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terça-feira, 7 de abril de 2015

Notícia: Raio gourmetizador no desperdício de alimentos!

Petiana responsável: Fabi Santos

Você sabia que 805 milhões de pessoas passam fome todos os dias? Isso quer dizer que, em cada nove pessoas, uma vive em estado de subnutrição. Não é para menos! Segundo o relatório Os Rastros do Desperdício de Alimentos: Impactos sobre os Recursos Naturais, publicado pela FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura em 2013, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados anualmente no mundo. Isso equivale a quase 3 milhões e 600 mil kg/dia ou 149 mil kg/hora ou, ainda, 2,5 kg/minuto.

Esses dados fazem parte do Desperdiçômetro divulgado pela ONG Banco de Alimentos em seu site. Desde 1998, a organização realiza ações educativas e divulga informações para ajudar a minimizar os efeitos da fome e do desperdício de alimentos pelo Brasil.

Sua nova campanha, lançada em fevereiro, se inspirou na onda de gourmetização que se alastra pelo país e, por isso, envolve chefs de cozinha. Eles são convidados a criar pratos de alto nível e apresentação impecável a partir de partes não convencionais dos alimentos, geralmente descartados, como cascas, sementes, talos e folhas.

Da ação também faz parte a entrega de um folder para o cliente, junto com a conta. É quanto ele toma conhecimento da campanha e de que acaba de participar dela: “Um dos pratos que você comeu hoje foi feito com ingredientes que sobraram do preparo de outros pratos. Você sabe qual foi?”.

A ideia é disseminar o conceito de que o aproveitamento integral dos alimentos pode ajudar no combate à fome e ao desperdício. Em fevereiro e março, restaurantes de Porto Alegre (RS) já serviram entradas-gourmet seguindo esse conceito, como cortesia aos clientes. O projeto agora quer conquistar chefes e restaurantes de outras partes do Brasil para aderir à causa e ampliar a ação.

FonteInstituto Akatu

Notícia: Preservação dos polinizadores será política pública no Brasil

Petiana responsável: Ingrid Fontes

O ministério do Meio Ambiente (MMA) está traçando os contornos gerais para uma política voltada  aos polinizadores. A ideia, segundo o secretário substituto de Biodiversidade e Florestas, Sergio Collaço, é aproveitar toda experiência adquirida, usando-a  como pedra fundamental para uma valorização e retorno da conservação de polinizadores do Brasil. São três linhas mestras de trabalho: controle de agrotóxico para evitar impacto nas espécies polinizadoras; reverter e evitar perda das espécies de polinizadores; e conseguir avançar com tecnologias para o uso econômico dos polinizadores.

Os famosos polinizadores
O representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO Brasil), Alan Jorge Bojanic, demonstrou grande preocupação com a perda de polinizadores. “Os polinizadores são fundamentais para a biologia e para o mundo inteiro”, disse. “Esse projeto tem sido importante para gerar informações úteis que nos oriente.”

Os polinizadores evidenciam a forte relação entre proteção da biodiversidade e produção agrícola. “Alguns resultados mostram aumento de produção de 60 ou 70%”, afirmou Rosa Lemos, representante do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). “É inegável o valor que eles têm para a produção agrícola.”

O Projeto Global GEF/PNUMA/FAO Conservação e Manejo de Polinizadores para uma Agricultura Sustentável através da Abordagem Ecossistêmica começou a ser executado em 2010 e termina no final do ano. Visa melhorar a segurança alimentar e nutricional e os modos de vida, por meio da conservação e do uso sustentável dos polinizadores.


Foi implantado em sete países: Brasil, África do Sul, Gana, Índia, Nepal, Paquistão e Quênia. No Brasil, muitas atividades foram apoiadas e implantadas pelo projeto, com destaque para os estudos em áreas de cultivo de algodão, caju, canola, castanha-do-brasil, maçã, melão e tomate.

