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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Artigo: Transporte de Sedimentos e Variação da Linha de Costa em Curto Prazo na Praia de Maracaípe (PE), Brasil

Autores: Renê Jota Arruda de Macedo,  Valdir do Amaral Vaz Manso, Natan Silva Pereira e Lucy Gomes de França.
Periódico: Journal of Integrated Coastal Zone Management, 12 (3): 343-355
Ano de Publicação: 2012

Petiano Responsável: Cecília Craveiro

Figura 1. Praia de Maracaípe
As praias do litoral sul de Pernambuco vêm sofrendo alterações devido à expansão urbana local, que encontra-se em acelerado desenvolvimento econômico. Nas praias mais arenosas os problemas erosivos ocorrem naturalmente alterando a dinâmica da praia. Porém, nos últimos anos no Brasil, o que pode ser observado são problemas erosivos decorrente da ocupação irregular da população nas zonas costeiras. Todos os anos, são registradas ocorrências de processos erosivos na praia de Maracaípe. Tendo em vista essa problemática, o objetivo do estudo foi caracterizar o transporte de sedimentos através da análise sedimentar, morfológica e variação da linha de costa em curto prazo da praia de Maracaípe a fim de entender a dinâmica sedimentar desta região. A praia de Maracaípe está localizada no município de Ipojuca no litoral sul da Região Metropolitana do Recife, a 70 km da capital Recife, no Estado de Pernambuco, Brasil. Durante o período de dezembro/2009 a dezembro/2010, foram realizados perfis topográficos da praia, amostras de sedimento foram coletadas durante o inverno e o verão e foram realizadas análises da variação da linha de costa por imagens orbitais. Observou-se uma dinâmica variada nos 4 perfis topográficos medidos ao longo do período de estudo em suas larguras e volumes, bem como morfológicas. As larguras e volumes da praia extraídas dos perfis topográficos demonstraram que há uma tendência considerável de transporte de sul para norte ao longo do ano, ocorrendo algumas inversões de sentido em determinados períodos. A linha de costa apresentou uma grande variação  morfológica para cada ponto monitorado de Maracaípe. As diversas linhas d’água vetorizadas sobrepostas permitiram identificar o padrão ou tendência de mobilidade da costa. As variações da largura de praia e da linha de costa indicam que há um padrão de circulação celular dos sedimentos nos trechos centrais da praia sendo necessário mais estudo para obtenção de uma análise mais detalhada. A partir desse estudo pode-se sugerir que os processos erosivos na região estão associados a fatores naturais e antrópicos, sendo o primeiro relacionado à dinâmica estuarina do rio Maracaípe e o segundo a ocupação da pós-praia. Recomenda-se monitoramentos mais longo e detalhado para esta área de estudo de modo que gere subsídios ao gerenciamento costeiro da região para se estabelecer limites de uso e ocupação da orla.

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Curiosidade: Conheça a árvore que dá 40 tipos de frutas

Árvore "multifruta"
O ilustre Sam Van Aken, professor de arte da Universidade de Syracuse, nos EUA, teve uma ideia mirabolante: comprar um pomar falido — na Estação Experimental Agrícola do Estado de Nova York, que
tinha mais de 200 anos de idade e estava prestes a ser fechado devido à falta de financiamento — e transformá-lo em uma árvore “multifrutas”, com 40 tipos diferentes de frutas.

Depois de comprar o antigo pomar, Sam passou uns anos tentando descobrir como enxertar partes de algumas árvores em uma única árvore frutífera. Para isso, ele conseguiu mais de 250 variedades de frutas que têm caroço, e acabou desenvolvendo um método em cronograma com informações bem úteis, como em que época cada uma delas florescia em relação às outras.

Com isso, o professor começou a combinar alguns enxertos na estrutura de uma árvore, e, depois de dois anos de observações e anotações, a equipe usou uma técnica — chamada “chip de enxerto” — para acrescentar as variedades em outros ramos distintos. O resultado só veio ficar pronto depois de cinco anos de experimentos.

A invenção de Sam não só realmente dá 40 tipos de frutos diferentes, mas também tem um detalhe bem interessante: todas as frutas crescem ao mesmo tempo!

