About

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Transposição do rio São Francisco para o nordeste semiárido do Brasil: dados técnicos, impactos ambientais e enquete sobre o volume transposto.


 
 
 
 
 
 
 
 

A transposição do Rio São Francisco, uma das maiores obras de engenharia do Brasil de todos os tempos, cortará uma extensa região agrícola de dimensões continentais, envolvendo temas de caráter multidisciplinar, como impactos ambientais, água, solo, irrigação, outorga de água e outros. Devido a sua importância, incorporou-se a partir de 2005 o tema a uma disciplina denominada Poluição e Impactos ambientais, UFSCar. Mesmo antes das apresentações verificava-se forte oposição. Preliminarmente, o objetivo do trabalho foi levantar os principais dados técnicos e impactos ambientais, culminando com uma análise crítica sobre a obra.
Rio São Francisco
Fig.1.Transposição do Rio São Francisco motiva discussões e disputa política.
O segundo objetivo constituiu-se em detectar no público participante das exposições os três aspectos mais relevantes que causavam oposição, concluindo-se pelas seguintes razões: a pressuposição de que o volume de água a ser transferido seria muito maior do que na realidade se propõe no projeto; o desconhecimento de outras obras de transposição em operação no Brasil e a ideia de que o canal artificial teria largura muito maior do que o proposto. Quanto ao item volume a ser transferido, levantaram-se quantitativamente os valores imaginados pelos participantes em quatro apresentações (cursos de graduação-2, curso de pós-graduação-1 e apresentação pública externa-1). Verificou-se diferença significativa entre o valor pressuposto e o real do projeto, segundo o teste t, para cada levantamento, resultando média geral 14 vezes maior que o proposto. Concluiu-se que a reação à implantação do projeto, deve-se em parte, ao desconhecimento com tendência a superestimar a ordem de grandeza do impacto ambiental.
 
Para leitura completa do artigo clique aqui: http://ref.scielo.org/bsgd5j







Autores: Rubismar Stolf; Sonia M. de S. Piedade; Jair R. da Silva; Luiz C. F. da Silva; Miguel Â. Maniero.
Periódico: Avaliação: Revista Engenharia Agrícola
Ano de Publicação: 2012
Petiana responsável: Aisy Porfirio. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Artigo: A Restauração Ecológica em Destaque: Um retrato dos últimos vinte e oito anos de publicações na área





Autores: Renata Evangelista de Oliveira; Vera Lex Engel
Periódico: Oecologia Australis
Ano de Publicação: 2011
Petiano Responsável: Pedro Sena


A restauração ecológica vem tomando um papel cada vez mais destacado para a ciência, provavelmente pela recente percepção da importância que os ecossistemas naturais possuem também para o homem. Nesse sentido, houve a necessidade de se restaurar o que antes havia sido perdido por meio da degradação dos ambientes naturais. 

Fig. 1. Corredor de Biodiversidade do Araguaia –
um dos maiores corredores ecológicos de biodiversidade recuperados
No artigo apresentado, as autoras discutem a evolução da Restauração Ecológica, bem como sua definição, diferentes áreas e sua abordagem ao longo de 28 anos. Segundo a Sociedade para a Restauração Ecológica (SER, em inglês), a restauração é definida como ‘o processo de assistência à recuperação de um ecossistema que foi degradado, danificado ou destruído’, adicionando aspectos políticos, tecnológicos, sociais, culturais e econômicos.

A metodologia do estudo foi feita através de revisão bibliográfica e pesquisa nos principais periódicos da área, de forma que os artigos publicados nesse período de 28 anos fossem classificados como sendo de estudos de caso ou artigos teóricos.

As autoras evidenciaram que a partir de 1996 houve um aumento muito grande no número de publicações da área, o que pode mostrar a crescente procura por remediar degradações sofridas pelos ecossistemas naturais, que se reflete no investimento em tecnologia e ações de restauração ecológica por todo o mundo.

O artigo é concluído com a reflexão de que as recentes ações de restauração ecológica devem levar em consideração muito mais que apenas o ambiente a ser restaurado. O entorno da área também precisa ser foco dos estudos investigativos, abordando tanto impactos sociais e culturais, quanto consequências políticas e econômicas.