Fonte: MMA

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Notícia: Resíduos sólidos podem gerar 1,3 GW de energia elétrica

Petiano ResponsávelJenyffer da Silva

     Caros leitores (ecoleitores), a crise no sistema de distribuição de energia se torna mais grave a cada dia, o racionamento tem trazido dores de cabeça para a população. Novas formas de geração de energia limpa têm sido pesquisadas, tentando até gerar energia através de materiais que muitas pessoas consideram lixo.
    
Resíduos sólidos podem gerar 1,3 GW de energia elétrica

     De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil tem o potencial para gerar através dos resíduos sólidos urbanos, cerca de 1 GW de energia elétrica. Esse valor corresponde a um fornecimento adicional de cerca de 932.000 MWh/mês o que seria suficiente para abastecer em média 20 milhões de pessoas.    

 

     Assim explica o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho: “Essa estimativa bastante conservadora considera o potencial de geração de eletricidade a partir do biogás gerado pelos aterros sanitários e também a recuperação energética dos rejeitos. Trata-se de uma energia limpa e renovável”.

 

     O levantamento feito mostra que, tendo os resíduos sólidos gerados no Brasil uma adequada destinação final nos aterros sanitários, haveria a possibilidade de gerar até 536MW de energia, por meio do Biogás produzido. 


Artigo: Análise do uso do bioetanol como medida de mitigação e seu impacto no setor hídrico: estudo em uma região canavieira no México

Petiano Responsável: Jenyffer da Silva

Bioetanol de Cana-de-açúcar
       Para a diminuição da emissão dos gases do efeito estufa pelos transportes têm se incentivado cada vez mais a utilização de biocombustíveis, que são combustíveis de origem biológica não fóssil, geralmente produzido por uma ou mais plantas.


     Apesar da utilização dos biocombustíveis ajudarem na diminuição desses gases, eles podem trazer alguns efeitos ambientais negativos. O presente artigo analisou os impactos atuais e futuros gerados por meio da produção de etanol através da cana de açúcar nos recursos hídricos do México, país que têm cinco regiões de cana de açúcar, 54 fábricas em operação, sendo a atividade localizada em 15 estados.

     Foi estimada em uma região de plantação de cana-de-açúcar a pegada hídrica, a disponibilidade e a demanda de água, com base no balanço hídrico e nas condições climáticas locais. Os resultados da pesquisa revelaram que a pegada de água na produção de biocombustíveis, a partir do etanol da cana de açúcar tem uma significativa variação sendo utilizada uma grande quantidade de água para tal atividade, revelando que o consumo de água para a irrigação da cana é de 98%. Tendo, porém uma economia de aproximadamente 33 milhões de m³ a cada estação de crescimento, graças à instalação de sistemas de irrigação mais eficientes comparados com os utilizados tradicionalmente.

Fonte: http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/made/article/view/34073/22873




sexta-feira, 27 de março de 2015

Artigo: Consumo de animais: O despertar da consciência

 Petiano Responsável: Daniel Mota


O ato de comer carne hoje em dia é visto de maneira bastante normal, até por que desde os primórdios da humanidade a carne vem sendo consumida. Vemos apenas a carne em mercados e não analisamos todo o processo de produção e os fatores que são envolvidos nesse processo.

Entretanto levando em conta o contexto atual, o mercado da carne engloba problemáticas como os impactos ambientais para a sua produção e a relação do consumo de carne com a fome do mundo.

O consumo de animais e a fome no mundo.

·         Distribuição de grãos:
 Para se produzir 1 quilo de carne são necessários em média 22 quilos de grãos e cerca de 11 à 17 calorias de proteínas de grãos para se produzir uma única caloria de carne. Tendo esses dados sabe-se que ocorre um desperdício de 90% de proteínas, 99% de carboidratos e 100% de fibras.  Ou seja tirando o gado como intermediário na obtenção de nutrientes, haberia muito mais facilidade na obtenção da proteína.

·         Utilização da terra.
 De acordo com a FAO(Food and Agricultures Organization), as pastagens para o gado ocupam dois terços  da  superfície  agriculturável  do  planeta  isto representa um terço da superfície total do planeta. Atualmente se toda a população mundial se alimentasse de carne seriam necessários mais dois planetas para sustentar o território de pastagem e grãos.
·         Utilização de recursos e consumo de energia.

