais úmidos se privando de sair para se alimentar até mesmo a noite.

Outro agente que contribui para a ameaça de extinção dos anfíbios são os agentes infecciosos que surgem cada vez mais adaptados e competitivos em consequência das variações que ocorreram de forma brusca em seu ambiente. Um vírus chamado Bd (Batrachochitrium dendrobatidis) é o agente mais importante quando se fala no declínio e/ou extinção dos anfíbios nas regiões tropicais.

Em resumo, nos somos responsáveis por isso como consequência de nossos atos e é preciso que todos entendam a grande importância da preservação ambiental através dessa e outras perdas que o meio ambiente vem sofrendo e que poderá sofrer ao longo dos anos.

No encontramos na próxima publicação. Até lá!

Para visualização completa do artigo clique aqui.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Evento: Simpósio Internacional de Ecologia e Conservação

Em 2014, o Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre da UFMG - PPG-ECMVS/UFMG completa 25 anos! Em comemoração a data o PPG-ECMVS/UFMG está organizando o Simpósio Internacional de Ecologia e Conservação, reunindo os fundadores do programa, assim como diversos cientistas proeminentes na área e convidados especiais que são grandes referências na Ecologia mundial.

Data: 25 a 27 de agosto de 2014
Local: Belo Horizonte - MG. UFMG - Campus Pampulha
Valor da inscrição: 70 reais para todos participantes.
O que o evento oferece: Submissão de trabalhos, palestras e mesas-redondas.


Facebook: https://www.facebook.com/simposiointernacionalecmvs

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Artigo: Efeitos da barreira Sharksafe no comportamento do tubarão branco (Carcharodon carcharias) e suas implicações para as futuras tecnologias de conservação

Autores: Craig P. O’Connell, Sara Andreotti, Michael Rutzen, Michael Meÿer, Conrad A. Matthee, Pingguo He.
Periódico: Journal of Experimental Marine Biology and Ecology
Ano de Publicação: 2014

Petiano Responsável: Fabrício Gabriel


Focas do Cabo (Arctocephalus pusillus pusillus) nadam na barreira. 
O tubarão-branco (Carcharodon carcharias) é uma espécie predadora e protegida que sofre de várias fontes de mortalidade antrópica, tais como as redes de tubarão. As redes de tubarão são dispositivos utilizados para minimizar a interação entre banhistas e tubarões potencialmente perigosos; no entanto, estas redes tiveram um impacto negativo tanto nas populações de tubarão migratórios quanto nos locais em que são instalados, além de matar quantidades substanciais de outros organismos marinhos. Para abordar esta questão, o presente trabalho foi desenvolvido para examinar os efeitos de uma tecnologia alternativa (a barreira "Sharksafe"), composto por dois estímulos: (1) visual-artificial-algas e (2) eletro-sensorial-ímãs, no comportamento de C. carcharias. Modelos de efeitos mistos lineares generalizados foram utilizados para testar hipóteses relativas aos efeitos do tipo de tratamento, a quantidade de exposição (ou seja, a habituação), densidade conspecifica e visibilidade da água no comportamento do tubarão. Baseadas em quarenta e nove análises, os ensaios de uma hora ilustram que os padrões de natação de todos sessenta e três indivíduo de C. Carcharias foi alterada na presença da visual-artificial-algas no controle do processo, e a região magnética da barreira (ou seja, o controle processual de regiões magnéticas na redução da frequência de entrada e aumento da evasão ao passar em torno da frequência). Além disso, observações preliminares mostrou que a barreira não teve impacto observável no comportamento de Lobo-marinho (Arctocephalus pusillus pusillus). O C. carcharias associada à barreira Sharksafe e a capacidade da barreira para resistir a condições ambientais adversas justifica os futuros experimentos para avaliar as suas capacidades de exclusão sobre tubarões predadores e possíveis aplicações para substituir as redes de tubarão.

Para visualização completa do artigo clique aqui.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Curiosidade: Pontes verdes permitem que animais atravessem estradas com segurança

Quando estradas e ferrovias são construídas em meio a florestas e a áreas de preservação ambiental, como garantir a segurança e a saúde dos animais silvestres da região? Assim como existem passarelas para que pedestres circulem em auto-estradas, na década de 50 foram criadas as pontes verdes, passarelas ambientadas para que animais possam transitar com liberdade e, acima de tudo, com segurança.