Na primavera, a árvore mostra um mosaico cheio de flores (rosas, brancas, vermelhas e roxas). Já no verão, esse belo quadro se transformam em uma verdadeira fonte de ameixas, pêssegos, damascos, nectarinas, cerejas, amêndoas, etc. Incrível, não? Até agora, mais de 16 árvores de 40 frutos foram feitas e plantadas em diversos lugares, como em museus, centros comunitários e coleções de arte privadas em todo território americano. A próxima missão de Van é produzir um pequeno pomar dessas árvores em um cenário marcante da cidade de Nova Yo.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Artigo: Diversidade de helmintos intestinais em mamíferos silvestres e domésticos na Caatinga do Parque Nacional Serra da Capivara, Sudeste do Piauí, Brasil

Autores: Martha Lima Brandão; Marcia Chame; José Luis Passos Cordeiro; Sérgio Augusto de Miranda Chaves.
Periódico: Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária
Ano de Publicação: 2009

Petiano Responsável: Ana Carolina Oliveira

Caros ecoleitores, 

Panthera onca
Um dos impactos da ação do homem na natureza sem se preocupar com a preservação desta, é colocar animais domésticos em contato com animais silvestres, que não coabitam o mesmo ambiente. Isto leva a consequências que colocam em risco a saúde de ambos os grupos, e uma dessas consequências é que parasitas que eram apenas de um grupo, passam a parasitar o outro grupo de animais que antes não parasitavam, causando doenças.  Seguindo este raciocínio, um grupo de pesquisadores analisou as fezes de sete mamíferos silvestres (os grupos Dasypodidae e grandes felinos, e as espécies: Tamandua tetradactyla, Cebus apella, Alouatta caraya, Cerdocyon thous, Pecari tajacu) e dois domésticos (Canis familiaris e Sus scrofa) que habitam o Parque Nacional Serra da Capivara (PNSC) e seu entorno.

Por meio da análise destas fezes foi possível identificar a fauna helmintológica das referidas espécies e posteriormente avaliar se haveria um fluxo destes parasitas entre os grupos de animais silvestres e animais domésticos. Esta avaliação mostrou que este determinado ambiente, o PNSC, ainda mantém condições que permite que não ocorra o fluxo de helmintos. No entanto, esta não é a realidade de outros ambientes, por isso cada ação do homem deve ser bem pensada para que se mantenha a biodiversidade e o equilíbrio ecológico.

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sábado, 26 de julho de 2014

Artigo: Mating behavior of the six-banded armadillo Euphractus sexcinctus in the Pantanal wetland, Brazil

Autores: Walfrido Moraes Tomas; Zilca Campos; Arnaud Leonard Jean Desbiez; Danilo Kluyber; Paulo André Lima Borges; Guilherme Mourão
Periódico: Tropical Plant Pathology. Vol. 35, 1, 016-025, 2010

Ano de Publicação: 2013

Petiano Responsável: Ana Carolina Oliveira

Caros ecoleitores,

Este ano o Brasil sediou o maior evento futebolístico do mundo: a Copa do Mundo de Futebol. Este evento teve como mascote o tatu-bola, espécie de animal endêmico de nossa fauna, e ela ganhou um maior espaço nos meios de comunicação. Pensando nisto, o econews dessa semana traz um pouco de informação sobre outro tatu da nossa fauna: o tatu-peba. 

Tatu-peba (Euphractus sexcintus)
O comportamento reprodutivo do tatu-peba (Euphractus sexcinctus) é pouco conhecido pois há uma carência de trabalhos com esta espécie. O artigo intitulado “Mating behavior of the six-banded armadillo Euphractus sexcinctus in the Pantanal wetland, Brazil” foi realizado por um grupo de pesquisadores que relatou duas observações do comportamento reprodutivo do E. sexcintus. Observou-se que um indivíduo da espécie, presumi-se macho, perseguia outro indivíduo, presumi-se fêmea. Durante e após a perseguição o presumidamente macho montou no outro indivíduo. Essas observações e outros registros ocasionais indicam que este é o comportamento reprodutivo da espécie. Além disso, foi possível concluir que o período de reprodução da espécie seria entre a estação seca e o início da estação de chuvas no Pantanal. Este artigo apesar de trazer mais algumas informações sobre E. sexcinctus evidencia que é preciso fazer mais estudos e investimentos para se preservar esta espécie.

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Evento: Lista de Espécies Ameaçadas do Estado de Pernambuco

O governo do Estado de Pernambuco e a Universidade Federal Rural de Pernambuco, em parceria com o ICMBio-RAN, iniciam a construção da Lista de Espécies Ameaçadas do Estado.

A lista será construída em dois anos (2014 e 2015) através de oito oficinas que contarão com a presença de pesquisadores nacionais e internacionais.

O Projeto será oficializado a partir da cerimônia pública de abertura, realizada no Salão Nobre da UFRPE, no dia 4 de agosto de 2014 às 8 horas. Participe!!!