A maioria dos animais usados para o consumo são alimentados com ração cuja produção utiliza bastante energia. O produtor deve bombear a água, cultivar e fertilizar a terra, colher e transportar as colheitas. Após isso, vendem a colheita para indústrias que transformam este produto em carne, o que requer um consumo de energia ainda maior. A energia utilizada para produzir um quilo de carne de gado alimentado com ração é equivalente a 1,7 litros de gasolina.

·         Consumo d’água.
 No Brasil, enquanto 45% da água doce é gasta na pecuária, 45
milhões de pessoas não tem acesso à água potável. Fora isso
uma quantidade enorme de água é utilizada no tratamento da carcaça dos animais abatidos, enquanto que a quantidade de água utilizada para a criação dos vegetais é bem menor.

·         Aquecimento global.
Os resíduos excretados pelos animais durante o processo de crescimento são inconcebíveis do ponto de vista ambiental. Entre estes resíduos destacam-se os gases CO2 e NO2,  a amônia lançada aos rios e o próprio esterco do gado. De acordo com a FAO nem todos os veículos do mundo são capazes de sobrepujar a emissão de gases pela setor pecuarista.
Ilustração de Pawel Kuczynski bastante elucidativa sobre a produção de carne e seus impactos no meio ambiente.

·         Desertificação do solo.
A desertificação  é o processo pelo qual uma determinada área vegetada torna-se infértil, geralmente devido ao mau uso do solo.  No Brasil este acontecimento tem sido muito observado na Amazônia, onde pecuaristas derrubam as áreas verdes para implantar o pasto, e neste processo o solo perde suas qualidades, o nível de erosão torna-se insustentável para o ambiente.


·         Biodiversidade.
A implantação da pecuária é um fator que está intimamente ligado a perda de biodiversidade principalmente na américa do sul. Estima-se que, anualmente, cerca de 200 mil quilômetros quadrados de Florestas tropicais são destruídas de forma permanente para se fazer o pasto. Dados de 2003 do The Center for International Forestry Research (CIFOR) apontam que 80% da região de pecuária no Brasil, está situada na floresta amazônica.

·         Poluição hídrica.
Atualmente, mais de 40% da população mundial vive em situação de escassez de água e em 2025 este percentual aumentará para 50%. As causas da escassez de água são principalmente o uso aumentado e a poluição. Além de a pecuária ostensiva consumir muita água também polui muito ao jogar os dejetos dos animais em rios ou na terra, e sem tratamento algum, o que fatalmente acaba por poluir reservas subterrâneas de água.

·         Proteção aos animais.
Sob a percepção de lei, o Brasil é um dos países com leis mais avançadas no sentido de garantir bom tratamento aos animais silvestres ou não, colocando-os inclusive sob tutela do próprio estado. Ainda assim sabe-se que não há fiscalização e que atos que são considerados corriqueiros causam estresse e dor aos animais, processos como a descorna, a marcação com ferro, choques, más condições de transporte par o abate estão entre esses.

·         Principio do poluidor-pagador.

Segundo dados fornecidos pela FAO a pecuária tem parte em em perda de fertilidade do solo, diminuição da biodiversidade, impactos em reservatórios de água além de contribuir fortemente com  mudanças no clima global. Caso os custos reais do preço da carne fossem imputados esta, sem dúvida se tornaria economicamente inviável. Deste modo expõe-se muto claramente que princípios básicos são ignorados para que haja a comercialização da carne em preço acessível. Ignora-se também a necessidade de sstudos de impacto ambiental.


Pense bem na hora que for comer, ou mesmo ESTRAGAR, alguma porção de carne e saiba das implicações deste consumo. 

Fonte: http://www.abolicionismoanimal.org.br/artigos/consumodeanimaisodespertardaconscincia.pdf

Notícia: Ambientalistas pedem a criação de um Plano Nacional de Proteção de Nascentes

Petiano Responsável: Daniel Mota

Caros ecoleitores, fiquem ligados !

