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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Artigo: Análise do uso do bioetanol como medida de mitigação e seu impacto no setor hídrico: estudo em uma região canavieira no México

Autores: Inés Josefina Gonzalez Navarro, Blanca Elena Jiménez, María Eugenia Haro, Nidya Aponte.
Periódico: Revista Eletrônica Desenvolvimento e Meio Ambiente
Ano de publicação: 2014

Petiano Responsável: Jenyffer Gomes

Caro leitores, a redução na utilização de combustíveis que geram altas taxas de gases do efeito estufa tem se tornado cada vez mais comum. Agora estão entrando cena os biocombustíveis, mas será que eles fazem tanto bem para o meio ambiente como se é esperado?

 Será que os biocombustíveis fazem tanto bem para o meio ambiente como se é esperado?

Devido a grande emissão de gases do efeito estufa por meio dos combustíveis usuais, foram desenvolvidos os biocombustíveis (sendo os tipos básicos o biodiesel e o bioetanol), para uma melhor preservação do meio ambiente, porém foi observado que o biocombustível pode gerar sérios danos ambientais. 

A produção de etanol a partir de cultivos diversos teve um significativo crescimento, e com ele os custos para a produção e o consumo de água, tendo os principais produtores  de etanol brasileiros produzido aproximadamente 21,6 mil milhões de litros do combustível em 2011.

Foi realizada uma pesquisa na região canavieira do México, para analisar os impactos atuais e futuros da produção de etanol por meio da cana-de-açúcar. O estudo de caso foi feito no município de Tamazula, com uma população de 109.166 habitantes, onde a zona canavieira possui aproximadamente 15.500 hectares, onde são realizados três sistemas de irrigação: a irrigação por sulco, aspersão e gotejamento.

O estudo foi realizado de fevereiro a setembro, analisando a quantidade de água necessária para a produção do bioetanol. Foi possível observar que a produção do biocombustível teve na região de Tamazula uma demanda por água de 145,7 milhões de m³ por ciclo agrícola.

Com os dados obtidos foi possível analisar  que a decisão de  produzir ou não etanol,  necessita um estudo de cada região canavieira para assim poder ser avaliado as vantagens e desvantagens que essa produção pode trazer a médio e a longo prazo.


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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Notícia: Planeta vive era de extinção de animais - Revista Science

O planeta está vivendo uma era de extinção animal, alerta uma série de estudos publicados em uma edição especial da revista Science sobre o tema. De acordo com as pesquisas, nos últimos 500 anos, 322 espécies desapareceram. A maior parte das populações de invertebrados (como besouros ou borboletas) monitorados pelos cientistas sofreu um declínio de 45% desde os anos 1970. No mesmo período, os vertebrados tiveram uma queda populacional de 30%. Essa "desfaunação" termo adotado pelos pesquisadores para caracterizar a onda de desaparecimento animal seria um dos principais componentes para a sexta extinção em massa da história da Terra.

As evidências sugerem que a maior parte da perda dessa fauna é causada pela ação humana, o que pode ter consequências como aumento do número de casos de doenças, além do óbvio declínio da biodiversidade.

"No Brasil, as florestas 'desfaunadas' por grandes mamíferos, como porcos-do-mato ou veados, tem uma explosão populacional de roedores. Algumas espécies são reservatórios de hantavírus, altamente mortal em humanos. E os casos já começaram a aumentar entre nós", disse ao site de VEJA o biólogo Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e autor de um dos estudos. "Desde que o homem está na Terra, a taxa de desmatamento, a poluição e a caça aumentaram muito, e estão fazendo o número de indivíduos de muitas espécies desaparecer."  

Além da transmissão de doenças, o número menor de animais também prejudica a polinização das plantas, a qualidade da água (por conta da diminuição que espécies fundamentais para o crescimento da mata ciliar) ou o controle de pragas. "Quando falamos em proteger os animais, estamos falando em proteger espécies que têm um papel fundamental no bem-estar humano", diz Galetti. 

Os pesquisadores comentam que a extinção de animais carismáticos como os pandas pode ter encoberto a importância do desaparecimento de espécies importantes como os besouros, fundamentais para o balanço ecológico. (Dominique Faget/AFP/VEJA)
Pandas e felinos — Os pesquisadores comentam que a extinção de animais carismáticos como pandas ou tigres pode ter encoberto a importância do desaparecimento de espécies importantes como os insetos, que são fundamentais para o balanço ecológico. E alertam que a 'desfaunação' atinge mesmo as grandes áreas protegidas. A caça tem papel importante no desaparecimento de animais maiores, mas a competição por habitat, alterações climáticas e doenças entre os animais também contribuem para a morte das espécies.

