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domingo, 12 de outubro de 2014

Notícia: Bicicletas elétricas ajudam a reduzir gás carbônico em Noronha

Olá, ecoleitores!

Conhecer Fernando de Noronha é o sonho de qualquer pessoa amante da natureza não é mesmo?! Visando reduzir a emissão de gás carbônico e a conservação deste ambiente, o Plano Noronha Carbono Neutro entrou em ação e o Parque Estadual Marinho recebeu 25 bicicletas elétricas que poderão ser utilizadas pelos turistas. 

 Bicicletas elétricas em Noronha.
O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE) recebeu no mês de julho 25 bicicletas elétricas. Elas vão contribuir para reduzir a emissão de gás carbônico (CO2) no Arquipélago da Unidade de Conservação (UC). A ação faz parte dos objetivos do Plano Noronha Carbono Neutro, que pretende transformar a ilha de Fernando de Noronha no primeiro território nacional a diminuir e compensar as emissões de gases poluentes.
Para usar as bicicletas, os visitantes devem pagar aluguel diário nos Postos de Informação e Controle (PICs) do Golfinho, Sueste e Boldró. A previsão é de que até o fim de 2014, época em que outras 25 bicicletas elétricas devem ser entregues, a UC implemente o sistema de compartilhamento desse meio de transporte para otimizar a locomoção dos turistas dentro da ilha. "Com as bicicletas, além do prazer da atividade em si, o visitante tem a opção de contribuir para a redução de emissões de carbono a um custo reduzido, uma vez que o valor cobrado para o aluguel é somente o custo de manutenção da atividade. Isso já havia sido definido em contrato, ou seja, nosso concessionário não pode ter lucro com a atividade", explicou o chefe do Parque Nacional, Ricardo Araújo.
Com velocidade máxima de 25 km/h e autonomia de 60 km, as bicicletas elétricas possuem freios dianteiro e traseiro a disco, pesam 25,5 kg, suportam uma carga de até 100 kg e precisam de quatro a seis horas para recarregar a bateria. Além do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Distribuidora Shineray, que doou as bicicletas, esta ação é resultado de uma parceria com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas/PE), a Serttel e a empresa aérea Gol.


Sobre o Plano Noronha Carbono Neutro

O Plano Noronha Carbono Neutro pretende transformar a ilha de Fernando de Noronha no primeiro território a reduzir e compensar as emissões de gases no Brasil, tornando-a referência de novas tecnologias sustentáveis. O estudo aponta o transporte aéreo como o grande emissor de CO2, representando 54,74% do total de 35.669,46 t CO2 (toneladas de CO2 equivalentes emitidas em 2012). Em seguida, aparecem a geração de energia elétrica, representando 29,21%, e o transporte interno, com 8,73%.
Com uma população média de 4.000 pessoas, incluindo a permanência de turistas, a emissão per capta de Fernando de Noronha é de 8,92 t CO2 (toneladas de CO2 equivalentes), cerca de quatro vezes a do Brasil, que é 2,2 t CO2.

Fonte: ICMBio
Petiano Responsável: Élyda Passos

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Curiosidade: Entenda o que é uma área de proteção ambiental (APA)

APA Fernando de Noronha
As áreas de proteção ambiental fazem parte do grupo das unidades de conservação de uso sustentável e tem por objetivos: proteger e conservar a qualidade ambiental e os sistemas naturais existentes na região; buscar a melhoria da qualidade de vida da população local; e proteger os ecossistemas regionais. As APAs são definidas pelo artigo 15º da lei do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) e o principal objetivo delas é a conservação de processos naturais e da biodiversidade, orientando o desenvolvimento, adequando as atividades humanas às características ambientais da área.

As áreas de conservação são estabelecidas pela União, estado e municípios em áreas de domínio público e privado. Para que seja instituída, não é preciso a desapropriação das terras, mas as atividades e usos estão sujeitos à designação específica. Uma APA pode abranger outras unidades de conservação e ecossistemas urbanos, o que propicia a experimentação de novas técnicas e atitudes que permitem conciliar o uso da terra e o desenvolvimento regional.

Dentro das unidades de conservação, as APAs representam uma importante categoria, porque elas podem abranger mais de um município e apresentam relações complexas tanto políticas, como econômicas e sociais. As APAs podem constituir-se importantes instrumentos de planejamento regional, integrando populações e as técnicas adequadas ao manejo, promovendo um novo estilo de desenvolvimento.

O sudeste é a região com o maior número de APAs. Uma das principais áreas de preservação permanente é a APA da Mantiqueira, que abrange o território dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A APA da Mantiqueira tem o objetivo de proteger uma das maiores cadeias montanhosas da região, a Serra da Mantiqueira, e foi criada pelo Decreto 91.304 de 1985.

Na região sudeste também são encontradas outras áreas de proteção como a APA de Guapimirim e a APA da Lagoa do Iriry. Algumas das APAs da região sul são a de Anhatomirim e a da Baleia Franca. Na região centro-oeste, encontra-se a APA Meandros do Rio Araguaia e a APA Rio Bartolomeu. E na região nordeste, a APA da Chapada do Araripe e a APA da Serra de Ibiapaba, APA de Fernando de Noronha, entre outras.

OBS: A Área de Proteção Ambiental - APA pode ser constituída tanto por terras públicas como privadas. Nela o uso e ocupação do solo são restringidas pelos limites constitucionais e, nas áreas de propriedade particular, o proprietário deve estabelecer condições de visitação e pesquisa conforme exigências legais.

Fonte: Pensando verde

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