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sábado, 11 de outubro de 2014

Notícia: Cientistas descobrem seis potenciais novas espécies de animais no Peru

Tradução livre por: Paulo Ayres

Caros ecoleitores,

Trago para vocês uma notícia bastante interessante sobre a descoberta de seis potenciais novas espécies de animais no Peru. Porém dessas seis novas espécies, a que mais me chamou atenção foi a de um mamífero aquático bastante peculiar. Uma boa leitura!

Este novo mamífero aquático evoluiu para lidar com a vida 
nos córregos das florestas das nuvens. Foto por: Alexandre Pari
Um grupo de cientistas peruanos e mexicanos dizem ter descoberto pelo menos seis novas espécies de animais próximo o mais famoso sítio arqueológico da América do Sul: Machu Picchu. As descobertas incluem um novo mamífero, um novo lagarto, e quatro novos sapos. Enquanto os cientistas estão trabalhando em descrever formalmente as espécies, eles lançaram fotos e alguns detalhes tentadoras sobre as novas descobertas (conferir no link da notícia original).

O novo mamífero, que ainda não possui nome, é um roedor aquático de aparência bizarra do gênero Chibchanomys, que até hoje só era composta de duas espécies. O novo mamífero não possui orelhas externas e pelos entre seus dedos do pé e nas laterais de suas pernas, que o ajuda a manobrar através de córregos. 

"Estes roedores aquáticos estão entre os mais raros e pouco conhecidos na América", escrevem os cientistas em um comunicado de imprensa. 

As descobertas são o resultado de uma pesquisa do Parque Nacional de Machu Picchu e do Santuário Histórico de Machu Picchu 2012, especificamente em florestas das nuvens perto Wiñayhuayna, outro sítio arqueológico na Trilha Inca em direção a Machu Picchu. Apesar de ter recebido em geral, menos atenção do que as florestas de várzea, florestas das nuvens muitas vezes são extremamente ricas em espécies que não são encontradas em outro lugar e muitas novas espécies derivam desses habitats.

Notícia original na íntegra: http://news.mongabay.com/2014/0925-hance-new-species-peru-cloud-forest.html
Petiano Responsável: Paulo Ayres

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Notícia: Estudo descreve cinco novas espécies de macaco-parauacu (saki monkey) na Amazônia

Uma grande revisão taxonômica dos macacos-parauacu, nome popular utilizado para todos os primatas do novo mundo do gênero Pithecia, revelou a existência de cinco novas espécies deste gênero.

Macaco-parauacu (Pithecia pithecia)
Macacos-parauacu ou saki monkeys como chamados em inglês, são um grupo secreto de primatas nativos das florestas tropicais da América do Sul. Eles são frequentemente caçados para alimento, apesar de seu comportamento evasivo os tornarem difíceis de serem encontrados.

O estudo foi conduzido pela Dra. Laura K. Marsh, ecóloga e primatóloga, e diretora do Instituto de Conservação Global, resultado de 10 anos de pesquisas envolvendo análise aprofundada de espécimes de museu e de fotografias de macacos vivos. Ele reconheceu 16 espécies distintas do gênero Pithecia: cinco previamente estabelecidas, três reintegradas, três elevadas ao nível de subespécie, e cinco espécies recém-descritas. 

Macho da espécie  Pithecia albicans
Foto: Russell A. Mittermeier, Conservation International
"Eu comecei a suspeitar de que poderia haver mais espécies de macacos-parauacu quando eu estava fazendo pesquisa de campo no Equador", disse Marsh. "Quanto mais eu via, mais eu percebia que os cientistas foram confundidos na suas avaliações da diversidade de macacos-parauacu há mais de dois séculos." 

As cinco novas espécies são encontradas no Brasil, Peru e Bolívia. Três delas são endêmicas do Brasil e uma do Peru. Esta revisão aumenta o número de espécies de primatas no Brasil para 145; a maior diversidade para qualquer nação. 

"Além de ser vital para a sua conservação e sobrevivência, a descrição científica revista dessas macacos-parauacu é um grande passo na nossa compreensão da diversidade de primatas na Amazônia e no mundo", disse o Dr. Anthony B. Rylands, pesquisador sênior da Conservation International e Vice-Presidente do a IUCN Species Survival Commission (SSC) Primate Specialist Group, do qual uma das novas espécies, Pithecia rylandsi, foi nomeada.

Os primatas são os principais componentes dos sistemas de floresta tropical, e são de grande importância como dispersores de sementes, predadores, e às vezes até como presa. 
"Macacos- parauacu, como muitos primatas das florestas tropicais, são excelentes indicadores para a saúde dos sistemas florestais tropicais", disse o Dr. Russell A. Mittermeier, presidente da Conservation International e Presidente da IUCN (SSC) Primate Specialist Group, após o qual a recém descrita Pithecia mittermeieri foi nomeada. "Esta revisão do gênero mostra claramente quão pouco ainda sabemos sobre a diversidade do mundo natural que nos rodeia e que dependemos tanto".

Os resultados do estudo foram apresentados no 25º Congresso da Sociedade Internacional de Primatologia, em Hanói, no mês passado e publicado na edição de verão da Neotropical Primates, um jornal dirigido pelo IUCN (SSC) Primate Specialist Group e Conservation International.