Para leitura completa do artigo clique aqui: http://www.oecologiaaustralis.org/ojs/index.php/oa/article/viewArticle/oeco.2011.1502.8

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Artigo: Efeito da cobertura morta e do preparo do terreno nas perdas de solo e água em um argissolo vermelho-amarelo


Autores: Daniel Fonseca de Carvalho; Claudinei Antonio Montbeller; Eleandro Silva da Cruz; Ângela Maria Quintão Lana e Wilson Araújo da Silva.
Evento/Periódico: Revista Engenharia na Agricultura
Ano: 2003
Petiana responsável: Magda Silva



Com o objetivo de avaliar o efeito da cobertura morta e do preparo do solo no controle das perdas de partículas sólidas e de água, com um simulador de chuva pendular bico “Vee-Jet” 80.150, o qual foi submetido à pressão de 34,0 kPa para simular uma chuva com características próximas às da chuva natural.

Fig.1. Cobertura morta: folhas secas 
A erosão hídrica consiste no processo de desprendimento, arraste e deposição das partículas do solo, o que causa perda progressiva do solo, remoção dos nutrientes e da matéria orgânica causando prejuízos socioeconômicos para as gerações atuais e representando um enorme risco para as gerações futuras.

Foi utilizada uma área experimental localizada no SIPA - Sistema de produção Agro Ecológico Embrapa/UFRRJ/Pesagro, com declividade média em torno de 8,0%, cujo solo é classificado como Argissolo Vermelho-Amarelo, Tb distrófico, A moderado e textura média/argilosa. 

Foram utilizadas duas parcelas, uma com cobertura morta (CC) e outra sem cobertura morta (SC), após um pré molhamento, e repouso de 10 minutos para estabilização das condições de umidade, para então, ser iniciada a chuva simulada e contabilizado o tempo para o início do escoamento superficial. As amostras foram coletadas, a partir do início do escoamento superficial, sendo, então, cronometrados 5 minutos para a coleta de cada amostra. Os volumes escoados foram coletados em frascos de 1 L. No final de cada teste, as amostras foram encaminhadas ao laboratório para determinação da quantidade de solo presente no escoamento superficial.

Com isso pode-se observar que a cobertura morta reduziu em 66,7% e 81,1% a perda de solo, nos sistemas de preparo com enxada rotativa e de aração e gradagem, respectivamente; Também, A perda de água foi de 21,7% e 46,9%, para os mesmos sistemas de preparo e cobertura, respectivamente; e que os simuladores associados a modelos de regressão auxiliam a predição de perdas de solo e água, possibilitando a avaliação de tipos de manejo de solo, da cobertura e de sistemas de controle de erosão.

Podemos concluir que a utilização de cobertura morta como método preventivo de controle da erosão é extremamente eficiente.


Para leitura completa do artigo clique aqui: http://www.ufv.br/dea/reveng/arquivos/vol11/v11n1-4p15-22.pdf

Cientistas estudam ouriços marinhos e criam método para reduzir CO2

Um estudo com ouriços do mar permitiu que uma equipe de cientistas britânicos desenvolvesse um novo método para reduzir o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, o principal causador da mudança climática.

Pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, descobriram que os ouriços utilizam níquel para aproveitar o CO2 do mar e fabricar suas carapaças calcárias, segundo estudo publicado nesta terça-feira (5) pela revista “Catalysis Science & Technology”.

A física Lidija Siller afirmou que a descoberta aconteceu “totalmente por acaso”, quando foram acrescentadas pequenas partículas de níquel a uma solução de água com CO2. Como resultado, os cientistas observaram o dióxido de carbono desaparecer completamente da solução.

Pesquisadores estudaram ouriço do mar para criar método para reduzir CO2 (Foto: Divulgação/James Watanabe/Universidade Stanford)

A pesquisa revela que, na presença de um catalisador de níquel, o CO2 se transforma em carbureto de cálcio ou de magnésio, um mineral inócuo presente na crosta terrestre e que é utilizado no setor da construção para fabricar cimento e outros materiais, além de ser usado em hospitais para fazer gesso.