Conhecidas por especialistas como ecodutos, as pontes são montadas com vegetação e terra, de forma a imitar o ambiente da região e permitir a vida de insetos, pássaros e diversos outros animais. Esse tipo de construção está presente em países como a Alemanha, a Suíça, os Estados Unidos e o Canadá, sendo a mais famosa delas chamada de Natuurbrug Zanderij Cariloo, localizada na Holanda, e que conta com mais de 800 metros de extensão, passando por cima de uma auto-estrada, uma via férrea, um rio e um complexo esportivo.

Conheça alguns dos ecodutos mais incríveis do mundo:

Washington, Estados Unidos
Foto © WSDOT

The Borkeld, Holanda
Foto © Zwarts & Jansma

Holanda
Foto © Henri Cormont


Banff National Park, Canadá
Foto © Joel Sartore


Passagem para caranguejos na Austrália

Foto © Christmas Island National Park


Confira outras pontes verdes pelo mundo no site: http://www.hypeness.com.br/

domingo, 22 de junho de 2014

Entrevista: "Se for exótica atire primeiro e pergunte depois", diz Simberloff

   Fernando Fernandez e Bernardo Araujo - 17/06/14
Daniel Simberloff em palestra durante a XVIII Semana da Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Foto: Rafael Martins de Souza Costa

"Se for exótica atire primeiro e pergunte depois”, diz o professor de Ciências Ambientais da Universidade do Tennessee, Daniel Simberloff, que foi entrevistado pelo site oeco.org.br. 
Depois de completar seu doutorado na Universidade de Harvard sob a orientação de Edward Wilson, Simberloff se tornou um dos mais importantes e conhecidos ecólogos do mundo ao longo das últimas décadas. Ao longo de sua trajetória, ele esteve envolvido em diversas discussões a respeito de teorias ecológicas, muitas delas com amplas consequências para a conservação da natureza. Recentemente, ele esteve no Brasil como palestrante convidado na XVIII Semana da Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e concordou em dar uma entrevista para ((o))eco.

Segue abaixo a entrevista:

FF: Um argumento que tem sido utilizado por pessoas que defendem a maior importância de reservas muito grandes, como Terborgh e Carlos Peres, é que apenas grandes reservas podem preservar comunidades completas, incluindo predadores de topo e tudo mais.

"Grandes reservas são ótimas. Meu argumento é que frequentemente um conjunto de pequenas reservas vai ter tanta biodiversidade quanto, ou até mais biodiversidade, que uma reserva grande."

DS: Isso é provavelmente verdade em alguns casos. Eu não duvidaria. Grandes reservas são ótimas. Meu argumento é que frequentemente um conjunto de pequenas reservas vai ter tanta biodiversidade quanto, ou até mais biodiversidade, que uma reserva grande. A ideia de que existe um efeito espécies-área não significa que reservas pequenas são automaticamente inviáveis. Mas é claro que para espécies como grandes carnívoros existe um limite de quão pequena uma reserva pode ser para abrigá-los e conservá-los. O argumento é válido, mas é apenas um entre muitos que devem ser considerados quando se tenta decidir qual o sistema de reservas ideal para se pôr em prática.

FF: Talvez a mensagem que deva ser levada para casa pelas pessoas das instituições que trabalham com reservas no Brasil, por exemplo, é que grandes reservas são de fato importantes, mas que não existe motivo para não se reconhecer o valor e a necessidade de pequenas reservas também.

DS: Esse é exatamente o meu ponto.

FF: Bernardo, você gostaria de fazer uma pergunta sobre rewilding?

Bernardo Araujo: Sim, sim. Eu acredito que já saiba qual vai ser a resposta, mas...

DS: (Risos) Você pode fazer sua pergunta e respondê-la então.

BA: (Risos) Você falou mais cedo em sua palestra a respeito dos perigos da introdução de espécies. Então o que você pensa a respeito das propostas de resselvajamento do Pleistoceno [Pleistocene Rewilding] que tem sido feitas nos últimos anos?

DS: Ah, sim! E qual você acha que será minha resposta?