"A prevenção do declínio das espécies vai exigir uma compreensão melhor de quem está ganhando ou perdendo na luta pela sobrevivência. Por meio do estudo dos vencedores, poderemos aplicar o que eles nos ensinaram em projetos de conservação", afirma Ben Collen, da Universidade College London, na Inglaterra, e autor de uma das pesquisas. "E também precisamos trabalhar com os governos na criação de políticas capazes de reverter as tendências que estamos vendo."

Fonte: Revista Veja

domingo, 17 de agosto de 2014

Evento: IV Simpósio de Animais Silvestres UFPRE


De 29 de setembro a 01 de outubro ocorrerá, no Salão Nobre da Universidade Federal Rural de Pernambuco - Campus Sede, o IV Simpósio de Animais Silvestres da UFRPE que terá como tema "Preservação da Biodiversidade e Ecoturismo", visando discutir sobre os impactos do turismo a biodiversidade e seus benefícios. 

O evento oferece: Palestras, minicursos e Submissão de trabalhos. 
Inscrições: 22 reais (apenas as palestras) e 27 reais (palestras + minicurso). Inscrições no site do evento.
Submissão de trabalhos: Até dia 10 de setembro de 2014

OBS: Cada inscrito terá direito de submeter um resumo como primeiro autor. Para submeter um resumo o autor deve estar inscrito no evento. 

O evento oferece 300 vagas para inscrição. Após chegar no limite de vagas as inscrições serão encerradas.

Site do evento: http://ivsimas.webnode.com/
Página no facebook: https://www.facebook.com/ivsimas
Contato: simasufrpe@hotmail.com

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Noticia: Leishmaniose: vacina brasileira poderá ser comercializada na Europa

Petiano Responsável: Ana Carolina Oliveira

Leishmaniose: epidemiologia e imunogenética
Resumo: Uma vacina contra a leishmaniose visceral em animais foi desenvolvida por pesquisadores da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e poderá ser comercializada para países europeus. A Leish-Tec foi lançada no mercado brasileiro em 2008 e, no momento, é vendida apenas para o setor privado, mas já existem esforços para que o governo a adore como medida de saúde pública.
E como ela funciona?  Ela induz respostas imunes do tipo celular que combatem patógenos intracelulares. Ela se difere das demais vacinas por não induzir anticorpos detectados nos testes de diagnóstico sorológico da leishmaniose visceral canina.

Esta notícia não é só importante para os nossos amiguinhos de quatro patas, como também para nós, pois agora o objetivo deste grupo de pesquisadores é desenvolver uma nova droga para imunização capaz de proteger o homem.

Até a próxima ecoleitura!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Artigo: Desafios da carcinicultura: aspectos legais, impactos ambientais e alternativas mitigadoras

Autores: Luisa Ferreira Ribeiro, Manuel C. M. B. N. de Souza, Francisco Barros, Vanessa Hatje.
Periódico: Journal of Integrated Coastal Zone Management (2014).
Ano de publicação: 2014

Petiano Responsável: Cecília Craveiro

Figura 1. Fazenda de cultivo de camarão na Região da Costa Negra.
Dentre os diversos ramos da aquicultura, destaca-se a carcinicultura, esta atividade pode ser definida como o cultivo de camarões marinhos, estuarinos ou de água doce. Nas últimas décadas, o cultivo de organismos aquáticos tem se intensificado e a expansão dessa atividade ocorreu devido ao declínio mundial dos estoques pesqueiros naturais, provocados pela sobrepesca. O crescimento desordenado dessa atividade, gerou diversos problemas ambientais, econômicos, sobretudo sociais. Dentre as maiores problemáticas estão a destruição de manguezais, redução da fertilidade do solo, efluentes despejados no ambiente, entre outros. Algumas soluções tem sido colocadas em práticas, com o objetivo de minimizar os impactos gerados por essas atividades. O presente estudo tem como objetivo fazer uma revisão bibliográfica sobre a atividade de carcinicultura no Brasil e os aspectos legais que controlam tal atividade, bem como relatar os principais impactos gerados, principalmente na esfera ambiental, e as ações mitigadoras atualmente praticadas. Apesar da urgência em minimizar os danos ambientais causados pela carcinicultura, medidas específicas para o desenvolvimento sustentável da atividade têm sido pouco divulgadas e aplicadas, mas há indícios de que os países dependentes economicamente do cultivo visem encontrar o caminho para uma carcinicultura sustentável. Atualmente, existem tecnologias que podem ser aplicadas em todas as etapas de produção, minimizando os impactos negativos, e além disso, essas tecnologias promovem uma aumento da produtividade. Em contrapartida, a falta de fiscalização e a busca por lucro imediato, faz com que tecnologias apropriadas não sejam utilizadas. Para que essa atividade continue sendo economicamente viável e torne-se sustentável, torna-se necessário, o investimento em pesquisa, tecnologia e inovação. Faz-se necessário também, uma interação dos órgãos reguladores e fiscalizadores com os produtores, principalmente os pequenos empreendedores, que, muitas vezes, desconhecem os métodos e os procedimentos adequados de cultivo, que oferecem medidas mitigadoras e da aplicação das leis e diretrizes existentes.