O método idealizado pelos especialistas britânicos consiste em fazer com que o CO2 liberado na atmosfera pelas indústrias passe diretamente da chaminé da fábrica para uma coluna de água rica em nanopartículas de níquel, fazendo com que o carbureto de cálcio sólido (principal componente do giz) possa ser recuperado ao se depositar no fundo.

“Este processo não funcionaria em todos os casos, uma vez que não dá para adaptá-lo ao tubo de escape de um automóvel. Mas essa é uma solução efetiva e barata para algumas de nossas indústrias mais poluentes e poderia ter um impacto significativo na redução do CO2 na atmosfera”, acredita Siller.

Atualmente, as propostas para se desfazer do dióxido de carbono consistem em capturá-lo e injetá-lo sob terra em formações rochosas, algo que pode ser perigoso caso sejam produzidos escapes.

A alternativa é transformar o CO2 em carbureto de cálcio ou de magnésio, o que já pode ser feito empregando uma enzima de anidrase carbônica, que tem um papel importante no transporte de dióxido de carbono e controle do nível de pH.

O problema é que essa enzima é efetiva durante pouco tempo e torna-se inativa em meios ácidos, fazendo desse sistema milhares de vezes mais caro do que o níquel, afirma o principal autor do estudo, Gaurav Bhaduri. “A beleza de um catalisador de níquel é que ele segue funcionando independentemente do pH. Graças às propriedades magnéticas, ele pode ser recuperado e utilizado várias vezes. Além disso, o produto derivado do carbureto é útil e inócuo para o meio ambiente”, disse o pesquisador.

 Fonte: G1

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

USP lança portal com 800 videoaulas grátis


Portal e-Aulas USP, lançado no dia 31 de maio, disponibiliza vídeos produzidos por docentes da Universidade em diversos campos do saber

O novo portal pode ser utilizado tanto por professores e alunos da USP como pela comunidade em geral

Com o propósito de incorporar novas tecnologias ao método tradicional de ensino, o Portal e-Aulas USP é uma plataforma que reúne e disponibiliza videoaulas produzidas pela Universidade. O novo serviço é uma iniciativa da Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), inspirada em portais semelhantes de instituições internacionais de ensino superior, como Massachusetts Institute of Technology (MIT), Harvard e Princeton.

O novo portal pode ser utilizado tanto por professores e alunos da USP como pela comunidade em geral. Constitui-se, assim, uma forma de a Universidade democratizar o conhecimento produzido, possibilitando que a sociedade tenha acesso ao conteúdo apresentado por seus docentes. Para o reitor João Grandino Rodas, “com esse portal, estamos, em primeiro lugar, aumentando a possibilidade da utilização de novas ferramentas no ensino presencial; e, em segundo lugar, abrindo para toda a população brasileira parte do acervo da Universidade, fazendo com que, democraticamente, que o internauta possa assistir a qualquer vídeo, a qualquer momento. Isso é indispensável para que a USP possa avançar mais um patamar e ficar mais próxima do futuro”.

Adotando uma linguagem dinâmica e interessante, as videoaulas atendem à demanda crescente por conteúdos digitalizados por parte das novas gerações, habituadas ao ambiente virtual e ávidas consumidoras de vídeos. De acordo com o superintendente de Tecnologia da Informação, Gil da Costa Marques, “a STI já estuda a possibilidade de ter, em breve, cinco equipes de produção de vídeos à disposição dos docentes que estejam dispostos a gravar seus conteúdos. Isso deverá otimizar a produção e aumentar a quantidade de vídeos de qualidade produzidos pela USP”.

Desenvolvido para facilitar o acesso ao conteúdo, a plataforma é multilíngue e possui um sistema de busca multifacetada, com a ferramenta de autocomplete. Permite, ainda, o acesso cruzado, ou seja, a partir de um vídeo, o Portal sugere outros vídeos com conteúdo relacionado. O Portal também é compatível com as redes sociais e alguns vídeos estão disponíveis para download.