BA: Que você não gosta nem um pouco delas.

DS: Você está certo. Eu não gosto delas por vários motivos, mas o principal é que toda evidência sobre espécies invasoras nos mostra que existem todo o tipo de consequências não intencionais. Inclusive, por vezes, na reintrodução de espécies que são nativas, dependendo de há quanto tempo elas estiveram ausentes e de como a comunidade que persistiu se adaptou à sua ausência.  O resselvajamento envolve a introdução de espécies análogas às que não existem mais. É claro que isso é uma ideia inspiradora. Como alguém poderia não se entusiasmar com a ideia dessas grandes regiões sendo repovoadas por algo como sua fauna completa de organismos? Mas isso seria extremamente caro e passível de consequências não intencionais de introduções que não funcionariam, fazendo com que as espécies introduzidas desaparecessem e afetando espécies nativas de formas danosas e imprevisíveis. Eu não gosto da ideia.

BA: Eu concordo com você nesse ponto, e creio que o Fernando também concorde.

FF: Sim, sim.

DS: E outra coisa. É muito excitante pensar em poder ver um mamute lanoso. Mas se pudéssemos tê-lo, o que faríamos com ele? Onde o colocaríamos? Eu acredito que existam algumas espécies que, se conseguíssemos reconstruir, então poderíamos salvar, como a pomba migratória ou o periquito da Califórnia. Se conseguissem reconstituir o lobo-da-Tasmânia, ou tilacino, estaríamos mais conscientes agora, e ainda existe habitat suficiente na Tasmânia para acomodá-lo. Mas para a maior parte dos animais extintos isso seria muito, muito caro, e o melhor lugar onde eles poderiam ser postos é um zoológico. Então, a ideia não me anima. Existem entusiastas do resselvajamento no Brasil?

FF: Sim. Ele já foi proposto para o Pantanal brasileiro pelo biólogo da conservação brasileiro Mauro Galetti. Também já houve um projeto privado gigantesco no Tocantins, se me lembro bem, envolvendo uma área de dezenas de milhares de hectares onde pretendia-se liberar uma grande variedade de grandes animais africanos.

DS: Wow. Isso é um exemplo de resselvajamento de verdade com todo tipo de consequências horríveis. Imagine o número de patógenos que eles poderiam acabar trazendo, por exemplo. Mesmo com os melhores métodos sanitários eles provavelmente já causariam problemas apenas devido a isso. Além de impactos a espécies nativas através de diversos outros meios. Não existem leis no Brasil que impediriam isso?

BA: Sim, acredito que esse projeto tenha sido cancelado.

FF: A outra coisa que gostaria de perguntar é a respeito de sua palestra de hoje, porque você falou sobre as questões sobre invasões biológicas. Eu acredito que aqui no Brasil a visão estabelecida é que espécies invasoras devem ser controladas porque trazem diversos problemas sérios para a conservação. Dessa forma, a política em reservas do Brasil tem sido sempre controlar espécies exóticas a qualquer custo. Mas agora algumas pessoas estão trazendo uma nova visão de que em muitos casos espécies exóticas podem ter efeitos benéficos para a conservação.

DS: Como o porco monteiro no Pantanal?

FF: Sim, exato, e muitos outros. Um exemplo na Austrália é o dingo, que supostamente controla a população de predadores exóticos menores como raposas e gatos, beneficiando os marsupiais e os pequenos roedores.

DS: O dingo está na Austrália há mais de quatro mil anos. Ele é uma questão diferente. O quoll [marsupial nativo] aparentemente se adaptou bem à sua presença. A introdução do dingo é muito antiga. O porco monteiro aqui é uma introdução muito mais recente.

FF: Sim, cerca de cento e cinquenta anos.

"Eu tenho uma palestra sobre isso, onde abordo todos esses exemplos de invasões que supostamente ajudam a conservação, caso a caso, e mostro que cada um deles possui desvantagens além das vantagens previamente apontadas, e algumas delas são desvantagens tremendas."

