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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Artigo: Formação de professores e cidadania: projetos escolares no estudo do ambiente



Autores: Vânia Maria Nunes dos Santos; Pedro Roberto Jacobi
Periódico: Educação e Pesquisa
Ano de Publicação: 2011
Petiano Responsável: Anderson Coutinho


Fig. 1. Formando, sobretudo, cidadãos.
Este texto pretende apresentar reflexões resultantes de um estudo de doutorado focado na análise, por meio da pesquisa-ação, de projetos escolares de educação ambiental desenvolvidos a partir da formação continuada de professores em exercício, e suas contribuições na constituição de novos conhecimentos e procedimentos didático-pedagógicos para o estudo do ambiente e o exercício da cidadania. Visando à construção do olhar geocientífico na escola, os projetos de educação ambiental utilizaram diferentes práticas de campo para o (re)conhecimento do lugar de estudo associadas a recursos de sensoriamento remoto (imagens de satélite, fotos aéreas e mapas), objetivando a construção de uma visão integrada da realidade socioambiental a partir do estabelecimento de relações dialéticas entre o local e o global como suporte à análise de problemas, de suas repercussões e implicações em diferentes escalas de observação. O desenvolvimento dos projetos oportunizou a formação de professores-pesquisadores inovadores, críticos e reflexivos ante as realidades escolar e socioambiental. Além disso, propiciou aos alunos condições para observarem e conhecerem seu meio ambiente e o lugar em que vivem, refletirem sobre suas condições reais e, com base nesse processo, proporem ações e construir em intervenções educativas diante dos problemas estudados, em busca de soluções. Ao incorporar a questão socioambiental à prática pedagógica, os projetos escolares buscaram inserir a escola na realidade, contribuindo para a formação, por meio da aprendizagem social, de cidadãos críticos e participativos em ações conjuntas e colaborativas (escola, comunidade, poder público), visando ao desenvolvimento de políticas públicas democráticas e sustentáveis para a melhoria da qualidade de vida.

Para leitura completa do artigo clique aqui: http://www.scielo.br/pdf/ep/v37n2/v37n2a04.pdf

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Artigo: Carbon storage in a fragmented landscape of Atlantic forest: the role played by edge-affected habitats and emergent



 Autores:Mateus Dantas de Paula; Cecília Patrícia Alves Costa; Marcelo Tabarelli
 Periódico:Tropical Conservation Science
 Ano de Publicação:2011
 Petiano Responsável: Pedro Sena

   Como resultados, os pesquisadores encontraram diferença de até três vezes mais retenção de carbono no interior da floresta que nas bordas. Já com relação ao estoque de carbono por grupos funcionais, percebeu-se que as árvores mais altas (emergentes) estocaram muito mais (159.3 toneladas de carbono por hectare) em comparação com as plantas de sub-bosque (11 TonC/ha). Porém, nos ambientes de borda essas árvores emergentes apresentaram uma queda no estoque (12.2 TonC/ha), o que prova os profundos impactos do efeito de borda, até mesmo no estoque de carbono desse importante grupo funcional presente nas florestas. 

Fig. 1. Usina Serra Grande, AL
   O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco teve como principal objetivo analisar a influência dos impactos humanos, focando na fragmentação florestal, em um dos principais serviços ecossistêmicos desempenhados por ecossistemas florestais, o estoque de carbono. 
  Os pesquisadores investigaram se haviam diferenças na distribuição de carbono (interior e borda da floresta), além de analisar o estoque por grupos funcionais (estrato emergente, dossel e sub-bosque). 
Foram estudados três fragmentos pertencentes à Usina Serra Grande, dentre eles a floresta de Coimbra (3,500 ha) caracterizada por ser o fragmento de Floresta Atlântica de propriedade privada mais bem preservado do Nordeste. 
   O trabalho ainda trás importantes informações sobre as florestas nordestinas, com análise de imagens de satélite. 
   Os impactos das ações humanas nos ambientes naturais são conhecidos há muito tempo, porém a persistência de determinados fatores prejudiciais pode potencializar bastante as consequências. Como evidenciado no estudo, os efeitos da fragmentação das florestas do Nordeste atingem até mesmo os índices de estoque de carbono na biomassa aérea, gerando evidentes diferenças entre habitats e causando uma crescente preocupação com o destino dos serviços ecossistêmicos prestados por esses tipos de ecossistemas florestais.


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