Na segunda fase do projeto, que deverá ser implementada até o final do ano, o Portal permitirá que os vídeos sejam legendados e que outros arquivos sobre o assunto em questão, mesmo que estejam em formatos diferentes, possam ser inseridos. Segundo a pesquisadora do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores da Escola Politécnica e coordenadora do Grupo Gestor do e-Aulas, Regina Melo Silveira, o Portal e-Aulas USP também será incorporado ao Portal de Busca Integrada do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi). Dessa forma, o usuário que pesquisar sobre um determinado assunto obterá como resultado não apenas livros, teses e artigos relacionados, mas também os vídeos produzidos sobre o tema.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Publicação especial sobre sustentabilidade destaca investimentos sociais em Angola

Pela primeira vez, um veículo de comunicação dedicou espaço integral para falar sobre sustentabilidade em Angola. A iniciativa foi da Revista Exame Angola, que lançou uma edição especial sobre o assunto, em dezembro de 2012. Entre as abordagens mais pertinentes sobre o desenvolvimento sustentável na sociedade angolana, destaque para a evolução do tema partir das políticas públicas, ações empreendidas pela sociedade civil e por empresas privadas.

Semelhante a versão análoga brasileira, a revista realizou uma pesquisa com as empresas que mais investiram em responsabilidade social no país ao longo do ano e, com apoio de um júri especializado, avaliou os critérios sociais, econômicos, culturais e ambientais.

A partir de um questionário e de entrevistas complementares foi possível reconhecer as seis empresas mais sustentáveis, com destaque para uma organização brasileira.

O trabalho, realizado pelo Grupo Media Nova, licenciado pela Editora Abril no Brasil, identificou que grande parte dos investimentos sociais das empresas eleitas estão sendo aplicados na melhoria da qualidade de vida das comunidades, particularmente em projetos de saúde, educação, bem-estar da criança, geração de renda das famílias e em mitigação aos impactos ambientais gerados, algo que reflete às necessidades prioritárias deste país africano cuja economia é movimentada pelo petróleo.


 
Matérias sobre o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, Plano Nacional de Gestão de Resíduos e preservação da biodiversidade da floresta de Maiombe demostraram que as ações públicas em Angola estão alinhadas com a agenda internacional, ainda que o país esteja em seus primeiros passos na sustentabilidade.

O aumento dos investimentos públicos trouxe motivação ao setor privado e às organizações da sociedade civil a pensarem em inovações em produtos e serviços que possam estar ao alcance das populações e favorecer o desenvolvimento sustentável num contexto de demandas sociais urgentes.

A repercussão desta primeira edição da revista sobre sustentabilidade foi considerada muito satisfatória pelos participantes e pelos leitores, sobretudo, pela sua função social que apoia a difusão de um tema ainda novo para Angola, cujo entendimento e adoção práticas fará a diferença para este país que tem pressa em crescer e distribuir melhor.
 
Fonte: MSN

Oportunidade: Encontro discute a prática de ensino de Biologia

O projeto de extensão Partilhando Saberes com a Escola de Educação Básica a partir da Prática de Ensino de Biologia realiza, nas próximas quinta e sexta-feira, o II Encontro de Prática de Ensino de Biologia, no Centro de Educação da UFPE (CE). O evento é direcionado para professores de Ciência e Biologia da Educação Básica, além de estudantes dos cursos de Pedagogia e de Ciências Biológicas.

O encontro começa já na manhã do dia 31, às 8h. O credenciamento acontece no hall do Centro. O evento é gratuito e mais informações podem ser consultadas através do e-mail ufpe.biologia@hotmail.com. A organização fica por conta da professora Cristiane Menezes.

Programação

Dia 31/01 (quinta-feira)
 

8h às 9h30: Credenciamento – Hall do CE
8h às 10h: Palestras – sala 12
- Ludicidade e o Ensino de Ciências (Mirtes Ribeiro de Lima)
- Construtivismo e Ensino de Ciências e Biologia (Danilo de Carvalho Leandro)
10h às 12h: Roda de conversa – sala 12

14h às 18h: Oficinas
- Oficina 1: A pesquisa científica no ensino de Ciências/Biologia (Edigleide Souza, Elton Nascimento, Henrique Moura e Mayara Silva) – sala 12
- Oficina 2: Conhecendo um herbário e estimulando o ensino de botânica (Belisa Sena, Beny Ferreira, Eric Siqueira, Nayara Pacheco) – sala 51