Aproveitando a semana que fica entre o Dia Mundial da Água(22/03) e a Hora do Planeta (28/03), ambientalistas esforçam-se para  encaminhar uma petição a presidente Dilma Roussef. Ao levar em conta a atual crise hídrica sofrida no sudeste, destaca-se como fator principal a falta de cuidados com nascentes que alimentam os reservatórios da região. O código florestal não obriga os proprietários de terras com nascentes intermitentes, ou seja que secam naturalmente durante algum período do ano e enchem-se após esse período, a protegerem essas fontes d’água.

Uma pequena nascente 
A segurança hídrica de um país perpassa necessariamente pela proteção das nascentes.Muitos países tem tomado medidas no sentido de obter essa segurança em tempos de mudanças climáticas tão notáveis. O Brasil, que obtém 97% da energia que consome das hidrelétricas, não antecipou-se à proteger suas fontes de água e passa hoje pela maior crise seca dos últimos 85 anos.

É amigos ecoleitores, a situação não está fácil pra ninguém.

Fonte: UOL

quarta-feira, 25 de março de 2015

Notícia: Rios de cinco estados brasileiros e DF são avaliados com qualidade ruim ou péssima

Petiano Responsável: Élyda Passos

Caros ecoleitores, a fim de ficar por dentro de estudos recentes acerca da situação hídrica no Brasil?! Então, confiram a notícia abaixo!

Em 18/03 a Fundação SOS Mata Atlântica divulgou os dados do estudo "Análise da Qualidade da Água" desenvolvido em rios, córregos e lagos. Os resultados obtidos foram desanimadores e alarmantes visto a crise hídrica e a real necessidade de novas alternativas para o abastecimento de água. Foram avaliados 111 cursos d’água de cinco estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e Distrito Federal. 

Curso d'água
A água de 21 deles está imprópria para consumo e uso na irrigação da lavoura mesmo após o tratamento. A metodologia envolve a análise de 16 parâmetros, entre eles, nível de oxigênio, fósforo, aspecto visual. Da amostragem total, 61, 8% foram considerados de qualidade regular e apenas 15% de boa qualidade, sendo esses localizados em áreas protegidas e com matas ciliares preservadas em seu entorno.

Outro fator que agrava ainda mais a qualidade da água é o desmatamento. Sem vegetação em suas margens, as nascentes perdem sua proteção natural contra resíduos vindos da agricultura e outras atividades econômicas. "A falta da cobertura florestal é um risco para os rios", alerta Malu Ribeiro. "Não há água sem floresta, nem floresta sem água".


terça-feira, 24 de março de 2015

Notícias: Cinco mil caranguejos são apreendidos em Jaboatão dos Guararapes

Petiano responsável: Cecília Craveiro

Cerca de cinco mil caranguejos foram apreendidos em mercados públicos e restaurantes do município de Jaboatão dos Guararapes, no último sábado (21/03/15). A Lei Federal 9.605/98 diz que é proibida a comercialização, transporte, armazenamento e consumo do caranguejo nos meses de janeiro, fevereiro e março. O defeso foi criado com o intuito de proteger a espécie. Esse período de defeso é estabelecido para que os caranguejos possam realizar o processo de acasalamento e liberação dos ovos. O mês de março, mais especificamente dos dias 21 a 26 de março, é a época de desova das fêmeas, sendo assim, é a época mais delicada, onde deverá ser intensificada a fiscalização. 

O coordenador de Ouvidoria Ambiental do Município de Jaboatão dos Guararapes, Manoel Tabosa, destaca a importância desses animais para manter o bioma em equilíbrio e perfeito funcionamento. O mesmo esclarece ainda, que é proibida a comercialização durante todo o ano de machos abaixo dos seis centímetros, conforme a legislação. A maior apreensão realizada aconteceu no Mercado das Mangueiras, onde foram encontrados dois mil animais com ambulantes, porém os acusados abandonaram o local antes da chegada da equipe do Grupamento de Apoio ao Meio Ambiente (Gama). 

Tamanho Mínimo de captura para machos estabelecido pela Lei Federal 9.605/98.