Confira toda a programação na imagem abaixo:


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Curiosidade: Entenda o que é uma área de proteção ambiental (APA)

APA Fernando de Noronha
As áreas de proteção ambiental fazem parte do grupo das unidades de conservação de uso sustentável e tem por objetivos: proteger e conservar a qualidade ambiental e os sistemas naturais existentes na região; buscar a melhoria da qualidade de vida da população local; e proteger os ecossistemas regionais. As APAs são definidas pelo artigo 15º da lei do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) e o principal objetivo delas é a conservação de processos naturais e da biodiversidade, orientando o desenvolvimento, adequando as atividades humanas às características ambientais da área.

As áreas de conservação são estabelecidas pela União, estado e municípios em áreas de domínio público e privado. Para que seja instituída, não é preciso a desapropriação das terras, mas as atividades e usos estão sujeitos à designação específica. Uma APA pode abranger outras unidades de conservação e ecossistemas urbanos, o que propicia a experimentação de novas técnicas e atitudes que permitem conciliar o uso da terra e o desenvolvimento regional.

Dentro das unidades de conservação, as APAs representam uma importante categoria, porque elas podem abranger mais de um município e apresentam relações complexas tanto políticas, como econômicas e sociais. As APAs podem constituir-se importantes instrumentos de planejamento regional, integrando populações e as técnicas adequadas ao manejo, promovendo um novo estilo de desenvolvimento.

O sudeste é a região com o maior número de APAs. Uma das principais áreas de preservação permanente é a APA da Mantiqueira, que abrange o território dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A APA da Mantiqueira tem o objetivo de proteger uma das maiores cadeias montanhosas da região, a Serra da Mantiqueira, e foi criada pelo Decreto 91.304 de 1985.

Na região sudeste também são encontradas outras áreas de proteção como a APA de Guapimirim e a APA da Lagoa do Iriry. Algumas das APAs da região sul são a de Anhatomirim e a da Baleia Franca. Na região centro-oeste, encontra-se a APA Meandros do Rio Araguaia e a APA Rio Bartolomeu. E na região nordeste, a APA da Chapada do Araripe e a APA da Serra de Ibiapaba, APA de Fernando de Noronha, entre outras.

OBS: A Área de Proteção Ambiental - APA pode ser constituída tanto por terras públicas como privadas. Nela o uso e ocupação do solo são restringidas pelos limites constitucionais e, nas áreas de propriedade particular, o proprietário deve estabelecer condições de visitação e pesquisa conforme exigências legais.

Fonte: Pensando verde

terça-feira, 22 de julho de 2014

Evento: 4º Fórum de Gestão Sustentável de Florestas e XVII Semana de Engenharia Florestal

De 09 a 11/09 ocorrerá, no Salão Nobre da Universidade Federal Rural de Pernambuco - Campus Sede, o 4º Fórum de Gestão Sustentável de Florestas e a XVII Semana de Engenharia Florestal, que terão como tema "Sistemas Agroflorestais, Ferramentas de Inclusão e Sustentabilidade".

Inscrições até o dia 15/08 por R$ 15,00 (estudantes de graduação) e R$ 20,00 (publico geral). A partir do dia 16/08, R$ 20,00 (estudantes de graduação) e R$ 25,00 (público geral).

Submissão de trabalhos até o dia 29/08.

OBS: Para submeter um trabalho o autor deve estar inscrito no evento. As pessoas que optarem pala inscrição on-line deverão enviar para o e-mail do PET a ficha de inscrição e o comprovante de pagamento. Os dados para realização da inscrição estão disponíveis na ficha de inscrição abaixo.



Ficha de inscrição: Clique aqui.
Mais informações Facebook do PET Florestal UFRPE: Clique aqui.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Artigo: Fertilidade do Solo em Sistemas Agroflorestais

Autores: Francisco Alisson da Silva Xavier, Irene Maria Cardoso e Eduardo de Sá Mendonça.
Periódico: Embrapa Mandioca e Fruticultura - Artigo em anais de congresso (ALICE)
Ano de Publicação: 2012