Fonte: IUCN.Org

Petiano Responsável:
Paulo Ayres

sábado, 19 de julho de 2014

Notícia: Descoberto quatro novas espécies de mamíferos no Brasil

Quatro novas espécies de mamíferos que vivem na Mata Atlântica e na Amazônia foram descobertas por uma cientista brasileira com a ajuda de sequenciamento genético.
A investigação científica foi publicada na última semana na revista “Molecular Phylogenetics and Evolution”, em artigo assinado por Silvia Pavan, Sharon Jansa e Robert Voss.

O artigo afirma que das quatro espécies novas, três vivem na Amazônia e uma na Mata Atlântica. Os animais ainda não receberam um nome, já que a descrição oficial deve acontecer nos próximos anos.
De hábito terrestre, são bichos que vivem entre as folhagens de florestas, fazem ninhos em troncos ocos de árvores e podem ter capacidade de viver em tocas abaixo do solo – uma característica que ainda precisa ser melhor estudada.
São animais que se alimentam de insetos, mas que também podem consumir pequenos vertebrados. Seu comprimento varia de 7 centímetros a 20 centímetros, e chegam a pesar entre 6 gramas e 140 gramas.

Espécies de “cuícas-de-rabo-curto” ilustrando diferentes padrões de coloração da pelagem: A: Monodelphis domestica (coloração uniforme); B: M. touan (laterais avermelhadas); C: M. emiliae (cabeça e lombo avermelhados); D: M. americana (listras dorsais esc (Foto: Divulgação/T. Semedo; S. Pavan; T. Semedo; D. Pavan)

Além de descrever quatro novos animais, o trabalho de pesquisa publicado na última semana sugere alterar a quantidade de espécies de cuíca-de-rabo-curto descritas pela ciência. Até então, segundo a literatura, existem 26 variações. Mas foi possível verificar que cinco descrições eram, na verdade, repetições. Isso se esclareceu com análise genética. Assim, com as quatro novas espécies descritas no trabalho da brasileira, o total ficaria em 25.

Lei mais em: http://g1.globo.com/

sábado, 21 de junho de 2014

Notícia: Novo tipo de plástico reciclável é criado por "acidente" por pesquisadores americanos

Pesquisadores americanos criaram por acidente uma nova variedade de plástico reciclável, segundo estudo publicado na revista Science. A descoberta poderá ser usada para fazer peças rígidas e gelatinosas e aplicada na fabricação de carros, aviões e eletrônicos mais baratos e menos poluentes. Jeanette Garcia, do centro de pesquisa da IBM em San Jose, nos Estados Unidos, descobriu o novo tipo de plástico ao esquecer e incluir um dos três componentes de uma reação química para produzir um tipo de plástico conhecido como "thermoset". "Acabei com esse pedaço de plástico na mão e tinha que descobrir o que era", disse Garcia à BBC. "A primeira coisa que fiz foi pesquisar a literatura científica para ver se isso já tinha sido feito antes, porque achava que sim já que se tratava de uma reação química bastante simples." Por ser leve e resistente, o plástico "thermoset" é usado em carros modernos e aeronaves, muitas vezes misturado a fibras de carbono. Mas nenhum tipo deste plástico podia ser reciclado - até agora. A nova variedade pode ser dissolvida em ácido, o que a reverte a seus componentes originais, que podem ser reutilizados.

Fonte: Consumidor Consciente - Via BBC

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Notícia: Nova espécie de samambaia descoberta no Parque Nacional da Serra da Bocaiana

Uma nova espécie da planta samambaia foi descoberta na parte alta do Parque Nacional da Serra da Bocaina, município de São José do Barreiro, divisa entre São Paulo e Rio de Janeiro. A novidade foi publicada em um artigo da revista Systematic Botany, assinado por Claudine Mynssen, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e Lana Sylvestre, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A espécie recebeu o nome científico de Diplazium brachycarpum. A planta tem folhas grandes, que ultrapassam dois metros de comprimento, e pode ser vista em locais com grande circulação de turistas, como às margens da "trilha do ouro" ou "caminho de mambucaba", ambos dentro da Unidade de Conservação (UC).

Além da Bocaina, a nova samambaia também foi encontrada nos estados de Minas Gerais e Santa Catarina em florestas úmidas de montanha, mas fora das áreas protegidas. De acordo com Mara Pais, chefe do Parque Nacional, por conta disso a espécie pode desaparecer nessas áreas devido aos desmatamentos e quimadas. "Daí a decisão de classificá-la como vulnerável em termos de conservação. Isso aumenta a importância do Parque Nacional Serra da Bocaina em relação à proteção da espécie", disse.

Fonte: ICMBio

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Notícia: Descoberta nova espécie de cobra-coral na Mata Atlântica

Uma cobra coral verdadeira coletada numa pequena área preservada na capital da Paraíba é a mais nova espécie de serpente conhecida no país. A espécie descrita na edição de abril da revista Zootaxa mostra como a rica biodiversidade da maltratada Mata Atlântica ainda esconde novas descobertas.

A maioria dos exemplares usados na descrição da nova espécie, batizada de Micrurus potyguara, foi encontrada na Mata do Buraquinho, um remanescente de Mata Atlântica localizado dentro do Jardim Botânico de João Pessoa, na capital da Paraíba. Uma floresta urbana, portanto.

De hábitos preferencialmente noturnos, mas que também pode ser encontrada durante o dia, a cobra coral verdadeira de pequeno porte pode chegar até 1 metro e 20 centímetros de comprimento e alimenta-se de presas cilíndricas como anfisbenideos, conhecidas como cobra-duas-cabeças.

Um dos responsáveis por esta descoberta foi o biólogo Dr. Gentil Alves Pereira Filho.

Confira o restante da matéria no site: http://www.oeco.org.br/


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