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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Estudo culpa pesticidas por queda na população de anfíbios

Fonte: NE-10

PARIS - A queda importante na população mundial de rãs e sapos pode ser atribuída, ao menos em parte, ao uso de pesticidas, alertaram na última quinta-feira cientistas na Alemanha.

Testes com fungicidas e inseticidas, quando usados nas proporções recomendadas, mataram 40% das rãs após sete dias e, em um caso, 100% dos anfíbios após apenas uma hora, afirmaram.

Os experimentos, realizados com apenas um pequeno número de animais, foram feitos por uma equipe chefiada por Carsten Bruehl, da Universidade de Coblenz-Landau, na Alemanha.



Eles capturaram 150 exemplares jovens de rã comum da Europa ("Rana temporaria") e os expuseram a sete produtos agrícolas, com o objetivo de reproduzir em laboratório as condições encontradas no campo.

As rãs foram mantidas em grandes contêineres, com solo cultivado com cevada. O produto químico foi espargido uma vez, em uma quantidade que os cientistas dizem ser igual àquela que cairia em uma área similar de uma lavoura.

Foram aplicadas três tipos de doses: concentrações recomendadas, um décimo das concentrações recomendadas e 10 vezes as concentrações recomendadas.

A substância mais tóxica, segundo o estudo, foi o fungicida Headline, usada para evitar fungos em cultivos de soja e trigo. Na dose recomendada, ela matou todas as rãs usadas no teste no intervalo de uma hora.

Apenas 5 rãs foram usadas em cada experimento e os animais foram usados cuidadosamente, obedecendo a critérios éticos. Em cada experimento, apenas três rãs foram inicialmente expostas à substância e se elas sobrevivessem por 24 horas, as outras duas eram incluídas no experimento. Se as três morressem antes de 24 horas, as outras duas não eram inseridas.


Segundo a respeitada "Lista Vermelha" da biodiversidade ameaçada, 41% das espécies de rãs e sapos estão em risco de extinção.


A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que compila a lista, culpa a perda de hábitat, a poluição, incêndios, as mudanças climáticas, doenças e a superexploração da terra.



Mas o novo estudo, publicado na revista Scientific Reports, destacou que o dano colateral dos pesticidas não foi considerado.Segundo a pesquisa, os anfíbios são especialmente vulneráveis a estes produtos químicos porque sua pele é altamente permeável. "A toxicidade demonstrada é alarmante e um efeito negativo em larga escala da exposição terrestre a pesticidas nas populações de anfíbios parece provável", alertou o artigo.

Da Agência France Presse.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Artigo: Ciência e Sustentabilidade: a contribuição da educação ambiental




Autores: Marcos Antonio do Santos Reigota
Periódico: Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior
Ano de Publicação: 2007
Petiano  Responsável: Anderson Coutinho.


Ciência e Tecnologia

No contexto político, científico e cultural da problemática ambiental, a educação ambiental tem uma história nos debates científicos e epistemológicos. A educação ambiental brasileira oferece sólidos elementos para mostrar que, apesar de todas as barreiras, outro tipo de ciência foi, está sendo feita e tende a consolidar-se.  Com visões alternativas e paradigmas consequentes com a construção da sociedade sustentável orientada à democracia, justiça e ecologia. Sugere a análise da trajetória e a recepção dos pesquisadores para revelar o processo de constituição de conceitos (sustentabilidade) e uma área de conhecimento (educação ambiental).





















Para leitura completa do artigo clique aqui: http://www.scielo.br/pdf/aval/v12n2/a03v12n2.pdf









quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

UFRPE e Universidade da Flórida promovem seminário sobre biocombustíveis e sustentabilidade


A Assessoria de Cooperação Internacional da Universidade Federal Rural de Pernambuco (ACI/UFRPE) informa que, no dia 7 de fevereiro, será realizado o seminário intitulado Sustentabilidade Social, Econômica e Ambiental do Desenvolvimento de Biocombustíveis. O evento é uma parceria da UFRPE com a Universidade da Flórida A&M, por meio do Escritório de Desenvolvimento e Educação Internacional.