DS: Eu li os artigos que dizem que ele protege o cateto e o queixada porque as pessoas preferem caçá-lo, mas ainda não vi nenhum dado real acerca de impactos populacionais nessas duas espécies de porcos nativos. Primeiro, é necessário que haja alguma ciência de verdade aqui. Em segundo lugar, existem tantas coisas que o porco monteiro faz: eles arrancam raízes, e atacam espécies que possuem raízes carnosas e tubérculos, frequentemente eliminando-as localmente; eles misturam camadas orgânicas e minerais no solo alterando a sucessão de plantas; eles comem fungos, e podem espalhar fungos micorrízicos que podem ser úteis para plantas invasivas como fazem na região patagônica dos Andes; e eles comem tudo, desde ovos de pássaros que nidificam no chão até anfíbios, eles são onívoros. Então, alguém teria que estudar esse caso com muito cuidado e olhar para todos os variados impactos no pantanal para dizer que os porcos monteiros de fato auxiliam na conservação. E eu diria que isso é verdade para qualquer um desses exemplos de espécies invasoras que ajudam na conservação. Eu não diria que não existe nenhuma, mas é fácil demais olhar para apenas um efeito e dizer “olhe, isso é bom”. Eu tenho uma palestra sobre isso, onde abordo todos esses exemplos de invasões que supostamente ajudam a conservação, caso a caso, e mostro que cada um deles possui desvantagens além das vantagens previamente apontadas, e algumas delas são desvantagens tremendas. Então, talvez pudéssemos dizer a mesma coisa a respeito do porco monteiro no Pantanal. Dizem que ele está ajudando as duas espécies de porcos nativos, mas eu gostaria de ver os dados reais mostrando um impacto populacional nessas espécies. Só porque os caçadores estão atirando nos porcos monteiros isso não significa que as populações de catetos e queixadas estão se beneficiando.

FF: Talvez a ideia seja que as populações de catetos e queixadas estejam melhor no Pantanal do que em outras regiões do Brasil, porque, especialmente no caso do queixada, estão se tornando muito escassas em outras regiões do país. Mas isso não significa que é necessariamente devido ao porco monteiro.

DS: Sim, esse seria meu argumento.

FF: Então, se você pudesse dar um conselho bem curto para administradores de reservas no Brasil sobre qual política adotar para espécies invasoras, o que você diria a eles?

DS: Atire primeiro e pergunte depois. O motivo disso é que muitas espécies introduzidas trazem consequências que não reconhecemos a tempo. Outras sequer se espalham. Elas se mantêm restritas e, de repente, depois de décadas, começam a se espalhar e a ter grandes consequências. Uma terceira razão é que frequentemente, logo após a invasão, quando você reconhece uma invasora, é possível se livrar dela, e esse processo não custa tanto no início. Mas uma vez que ela se espalha, pode se tornar impossível, ou ao menos extremamente caro contornar o problema. Então, por que arriscar? A política deveria ser não introduzir, e se você reconhecer o início de uma invasão, livre-se da espécie em questão. Se é uma espécie que se estabeleceu há centenas de anos, ou uma que já está amplamente distribuída, então você tem que pensar a respeito dos prós e contras e na viabilidade de manejo da mesma. Mas quando uma invasão recente é descoberta em uma reserva, não se incomode em estudar os impactos. Acredito que se deva livrar dela imediatamente.

FF: Muito obrigado, professor Simberloff. Essa entrevista nos foi muito útil.

DS: Eu que agradeço.

Fernando Fernandez e Bernardo Araujo, repórteres por um dia para ((o))oeco. (Nota da redação: esperamos que se tornem muitos dias)


Termos usados nessa entrevista:

Teoria da biogeografia de ilhas: descreve os fatores que controlam a riqueza de espécies (número de espécies) em ilhas. Mais tarde, essa mesma teoria foi utilizada para investigar os fatores que influenciam a riqueza de espécies em fragmentos florestais, reservas biológicas e outros ambientes isolados.

Aleatoriedade demográfica: diz respeito ao efeito do acaso sobre características demográficas de uma população pequena que podem levá-la a extinção.

Relação espécies-área: também chamada de "curva espécies-área", é a relação entre a área de um dado habitat e o número de espécies que ele abriga.

Aninhamento: padrão de organização de comunidades biológicas onde algumas espécies estão presentes em todas as comunidades e outras apenas em comunidades sucessivamente mais ricas em espécies.