Figura 2. Camarões cultivados na Fazenda Costa Negra Cearense.


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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Artigo: Diversidade de Bromeliáceas Epífitas na Área de Proteção Ambiental Ilha do Combu, Belém, Pará, Brasil.

Autores: Adriano Costa Quaresma e Mario Augusto G. Jardim.
Periódico: Revista Acta Botânica Brasílica
Ano de publicação: 2012

Petiano Responsável: Ingrid Fontes

Caros leitores,

Aechmea distichantha
Vocês sabiam que as epífitas perfazem cerca de 10% da flora mundial? Sendo principalmente representadas pelas orquidáceas, cactáceas, pteridófitas e bromeliáceas? As bromeliáceas objeto deste trabalho, possuem aproximadamente cerca de 3.086 espécie, estima-se que 40% delas ocorram no Brasil. O presente estudo teve como objetivo avaliar a diversidade da família bromeliácea na área de Proteção Ambiental Ilha do Combu. Localizada no município de Belém do Pará, estado do Pará na margem do rio Guamá. O local do estudo situa-se em um ilha fluvial, composta por floresta de Várzea, ocupada continuamente por cipós, árvores, arbustos, lianas e epífitas, apresentando estrutura e composição florística variada. Instalou-se parcelas de 100 m x 100 m, subdivididas em oito parcelas de 50 m x 50 m, totalizando 2 ha de florestas onde foi realizada as observações e analisadas com algumas variáveis. Os resultados obtidos do estudo apontaram 1.339 indivíduos de bromeliácea, pertencentes a oito espécies, quatros gêneros e duas subfamílias. Os gêneros Tillandsia L. e Aechmea Ruiz & Paiv apresentaram maior riqueza. A diversidade de espécies apresentaram-se com muitos indivíduos e poucas espécies.

Um pouco mais sobre as Bromélias...

Uma das espécies do gênero Aehmea é a Aehmea distichanta, conhecida popularmente como "planta vaso" é uma bromélia nativa e de porte médio, seu florescimento é exuberante, atrai colecionadores do mundo todo. Tendo suas folhas dispostas em roseta, formando um característico “copo central”, possuindo folhas arqueadas, verdes no comprimento e avermelhada na base. Esta linda bromélia pode ser fixada em árvores, plantadas em vasos ou plantadas em canteiro. Fonte: Jardineiro

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Notícia: Oceanos estão se tornando uma sopa cheia de plásticos

Microplásticos

Um estudo publicado por cientistas espanhóis no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences afirma que os oceanos estão lentamente a tornar-se uma espécie de sopa cheia de partículas plásticas microscópicas, passando para as cadeias alimentares de todo o mundo.

De acordo com a investigação, que avaliou 3.070 amostras, o problema já atingiu uma escala global, e os principais resíduos encontrados no oceano são polietileno e polipropileno, polímeros usados na fabricação de produtos como sacos plásticos, embalagens de alimentos e bebidas, utensílios de cozinha e brinquedos, entre outros.

“As correntes oceânicas carregam objetos plásticos que se quebram em fragmentos cada vez menores devido à radiação solar. Esses pedaços pequenos, conhecidos como microplásticos, podem durar centenas de anos e foram detectados em 88% da superfície oceânica analisada”, comentou Andrés Cózar, pesquisador da Universidade de Cádiz.

“Esses microplásticos têm uma influência no comportamento e na cadeia alimentar dos organismos marinhos. Por um lado, os pequenos fragmentos muitas vezes acumulam contaminantes que, se engolidos, podem ser passados aos organismos durante a digestão; sem esquecer das obstruções gastrointestinais, que são outro dos problemas mais comuns desse tipo de resíduo”, explicou Cózar.