Os bares e restaurantes receberam um auto de infração, além da apreensão dos animais. E têm até 20 dias para comparecerem à sede da Secretaria de Ordem Pública e Segurança Cidadã para apresentarem a defesa. A multa para os infratores, segundo a legislação, varia de R$ 700 a R$ 100 mil, além de pagamento de R$ 20 por animal apreendido. Todos os animais foram devolvidos ao seu habitat natural.



Artigo: Estrutura da assembleia de peixes de uma lagoa marginal desconectada do rio, no submédio Rio São Francisco, PE

Artigo: Sandra Cristina Soares da Luz, Ana Carla Asfora El-Deir, Elton José de França & William Severi.

Periódico: Biota Neotropica

Ano de Publicação: 2009
Petiano Responsável: Cecília Craveiro

Objetivou-se analisar a composição ictiofaunística de uma lagoa marginal inserida no trecho submédio do Rio São Francisco, a partir da interrupção de sua ligação com a calha principal do rio, e dos efeitos da diminuição do nível da água sobre a riqueza, diversidade, abundância e participação dos diferentes grupos tróficos. As coletas de peixes foram realizadas mensalmente, entre março/2007 até fevereiro/2008, utilizando-se uma bateria de redes de espera (Camboa) com uma exposição mínima de 12 horas, no período noturno. Para a complementação do levantamento da ictiofauna, foram utilizados diferentes apetrechos, sendo eles: rede de arrasto, empregadas em áreas abertas e sem vegetação; tarrafas, puçás e peneiras. Ao todo foram coletados 4.638 espécimes, distribuídos em 16 famílias e 47 espécies das ordens Characiformes, Cyprinodontiformes, Siluriformes, Perciformes, Gymnotiformes e Clupeiformes.  Observou-se que os Characiformes foram os mais abundantes, sendo 87,3% dos exemplares de pequeno e médio porte. Dentre as espécies encontradas, 26,7% são constantes, 35,6% acessórias e 37,8% acidentais. Characidae concentra a maioria das espécies e indivíduos, seguida de Acestrorhynchidae. Moenkhausia costae, Triportheus guentheri, Pygocentrus piraya e Prochilodus argenteus apresentaram constância de 100%. 

Lagoa do Curralinho no Vale do São Francisco
Os Invertívoros e piscívoros dominaram quantitativamente e sua biomassa indica um domínio de predadores, tendo os detritívoros apresentado a segunda maior biomassa. Houve uma predominância de espécies sedentárias, com poucos exemplares de espécies migradoras, das famílias Anostomidae e Prochilodontidae e Salminusfranciscanus. Quanto às espécies introduzidas na bacia, foram capturadas Oreochromis niloticus, Plagioscion squamosissimus, Cichla spp. e Metynnis spp., correspondendo, juntas, a 1,05% da biomassa de todos os exemplares. Apesar de sua reduzida biomassa em comparação àquela das espécies autóctones, pode-se observar que elas tiveram um aumento ao longo do período estudado, tendo alcançado na fase seca, mais de 25% de sua biomassa total. Em contrapartida, as espécies autóctones tiveram uma alta da biomassa, porém não ultrapassando 15% do total.  A riqueza, diversidade e equitabilidade apresentaram-se relativamente altas durante todo o período de estudo.  A partir desse estudo, pode-se observar que a lagoa Curralinho é um importante ambiente de abrigo, alimentação e descanso para a ictiofauna, mantendo peixes forrageiros que servem de base para a cadeia trófica e a sustentação pesqueira. Tendo em vista essa importância ecológica, faz-se necessário o desenvolvimento de políticas ambientais e práticas de manejo que preservem a integridade desses habitats e a funcionalidade de seu papel na conservação da ictiodiversidade deste trecho da bacia do São Francisco.



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Notícia: É possível viver sem produzir lixo?