19h às 22h: Oficinas
- Oficina 3: Construindo um projeto didático para a implementação da coleta seletiva na escola (Hortência Farias, Juliana Roberta, Pedro Paz) – sala 51
- Oficina 4: Adolescentes e as ISTs: uma proposta didática (Gilbran Alencar, Luis Gustavo e José Reseno) – sala 12
- Oficina 5: Corpo humano: qualidade sensorial, uma questão de percepção (Bárbara Valeska e Endson Wagner) – sala 13 da pós-graduação

Dia 1º/02 (sexta-feira)
8h às 10h30: Oficinas
- Oficina 6: Confecção de recursos didáticos para o ensino de Ciências com o uso de materiais recicláveis (Emanuelle Virginia e Elisângela Rodrigues) – sala 51
- Oficina 7: Educação sexual: identificando possibilidades de ensino no cotidiano escolar (Climéria Ramalho, Deysiane Andrade, Jéssica Vasconcelos e Rivaldo Rocha) – sala 12
11h às 12h: Roda de conversa – sala 12

14h às 18h: Oficinas
- Oficina 8: A vivência com a natureza: uma estratégia didática (Erick Ricardo Nunes, Denys de Oliveira e George Wallemberg Santos) – sala 12
- Oficina 9: Recursos e técnicas aplicados na identificação e herborização de plantas em aulas de botânica (David Ítalo Barbosa e Josaías Barbosa) – sala 51

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Acordo tenta cortar emissões de mercúrio

GENEBRA - Depois de quatro anos de negociações, 140 países chegaram neste sábado, 19, ao primeiro acordo global para começar a banir o mercúrio. Mas, num enfrentamento entre países emergentes e ricos, a comunidade internacional fracassou em chegar a um entendimento para eliminar o uso do produto no garimpo e na geração de energia, deixando esses setores sem metas.

Para cientistas, o acordo "não é suficiente" e não estabelece tetos de emissões de mercúrio, considerado como um dos dez poluentes mais perigosos para a saúde humana.

A sessão que estabeleceu a Convenção Minamata sobre Mercúrio - nome dado em homenagem à cidade japonesa que teve parte da população envenenada na metade do século 20 por conta de descargas industriais de mercúrio -, entrou pela madrugada e só acabou nas primeiras horas do sábado.

O Brasil defendia que proibições entrassem em vigor apenas em 2025 para o setor industrial e que o garimpo ainda fosse deixado de fora do prazo.

Pelo acordo, diversos usos do mercúrio na indústria serão banidos até 2020. Entre eles estão algumas baterias, tomadas, alguns tipos de lâmpadas, sabão e produtos cosméticos.

Alguns instrumentos de medição, porém, continuarão a usar o mercúrio, já que técnicos chegaram à conclusão que ainda não existiria um substituto. Os governos também concordaram em reduzir gradativamente o uso do produto em obturações dentárias.

Brasil e Estados Unidos ainda se aliaram em tentar promover a ideia de que poderiam continuar exportando mercúrio, mesmo diante das novas proibições. Mas a proposta foi rejeitada pela maioria dos países, que quer o fim do comércio em 15 anos.

Mas um dos mais sérios entraves ocorreu quando o debate esteve relacionado com o garimpo. Países europeus insistiam por um prazo para o fim do mercúrio no garimpo artesanal, uma prática que ainda vigora na região Norte do Brasil, além de na África e na Ásia.

Segundo os especialistas, o uso do produto, que facilita a mineração ao criar um amalgama com o ouro (mais informações nesta página), acaba jogando na atmosfera toneladas de mercúrio e que levarão décadas para serem absorvidas.

Emissões históricas. Mas governos de países emergentes alertaram que não havia como estabelecer um prazo para a eliminação, inclusive porque uma proibição forçada apenas faria com que o comércio ilegal do produto explodisse. Outro argumento é de que, se a taxa de emissão hoje na atmosfera é alta, parte da responsabilidade é dos países ricos que, no século 19, abusaram do produto em seus garimpos, como nos EUA.

O compromisso foi de que as nações aceitariam tomar ações voluntárias e sem prazos fixos para banir o mercúrio. Pelo acordo, países terão três anos a partir da data de ratificação do tratado para elaborar uma estratégia para reduzir o mercúrio no garimpo, sem um compromisso legal de eliminá-lo nem de concluir essa estratégia dentro de um prazo. Na prática, não há qualquer compromisso em acabar com o mercúrio nos garimpos.