“Por outro lado, a abundância de fragmentos plásticos flutuantes permite que muitos organismos menores naveguem neles e colonizem lugares que não teriam acesso. Mas provavelmente, a maioria dos impactos que está a ocorrer devido à poluição plástica nos oceanos ainda não é conhecida”, concluiu o cientista.

Alguns países empenhados em acabar com a proliferação dos resíduos plásticos estão a começar pelos sacos. Nos Estados Unidos, em muitos estados eles já não são utilizados, sendo substituídos por sacos reutilizáveis, biodegradáveis e de papel.

Nações insulares, como o estado de Yap, na Micronésia, que têm grande parte da sua economia baseada no turismo do mergulho e sofrem com a poluição causada pelo plástico, foram mais longe e resolveram banir o seu uso. Os comerciantes que distribuírem os famigeradas sacos terão que pagar multas de 100 dólares por violação.

A União Europa também pretende tomar medidas duras. Novas regras preveem uma redução de 80% no uso de sacos plásticos até 2019. Na França, um projeto de lei em discussão visa acabar com eles já em 2016, sendo que o país já tem uma taxa de 6 centavos de euro para cada saco utilizado pelos consumidores.

Fonte: EcoAgência.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Artigo: Manejo Comunitário de Lagos de Várzeas e o Desenvolvimento sustentável da Pesca na Amazônia

Autores: David McGrath, Fábio de Castro, Evandro Câmara, Célia Futemma.
Periódico: Novos Cadernos NAEA, Vol. 1, No 2 (1998)
Ano de Publicação: 1998

Petiano Responsável: Ana Karolina

O artigo sugere uma abordagem diferenciada de administração dos recursos pesqueiros na várzea amazônica, é uma opção mais sustentável e cooperativa, que envolve comunidade próxima e o estado. 
Para que se compreenda a situação, é feita uma introdução bastante esclarecedora sobre a importância desse recurso pesqueiro, em seguida expõem as opções de manejo. 
O que chama atenção no artigo é a opção do manejo comunitário que, apesar de antigo, não é muito destacado em trabalhos de recursos pesqueiros. Ele se apresenta como uma saída para sobrepesca, o que é uma preocupação mundial.
A leitura é recomendável para os interessados em avaliação de recursos pesqueiros, administração desses recursos e pesca sustentável. Além de reunir extensão, administração, sustentabilidade, economia e uma forma de apresentação simples e bem elaborada. Ainda que antigo, o artigo consegue ser aplicável nos dias atuais.

Pesca na Amazônia
Resumo: A várzea amazônica é uma das últimas regiões pesqueiras do mundo ainda pouco explorada. Contudo, durante os últimos trinta anos a intensificação da pesca tem aumentado a pressão sobre os estoques pesqueiros da várzea. Embora a pesca amazônica tenha sofrido grandes mudanças, o desenvolvimento da pesca na região está ainda na sua fase inicial. À medida que a pesca se desenvolve, duas estratégias de manejo estão surgindo, uma baseada no modelo convencional de manejo pesqueiro centralizado no Estado, e a outra, no manejo comunitário dos recursos pesqueiros da várzea. Nesse contexto, o desenvolvimento da pesca amazônica representa um problema e uma oportunidade. Peixes são recursos altamente produtivos e renováveis. Se os recursos pesqueiros são manejados de forma sustentável, integrando as populações locais que atualmente exploram os recursos, eles podem contribuir significativamente para o desenvolvimento da várzea. Se o recurso pesqueiro é explorado de forma não sustentável, e sem a participação das populações da várzea, a intensificação da pesca pode levar à degradação dos ecossistemas da várzea e à marginalização da população ribeirinha. A proposta deste trabalho é avaliar esses dois modelos de manejo em termos de seus impactos sobre as populações, recursos pesqueiros e ecossistemas de várzea, e avaliar até que ponto o modelo de manejo comunitário poderia servir como base para uma estratégia regional de desenvolvimento dos recursos pesqueiros da várzea. Este trabalho é dividido em três partes. Na primeira, são apresentadas as características mais importantes dos dois modelos. Na segunda parte, é avaliado o potencial de cada modelo para o desenvolvimento da pesca amazônica. Na última seção, são discutidas as principais barreiras para a implementação do modelo de manejo comunitário.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Artigo: Transporte de Sedimentos e Variação da Linha de Costa em Curto Prazo na Praia de Maracaípe (PE), Brasil