O seminário será realizado no auditório da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFRPE (PRPPG), a partir das 10h. Maiores informações: 3320 6010 ou secretariaaci@gmail.com.

Brasil possui um "Pré-sal" de Energia Solar


Somada a falta de chuvas, a elevada irradiação solar no Brasil tem contribuído para o baixo nível das represas nos lagos das hidrelétricas. Sem que a água chegue aos níveis ideais, as usinas termelétricas a carvão, óleo e gás são ligadas como forma de se poupar o volume dos reservatórios. Entretanto, o Brasil e o Nordeste recebem grande incidência solar. Se usássemos o sol como fonte de energia poderíamos fazer do problema, a seca, uma solução, energia fotovoltaica, transformando limão em limonada.

A média de insolação do Brasil é de cerca de 3 mil horas ao ano e, em determinadas regiões do nosso mapa, a média é mais alta, de acordo com os dados disponíveis no Atlas Solarimétrico do Brasil. É o mesmo sol que hoje nos castiga com um dos mais longos períodos de estiagem no semiárido. Embora ruim para a população e a agricultura, essa estatística mostra nosso potencial para gerar energia limpa, renovável e de baixo impacto ambiental.

Esse dado está no início da conversa com defensores da geração de energia por fontes alternativas, como o professor Heitor Scalambrini Costa, mestre em energia solar e doutor em energética pela Faculte Saint- Jerôme, em Marselha, França. Scalambrini classifica o sertão nordestino como uma região com o nível de insolação de fazer inveja a qualquer país europeu. “Nossos recursos solares são abundantes e bem distribuídos. Na Europa, com muito menos, os países investem muito mais”, compara o professor da Universidade Federal de Pernambuco.

O interesse das grandes empresas em investir recursos destinados à geração de energia solar começa a aumentar. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) é uma das maiores empresas do sistema Eletrobrás e possui seus principais investimentos na região Nordeste. Desde 2012, em Petrolina, aplicou R$ 44 milhões em um centro de pesquisas e geração de energia através de painéis fotovoltaicos.

A Chesf está acompanhada por outras grandes do setor no interesse pela energia solar. A Petrobras está tirando do papel um projeto para instalação de uma usina de 1,1 MW em Alto do Rodrigues, a 200 quilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte. O plano da Petrobras é utilizar o mesmo terreno no qual está instalada a usina termelétrica Jesus Soares Pereira para adquirir mais conhecimento sobre a geração a partir de painéis fotovoltaicos. A título de comparação, 1,1 MW é energia suficiente para o consumo de 1.800 domicílios em um ano.

O Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) são parceiros da Petrobras nesse projeto. Eles vão instalar uma plataforma experimental no laboratório de eletrônica e energias renováveis do departamento de engenharia elétrica. Também querem implantar seis estações para capturar informações para o Sistema Nacional de Organização de Dados Ambientais (Rede Sonda) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A Rede Sonda cria uma base de dados com informações sobre os ventos e a radiação solar, considerando sua distribuição no território do país e durante o ano.

Os novos estádios construídos para sediarem as disputas pela Copa do Mundo de 2014 também trataram de incluir em suas estruturas painéis fotovoltaicos. Em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, onde se conclui a Arena Pernambuco, por exemplo, também está sendo construída uma usina fotovoltaica que será capaz de gerar 1 MW nas horas de pico.

Chesf, Petrobras e Odebrecht são três exemplos de empresas que atenderam à chamada 013/2011 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que pede arranjos técnicos e comerciais para inserção da geração solar fotovoltaica na matriz energética. Além de projetos de geração, a Aneel pede a instalação de instrumentos de medição da energia solar pelo país.

Os instrumentos de medição são fundamentais. Todos precisam de dados confiáveis sobre o potencial da energia solar. O Atlas Solamétrico existe há 11 anos e nos últimos anos foram sensíveis para os eventos climáticos. Os dados são necessários para que os investimentos de porte em grandes parques fotovoltaicos ocorram.