Fixação da razão sexual: trata-se da proporção entre machos e fêmeas em uma população. Ocorre quando há a perda de todos os indivíduos de um dos sexos em uma população.

Depressão endogâmica: diz respeito à redução da capacidade de sobrevivência dos indivíduos de uma população como resultado de endogamia, ou seja, repetidos cruzamentos entre indivíduos aparentados.

Deriva gênica: alteração das frequências de genes de uma determinada população devido ao acaso.

SLOSS (do inglês "single large or several small"): a sigla SLOSS (que pode ser traduzido como "uma grande ou várias pequenas") se refere a um longo debate travado em meio à literatura ecológica ligada à biologia da conservação, nas décadas de 70 e 80, a respeito de qual seria a melhor estratégia para o delineamento de reservas, especialmente em habitats fragmentados, para a manutenção da biodiversidade: demarcação de uma única reserva grande ou a de diversas reservas pequenas.

Estrutura trófica: diz respeito à organização de uma teia "alimentar", que inclui todos os organismos desde sua base de plantas e outros produtores primários até o seu topo, com os grandes predadores.

Resselvajamento (ou "rewilding", do inglês): diz respeito à reintrodução de proxies (espécies proximamente "aparentadas") de espécies já extintas em determinada região com o intuito de restaurar paisagens ou processos ecossistêmicos existentes no passado, quando tais paisagens e ecossistemas ainda não haviam sido influenciados pela chegada do Homo sapiens. Um exemplo seria a reintrodução de elefantes no lugar de mamutes e mastodontes na América do Norte.



terça-feira, 17 de junho de 2014

Evento: II Encontro Regional de Ecologia - II ERECO

O II Encontro Regional de Ecologia (Ereco-NE) que se realizará entre os dias 15 à 19 de Julho de 2014 no Campus IV da UFPB (Rio Tinto) tem o objetivo de reunir estudantes, professores, pesquisadores e o público em geral para expor suas ideias, compartilhar informações e ampliar seus conhecimentos sobre o meio ambiente como um todo. Além de palestras, mesas redondas, minicursos, oficinas e apresentações de trabalhos científicos de temas diversificados, o evento também trará espaço lúdico, atividades culturais durante o evento visando assim, uma melhor interação entre os participantes.      

A primeira edição do ERECO - NE foi realizada por estudantes de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN- Natal, desta vez, a iniciativa parte dos estudantes do curso de Ecologia da UFPB- Campus IV - Rio Tinto, os quais fizeram parte da comissão organizadora do I e II ENECO - PB (Encontro de Ecologia da Paraíba)

Nessa segunda edição definimos o tema do evento como: Recursos hídricos e meio ambiente: uma questão de sobrevivência. A ideia surge levando em conta a importância desse recurso tanto para o meio ambiente, quanto para o consumo humano principalmente no Nordeste, região a qual enfrenta constantemente períodos de seca e estiagem. 


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Artigo: O Ecodesign no setor moveleiro do Rio Grande do Sul

Autores: Claudio Senna Venzke Luis Felipe Machado do Nascimento
Periódico: Revista Eletrônica de Administração
Ano de Publicação: 2002

Petiano Responsável: Bianka Oliveira


Móveis fabricados dentro dos conceitos de Ecodesign
A crescente preocupação com a melhor qualidade do meio ambiente, seja por força da legislação ou pela conscientização da população, faz com que surjam novas técnicas que auxiliam as empresas a participarem ativamente da construção de um modelo de produção ambientalmente sustentável e economicamente viável. Dentre estas novas técnicas, destaca-se a aplicação dos conceitos do Ecodesign, que propõem a integração dos aspectos ambientais no projeto de novos produtos. Este artigo mostra como empresas do setor moveleiro do RS tratam as questões ambientais, identificando práticas e posturas associadas ao Ecodesign, além de apontar alternativas tecnológicas para uma melhor adequação das empresas em termos ambientais. Mostrando que há um grande potencial para implantação de técnicas que causem menor impacto ao meio ambiente, pois já são utilizadas algumas que podem ser relacionadas ao Ecodesign, mas ainda não são exploradas plenamente pelas empresas pesquisadas.

Para visualização completa do artigo clique aqui.

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More