Petiano Responsável: Shayne Moura

Sistema agroflorestal: consórcio de culturas em prol da sustentabilidade

Tudo que é relacionado à sustentabilidade gera grande discussão, pois esse tema é muito importante para a qualidade de vida no meio rural e urbano. Atualmente a humanidade se esforça para atender as necessidades de alimento e energia para a população que cresce mais a cada dia. A diminuição das áreas de matas nativas e da qualidade do ambiente decorre também de uma agricultura voltada para o lucro imediato, diante disso, é importante que sejam cada vez mais utilizados sistemas de produção de alimentos que visem à preservação do meio ambiente. Entre essas formas está os Sistemas Agroflorestais (SAFs), que constitui uma técnica agrícola e/ou florestal. As árvores influenciam alguns componentes do sistema agrícola, suas copas afetam a chegada dos raios solares e da água, enquanto que as raízes ocupam grande volume do solo. A absorção dos nutrientes e a volta desses para o solo a partir dos restos vegetais fazem com os principais objetivos do uso desse sistema seja a recuperação de áreas degradadas, controle de erosão, aumento da água no agroecossistema, o que acarreta melhoras nas características físicas, químicas e biológicas do solo contribuindo para o aumento de sua fertilidade. Os SAFs sobre o aumento dos níveis de matéria orgânica e da fertilidade do solo estão principalmente relacionados com a produção/ciclagem de serapilheira e ciclagem do sistema radicular do componente arbóreo.

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domingo, 20 de julho de 2014

Artigo: Reflorestamento de manguezais e o valor de resgate para o sequestro de carbono atmosférico

Autores: Sérgio de Mattos Fonseca & José Augusto Drummond
Periódico: Revista História, Ciências e Saúde
Ano de Publicação: 2003

Petiano Responsável: Regina Nascimento


O caminho do manguezal

O Manguezal é um importante ecossistema tropical de área costeira, os projetos de reflorestamento de sua área visam o resgate do sequestro de carbono e a contribuição para que se possa diminuir o efeito estufa. Dessa forma os autores desenvolvem um projeto pioneiro chamado de Reflorestamento de Manguezais e o Valor de Resgate do Sequestro do Carbono Atmosférico. Esse estudo é baseado em ações e observações na Orla da Laguna de Itaipu, Niterói. Nos últimos tempos, com a pressão populacional, produção de alimentos e desenvolvimento industrial e urbano, o manguezal vem sendo de forma bastante significativa destruído, não só no Brasil, mas em todo o mundo. E com iniciativa de restaurar esses manguezais degradados e quem sabe propiciando uma nova área criada, uma linha de pesquisa ligada a área ambiental ligada a atividades de restauração e criação de manguezais simbolizam uma crescente preocupação da sociedade como um todo com a importância do ecossistema citado. Eles são fonte e mantedores da biodiversidade, sustentam várias atividades econômicas como pesca artesanal, atividade turística e industrial, contribuem para a qualidade de vida dos que estão ao seu redor. Assim, o projeto que os autores consideram o manguezal como grande depósito para o sequestro de carbono da atmosfera, contribuindo para a diminuição do efeito estuda no planeta.

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sábado, 19 de julho de 2014

Notícia: Descoberto quatro novas espécies de mamíferos no Brasil

Quatro novas espécies de mamíferos que vivem na Mata Atlântica e na Amazônia foram descobertas por uma cientista brasileira com a ajuda de sequenciamento genético.
A investigação científica foi publicada na última semana na revista “Molecular Phylogenetics and Evolution”, em artigo assinado por Silvia Pavan, Sharon Jansa e Robert Voss.

O artigo afirma que das quatro espécies novas, três vivem na Amazônia e uma na Mata Atlântica. Os animais ainda não receberam um nome, já que a descrição oficial deve acontecer nos próximos anos.
De hábito terrestre, são bichos que vivem entre as folhagens de florestas, fazem ninhos em troncos ocos de árvores e podem ter capacidade de viver em tocas abaixo do solo – uma característica que ainda precisa ser melhor estudada.
São animais que se alimentam de insetos, mas que também podem consumir pequenos vertebrados. Seu comprimento varia de 7 centímetros a 20 centímetros, e chegam a pesar entre 6 gramas e 140 gramas.

Espécies de “cuícas-de-rabo-curto” ilustrando diferentes padrões de coloração da pelagem: A: Monodelphis domestica (coloração uniforme); B: M. touan (laterais avermelhadas); C: M. emiliae (cabeça e lombo avermelhados); D: M. americana (listras dorsais esc (Foto: Divulgação/T. Semedo; S. Pavan; T. Semedo; D. Pavan)

Além de descrever quatro novos animais, o trabalho de pesquisa publicado na última semana sugere alterar a quantidade de espécies de cuíca-de-rabo-curto descritas pela ciência. Até então, segundo a literatura, existem 26 variações. Mas foi possível verificar que cinco descrições eram, na verdade, repetições. Isso se esclareceu com análise genética. Assim, com as quatro novas espécies descritas no trabalho da brasileira, o total ficaria em 25.

Lei mais em: http://g1.globo.com/

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