Por raciocínios diversos, o professor Heitor Scalambrini Costa e o presidente da Chesf, João Bosco, consideram abundante o potencial de energia solar disponível no país

É nessa rubrica que está o centro de pesquisas da Chesf em Petrolina, no centro do semiárido brasileiro, a pouco mais que 700 quilômetros do Recife. A companhia energética está investindo na instalação de um centro que pode gerar no máximo 3 MW, detalha Helder Falcão, gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação da empresa. Parte dessa produção, 2,5 MW, será vendida para o sistema. Os 0,5 MW restantes serão utilizados para mais estudos. “Os painéis de geração também vão servir para analisarmos os custos de operação da planta, qual sua manutenção necessária, melhor instalação para a transmissão, qualidade e custo dos equipamentos utilizados. Tudo para obtermos maior conhecimento sobre essa área”, explica Falcão.

O interesse maior da Chesf pela geração de energia através da força do sol cresceu com o presidente João Bosco de Almeida. Ele é entusiasta das possibilidades apresentadas pelas fontes renováveis de energia. Com relação à energia solar, João Bosco fala que já fez e refez uma conta utilizando as informações atuais. “A insolação média no Nordeste é da ordem de 6 quilowatt/hora por metro quadrado. O semiárido tem 1 milhão de quilômetros quadrados. Nós estamos falando de insolação de 250 mil MW/h”. Em comparação, João Bosco lembra que o Brasil todo gera 100 mil MW/h.

Esses números são absolutos, adverte o presidente da Chesf. Não se pode imaginar colocar painéis solares em cada centímetro quadrado nordestino, mas pode-se pensar em se aproveitar 30%, 40% desse total, o equivalente a 80 mil MW. “Além do mais, é uma realidade que mudaria a região, que passaria a receber royalties pela produção de energia”.

O conhecimento será o passo mais seguro em direção à participação da energia solar na matriz energética brasileira. Outras condições também estão se mostrando favoráveis. O professor José Bione, especialista da Chesf com pós-doutorado em energias renováveis, cita que a entrada da China como um dos principais fornecedoras do setor fez os preços dos painéis solares despencarem. Bione estima que até 2020, o preço para geração por células fotovoltaicas estará competitivo, em relação a geração por pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Hoje, o preço do MW gerado por fotovoltaico é da ordem de R$ 250 a R$ 300. O preço do MW gerado por uma PCH é de R$ 140, R$ 150.

A utilização de painéis fotovoltaicos não é a única forma de se transformar a força do sol em eletricidade. A geração pode ser por uma usina heliotérmica, que é uma usina termelétrica cujo aquecimento da água é feito pelo calor do sol. No mesmo terreno onde a Chesf desenvolve seus estudos com painéis fotovoltaicos, em Petrolina, o governo de Pernambuco possui um estudo financiado pelo Finep com uma usina heliotérmica.

Ao se considerar os custos atuais, a heliotérmica não é uma forma competitiva de se produzir energia, comenta Bione. No entanto, a termelétrica solar é considerada por ele como o futuro do setor, entre outras razões por possibilitar o armazenamento da energia – coisa que a geração fotovoltaica não permite.

Outras formas de se utilizar os benefícios da luz solar são velhas conhecidas da arquitetura e utilizados nas construções mais modernas. A água armazenada no alto de casas e edifícios pode dar uma utilidade ao calor solar e, com isso, reduzir o uso de chuveiros elétricos. O uso abusivo da iluminação natural também contribui para a economia de energia ao poupar horas de uso das lâmpadas fluorescentes.

Fonte: O Eco

Artigo: Uma medida de sustentabilidade ambiental: Pegada hídrica


Autor:  Vicente de P. R. da Silva, Danilo de O. Aleixo, José Dantas Neto, Kettrin F. B. Maracajá & Lincoln E. de Araújo