Autores: Renê Jota Arruda de Macedo,  Valdir do Amaral Vaz Manso, Natan Silva Pereira e Lucy Gomes de França.
Periódico: Journal of Integrated Coastal Zone Management, 12 (3): 343-355
Ano de Publicação: 2012

Petiano Responsável: Cecília Craveiro

Figura 1. Praia de Maracaípe
As praias do litoral sul de Pernambuco vêm sofrendo alterações devido à expansão urbana local, que encontra-se em acelerado desenvolvimento econômico. Nas praias mais arenosas os problemas erosivos ocorrem naturalmente alterando a dinâmica da praia. Porém, nos últimos anos no Brasil, o que pode ser observado são problemas erosivos decorrente da ocupação irregular da população nas zonas costeiras. Todos os anos, são registradas ocorrências de processos erosivos na praia de Maracaípe. Tendo em vista essa problemática, o objetivo do estudo foi caracterizar o transporte de sedimentos através da análise sedimentar, morfológica e variação da linha de costa em curto prazo da praia de Maracaípe a fim de entender a dinâmica sedimentar desta região. A praia de Maracaípe está localizada no município de Ipojuca no litoral sul da Região Metropolitana do Recife, a 70 km da capital Recife, no Estado de Pernambuco, Brasil. Durante o período de dezembro/2009 a dezembro/2010, foram realizados perfis topográficos da praia, amostras de sedimento foram coletadas durante o inverno e o verão e foram realizadas análises da variação da linha de costa por imagens orbitais. Observou-se uma dinâmica variada nos 4 perfis topográficos medidos ao longo do período de estudo em suas larguras e volumes, bem como morfológicas. As larguras e volumes da praia extraídas dos perfis topográficos demonstraram que há uma tendência considerável de transporte de sul para norte ao longo do ano, ocorrendo algumas inversões de sentido em determinados períodos. A linha de costa apresentou uma grande variação  morfológica para cada ponto monitorado de Maracaípe. As diversas linhas d’água vetorizadas sobrepostas permitiram identificar o padrão ou tendência de mobilidade da costa. As variações da largura de praia e da linha de costa indicam que há um padrão de circulação celular dos sedimentos nos trechos centrais da praia sendo necessário mais estudo para obtenção de uma análise mais detalhada. A partir desse estudo pode-se sugerir que os processos erosivos na região estão associados a fatores naturais e antrópicos, sendo o primeiro relacionado à dinâmica estuarina do rio Maracaípe e o segundo a ocupação da pós-praia. Recomenda-se monitoramentos mais longo e detalhado para esta área de estudo de modo que gere subsídios ao gerenciamento costeiro da região para se estabelecer limites de uso e ocupação da orla.

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Curiosidade: Conheça a árvore que dá 40 tipos de frutas

Árvore "multifruta"
O ilustre Sam Van Aken, professor de arte da Universidade de Syracuse, nos EUA, teve uma ideia mirabolante: comprar um pomar falido — na Estação Experimental Agrícola do Estado de Nova York, que
tinha mais de 200 anos de idade e estava prestes a ser fechado devido à falta de financiamento — e transformá-lo em uma árvore “multifrutas”, com 40 tipos diferentes de frutas.

Depois de comprar o antigo pomar, Sam passou uns anos tentando descobrir como enxertar partes de algumas árvores em uma única árvore frutífera. Para isso, ele conseguiu mais de 250 variedades de frutas que têm caroço, e acabou desenvolvendo um método em cronograma com informações bem úteis, como em que época cada uma delas florescia em relação às outras.

Com isso, o professor começou a combinar alguns enxertos na estrutura de uma árvore, e, depois de dois anos de observações e anotações, a equipe usou uma técnica — chamada “chip de enxerto” — para acrescentar as variedades em outros ramos distintos. O resultado só veio ficar pronto depois de cinco anos de experimentos.

A invenção de Sam não só realmente dá 40 tipos de frutos diferentes, mas também tem um detalhe bem interessante: todas as frutas crescem ao mesmo tempo!

Na primavera, a árvore mostra um mosaico cheio de flores (rosas, brancas, vermelhas e roxas). Já no verão, esse belo quadro se transformam em uma verdadeira fonte de ameixas, pêssegos, damascos, nectarinas, cerejas, amêndoas, etc. Incrível, não? Até agora, mais de 16 árvores de 40 frutos foram feitas e plantadas em diversos lugares, como em museus, centros comunitários e coleções de arte privadas em todo território americano. A próxima missão de Van é produzir um pequeno pomar dessas árvores em um cenário marcante da cidade de Nova Yo.

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