Adaptado por: Fabiane Santos


Cada brasileiro produz em média 379 quilos de lixo por ano. Multiplicando pela população do país, são mais de 76 milhões de toneladas. Isso não faz bem para o nosso planeta. Como reduzir esse número? Lauren Singer, uma jovem de 23 anos, moradora de Nova York e formada em Estudos Ambientais, há dois anos mudou radicalmente de hábitos com um único objetivo: chegar ao lixo zero. 

Mas o que ela considera lixo? “Para mim lixo é tudo que vai para um aterro e fica lá para sempre. Então, quando você coloca o seu lixo na lixeira, ele vai para o caminhão, que vai para um aterro gigante e fica lá para sempre. Eu não gosto de sentir que eu estou mandando as coisas para um lugar e que vão ficar no planeta para sempre. Eu prefiro usar coisas que quebrem esse processo”, explica.

Para realizar tal feito, Lauren adotou adaptações no seu estilo de vida, a começar pelas compras: suas sacolas são feitas de linho, algodão ou material orgânico, nunca de plástico. Além disso, ela não compra nada com embalagem, e prefere ir a feiras ao ar livre, geralmente orgânicas. Mas mesmo nas grandes lojas, ela sempre compra alimentos como arroz, feijão, tudo a granel. “As embalagens são feitas usando muita energia, muita água. É um desperdício. Por exemplo, doces, eu mesma faço. É mais saudável e divertido ”. Para reduzir o uso de garrafas plásticas e copos descartáveis, Lauren sempre anda com uma caneca de vidro. Serve tanto para a água quanto para o suco, café, chá, etc.

Por uma questão de sustentabilidade, a jovem é vegetariana, afirmando que produtores de carne usam muita água, muita terra, e também porque é a vida de um animal.

Quando vai à feira, Lauren pede para guardar os produtos comprados dentro da sua sacola. E isso está ficando cada vez mais comum. “Cada vez mais os jovens estão pensando nisso, que temos que eliminar caixas, sacolas. Estão prestando mais atenção ao desperdício”, afirma o feirante.

Será que é mesmo possível viver assim? Na cozinha do apartamento de Lauren, os potes são todos de vidro. O detergente, ela mesma produz. O shampoo e o creme hidratante também, todos os produtos de beleza e limpeza. Tudo isso para não poluir o planeta. Até o papel higiênico é de papel reciclável. A pasta de dente são duas colheres de sopa de óleo de coco, uma colher de chá de bicarbonato de sódio e 20 gotinhas de essência de menta. Mistura tudo e pronto.

 Produtos descartáveis foram substituídos para reduzir o impacto no meio ambiente  (Foto: Lauren Singer)

Lauren compartilha a experiência de viver sem produzir lixo e também suas receitas em seu blog na internet. Mas se alguém quisesse seguir seu exemplo? Qual seria o primeiro passo para mudar o estilo de vida? “Eu diria que a primeira coisa que você deve fazer é olhar para a sua lixeira. Observe o que você vai jogar fora. No meu caso, tinha muito desperdício de comida e de embalagens”.

O que ela produz de lixo fica no freezer, em uma sacola de papel reciclado. Ela não desperdiça nada. Tem todos os restinhos de comida: casca de ovo, restinho de fruta. “Quando junto uma quantidade razoável, levo isso para um grande contêiner cheio de outros lixos orgânicos e isso tudo fica empilhado no solo, com aquecimento, minhocas e se transforma em adubo”, explica.

Mas o que fazer, por exemplo, com uma roupa rasgada, que não dá para doar? Mais uma vez, Lauren surpreende. “Se eu tiver uma calça jeans que tem um furo enorme e que eu não possa mais usar, eu vou levá-la até a feira, onde eles têm uma sessão de reciclagem têxtil e eles vão transformar isso em um novo tecido”, conta.

Todo o resto ela guarda dentro de um potinho. Etiquetas de roupa, pulseirinha de entrada de shows, canudinhos dos drinks que ela bebe, lacinhos que vêm nos presentes. E todo o lixo que Lauren produziu nos últimos dois anos cabe dentro de um pote pequeno. Aliás, lixo não, porque ela não vai jogar fora. Vai guardá-lo na esperança de surgir uma tecnologia capaz de reciclá-lo.

Fonte: G1

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