Ano de publicação: 2012

Petiano responsável: Ana Karla Nobre Dias


Pegada hídrica foi introduzida como um indicador importante
de consumo de água para a sociedade
Resumo: No início de 1990 o conceito de pegada ecológica (PE) foi introduzido como medida da apropriação humana das áreas biologicamente produtivas por William Rees e Mathis Wackernagel (Rees, 1992; 1996; Wackernagel et al., 2004). Cerca de dez anos depois Hoekstra & Huang (2002) lançaram um conceito similar denominado pegada hídrica (PH) para medir a apropriação humana da água doce no globo. A pegada hídrica é definida como o volume total de água utilizado durante a produção de bens e serviços, bem como o consumo direto de água pelos seres humanos. A água não é consumida só diretamente mas também indiretamente, nos processos de produção. Portanto, o cálculo da pegada hídrica permite quantificar o total de água consumida ao longo da cadeia de fornecimento global. Esta revisão de literatura analisa o estado da arte da pegada hídrica desde a sua criação, no encontro internacional de especialista em comércio de água virtual realizado em dezembro de 2002 na Holanda, até os dias atuais. Os principais resultados encontrados na literatura consultada indicam consenso de que a pegada hídrica é capaz de monitorar o impacto humano sobre o meio ambiente. Além do mais, esta metodologia tem uma vasta gama de aplicações que pode ser empregada em escalas que vão desde um único produto, um processo, setor, individuo, cidades, até mesmo nações e todo o planeta.


Artigo completo: http://www.agriambi.com.br/revista/v17n01/v17n01a14.pdf

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Estiagem aumenta pressão de caça sobre fauna do Nordeste

O levantamento da UFPE indicou ainda impactos da seca sobre a fauna. Com os lagos e açudes vazios, animais estão chegando cada vez mais perto das fazendas em busca de água e alimento. A aproximação de humanos aumenta os riscos de captura e também de ataques de animais domésticos, a exemplo de cães de guarda.

Fonte: NE 10- Blog  Ciência e Meio Ambiente

Entre os bichos registrados estão aves, lagartos e mamíferos. “Observei galos-de-campina, papagaios e um periquitos conhecido na região como griguelim”, diz a bióloga Tatiane Gomes Calaça Menezes.
Ela lembra que a caça de animais silvestres é crime. “Mesmo assim, o teju costuma ser consumido no Sertão”. Outro animal, o timbu, também tem se aproximado das fazendas em busca de água, mas normalmente não integra a dieta do sertanejo.

Numa das fazendas que visitou, Tatiane ouviu de um proprietário rural um relatado inusitado sobre timbus. “Ele contou que, na noite anterior, um timbu se aproximou da casa para pilhar uma peça de carne de sol de bode que estava secando na varanda”, lembra.

Muitos fazendeiros estão comprando água. Os caminhões-pipa abastecem os currais, que têm recebido a visita de animais silvestres para matar a sede. “Se faltam frutas e folhas para o bode, faltam também para os animais silvestres”, atesta.

De acordo com a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco, a estiagem teve início em dezembro de 2011. Em 13 meses, atingiu 1,3 milhão de pessoas. Ao todo, 130 municípios estão em estado de emergência. As chuvas normalmente são registradas de dezembro a abril no Sertão.

Segundo Tatiane, os bichos se alimentam nas fazendas de frutas, como manga e goiaba, ou de milho. Na caatinga, costumam comer frutos, mas por conta da estiagem as plantas ainda não frutificaram. É que durante o período chuvoso as plantas do semiárido saem da chamada estivação, quando perdem as folhas. Tipo de hibernação às avessas, a estivação é uma estratégia de sobrevivência das espécies da caatinga para enfrentar a seca. Com as primeiras chuvas, as folhas ressurgem. O verde também e, em seguida, as flores.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Artigo: O krill conta: conservando a integridade do ecossistema antártico


Editora: Núcleo Amigos da Terra
Ano de publicação: 2007
Petiana responsável: Ana Karolina


Fig1. Krill.

Antártica é um dos lugares mais impressionantes da Terra. Cercado inteiramente por águas gélidas e biologicamente ricas do Oceano Austral, este continente gelado é o lar para um grupo notório de aves e mamíferos, que incluem pinguins, baleias, albatrozes e focas. Um grupo de pequenos crustáceos, coletivamente conhecidos como krill antártico, é crítico para a sobrevivência das demais espécies antárticas e também para o habitat como um todo.


Para ler a publicação completa clique aqui: http://www.natbrasil.org.br/Docs/antartica/o_krill_conta.pdf

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Estudo mostra que gene define comportamento social de formiga

Cientistas conseguiram desvendar a complexa estrutura social das formigas-de-fogo (Solenopsis invicta) inseto endêmico da América do Sul, também encontrado no Brasil, que é considerado uma praga atualmente impossível de controlar.

Segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (16) pela publicação científica “Nature”, uma alteração nos cromossomos consegue dividir a mesma espécie em duas diferentes formas de comportamento em grupo.
A variação genética explicaria o motivo de algumas colônias terem mais de uma rainha, enquanto outras têm apenas uma.
Tal fato pode ajudar a desenvolver novos inseticidas para combater essa espécie de formiga, conhecida por sua picada dolorosa e pela dificuldade de ser exterminada -- por isso esse inseto carrega no nome em latim a palavra invencível (S. invicta), uma alusão aos esforços voltados a combatê-la, que foram em vão.

Cientistas descobriram uma variação genética que modifica o comportamento social das formigas-de-fogo (Foto: Romain Libbrecht e Yannick Wurm/Nature)

Para obter o resultado citado, os pesquisadores analisaram os genomas de mais de 500 formigas-de-fogo para entender esse fenômeno.

Os cientistas viram que a diferença na organização da colônia é determinada por um cromossomo que tem duas variações, tratado no estudo como supergene. Chamadas de B e b, as variantes se desenvolvem de forma semelhante aos cromossomos X e Y, que determinam o sexo nos humanos.
Os estudiosos verificaram que formigas operárias portadoras  do cromossomo de variação B aceitam apenas rainhas que tinham o cromossomo BB. Já as operárias com o cromossomo b aceitavam várias rainhas portadoras do supergene Bb.

De acordo com um dos autores do estudo, o pesquisador Yannick Wurm, da Faculdade de Ciências Biológicas e Química da Queen Mary, Universidade de Londres, no Reino Unido, as diferenças no cromossomo das formigas seguem padrões semelhantes ao polimorfismo (variedades de uma mesma espécie) que ocorre na formação de asas de borboletas ou de cânceres em seres humanos.
Ele explica ainda que entender tais variantes cromossômicas na determinação do caráter social da formiga ajuda a determinar traços fundamentais do comportamento de outras espécies.

Fonte: G1

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Estudo liga aumento da temperatura a casos de dengue

Fonte: NE-10


RIO - O aumento da temperatura teve maior relevância do que a elevação do nível de precipitação de chuvas na proliferação da dengue no Rio entre 2001 e 2009, aponta estudo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 


O objetivo do trabalho foi estudar o efeito de fatores sazonais e a relação entre as variáveis climáticas e o risco de dengue na cidade do Rio no período de nove anos. O resultado mostra que o aumento de um grau na temperatura mínima em um mês ocasiona uma elevação de 45% no número de casos de dengue no mês seguinte. Já o aumento da precipitação em 10 milímetros resulta na elevação de 6% no número de casos da doença no mesmo período. 
"Os principais resultados mostraram que a temperatura teve maior relevância do que a precipitação, principalmente a temperatura mínima", disse a pesquisadora Adriana Fagundes Gomes. A importância da temperatura mínima se deve ao fato de o mosquito não conseguir se alimentar abaixo de 16 graus Celsius.


Adriana avalia que a justificativa para a precipitação não ter tanta relevância quanto a temperatura é o fato de a maioria dos criadouros serem domésticos. A proliferação de mosquitos em vasos de plantas que ficam dentro de casas, por exemplo, independe da quantidade de chuva. "Já a temperatura é um fator ambiental que não temos como controlar. A relação com o vetor vai acontecer."


O artigo resultou do estudo para tese de mestrado da pesquisadora, de 26 anos, que trabalha no Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os resultados também apontaram que o risco de dengue aumenta quando a temperatura é superior a 26ºC. "Vem do senso comum o fato de doenças tropicais serem relacionadas a fatores climáticos. Então a gente tentou fazer uma análise científica dessa questão", disse Adriana. Dos nove anos analisados, em apenas três (2003 a 2005) não houve registro de epidemias da doença no Rio. A avaliação da distribuição dos casos de dengue mostra que a maior parte fica concentrada nos meses de março, abril e maio.


Por Felipe Werneck (Agência Estado).

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