Outro fracasso foi a negociação para o estabelecimento de um teto de emissões de mercúrio em usinas de energia, uma prática corrente na China e na Índia. Pequim e Nova Délhi se recusaram a aceitar um compromisso de banir o poluente de sua produção de energia, mais uma vez usando como alegação o fato de que países ricos usaram a tecnologia por décadas.

Os países asiáticos pediram que governos ricos financiassem uma transferência de tecnologia para permitir que alguma meta fosse incluída no acordo.

Mas sem um compromisso dos países em desenvolvimento, nenhum compromisso foi fechado, e a negociação foi adiada para 2014 ou 2015.

Insuficiente. Para cientistas, o acordo não é ainda a resposta que o mundo precisa contra o mercúrio. "O acordo não é exigente o suficiente para conseguir reduzir as emissões de mercúrio", declarou Joe DiGangi, do instituto Ipen (rede internacional para a eliminação dos poluentes persistentes). Segundo ele, não há exigências para que governos criem planos nacionais sobre como irão estabelecer metas de redução de emissões - um pedido que a sociedade científica vem fazendo há anos.

Entre organizações não governamentais, o sentimento é de que o acordo de ontem foi apenas um início. "O tratado não irá trazer uma redução imediata das emissões do mercúrio. O acordo terá ainda de ser fortalecido", declarou David Lennett, do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. "Ainda assim, o tratado irá gradualmente reduzir o mercúrio em muitos produtos e é um bom início", completou.

Ainda assim, altos funcionários da ONU e diplomatas comemoraram o evento. "Países estabeleceram as bases para uma resposta global contra um poluente cuja notoriedade foi reconhecida há mais de um século", declarou Achim Steiner, diretor executivo do Programa da ONU para Meio Ambiente (Pnuma).

"Todos ganharão com esse acordo. Das famílias de pequenos garimpeiros às comunidades no Ártico", disse.

"O acordo prova que o multilateralismo na política ainda existe", declarou Franz Perrez, representante suíço, em referência ao fato de que a maioria dos acordos internacionais está com suas negociações estagnadas em diversos campos, inclusive no que se refere ao clima.
 
Fonte: MSN

Lixo orgânico dá lucro

Por ano, 22 milhões de toneladas de alimentos viram lixo no Brasil. Na maioria das cidades, esses resíduos se transformam em uma bomba relógio ambiental. O Cidades e Soluções desta semana mostra que a destinação inteligente do lixo já é realidade para empresas brasileiras. Elas enxergaram no lixo orgânico uma oportunidade de negócio. No Rio de Janeiro, acompanhamos a rotina de uma empresa que transforma o lixo em adubo orgânico para o comércio. No Distrito Federal, vamos conhecer a Minhocasa, um sistema que pode ser adotado até em apartamentos pequenos e conta com a ajuda de minhocas operárias para transformar os restos de comida em biofertilizante.

Clique neste link Globo News para ver a reportagem completa!

Seleção para estagiário no LEVEN - Laboratório de Ecologia Vegetal dos Ecossistemas Naturais - Profª Dra. Elcida de Lima Araújo


 

 Seleção para estagiário interessado em ecologia vegetal, dinâmica de populações, regeneração.

- Entrevista natural da flora e ecofisiologia. O candidato deve ter disponibilidade para viajar para campo (IPA de Caruaru) todos os meses e frequentar o LEVEN quando não estiver em campo.

A seleção consistirá em três etapas:

- Avaliação de currículo e histórico escolar

- Avaliação escrita (assuntos: Ecossistema Caatinga, Ecologia Vegetal e Metodologias para amostragem vegetal)

A inscrição será efetuada SOMENTE a partir do envio do currículo e histórico escolar até o dia 08/02/2013 para o e-mail: estagio.leven@gmail.com

A avaliação escrita será realizada no dia 18/02/2013 a partir das 9h (local a ser confirmado por e-mail)

A entrevista ocorrerá dia 20/02/2013 a partir das 9h no LEVEN (Prédio do Céu – térreo)

O estagiário selecionado concorrerá ao pedido de bolsa de IC/CNPq assim que o edital for aberto ainda este ano!

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More