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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Palestra: Diversificação da fauna Amazônica: filogeografia de aranhas errantes ao longo do Rio Amazonas



Palestrante: Dr. Felipe Rego
UFMA - PPGBC

Data: 17/04/2013 (Quarta-feira)
Horário: 13:00
Local: Auditório do CCB - UFPE


Artigo: Serviços Ecossistêmicos da Restauração Florestal: pensando no futuro (Ecossystem services from Forest restoration: thinking ahead)

Autores: Lorenzo Ciccarese; Anders Mattsson; Davide Penttenella
Periódico: New Forests
Ano de Publicação: 2012

Petiano Responsável: Pedro Sena

A procura pela proteção e aumento dos serviços ecossistêmicos, que são os serviços providos por ecossistemas naturais ao meio ambiente e à sociedade, vem aumentando consideravelmente nas últimas décadas. São exemplos clássicos de serviços ecossistêmicos providos por florestas, serviços hidrológicos, suporte à produtividade agrícola, redução da erosão, aumento de habitats para a vida selvagem e produção de produtos advindos de florestas, além de vários outros. A importância desses benefícios providos por florestas é incontestável, porém o aumento das ações antrópicas vem reduzindo consideravelmente as áreas de ambientes naturais, o que consequentemente reduz os possíveis serviços que eles poderiam desenvolver. Uma forma de mitigar essa “extinção de ambientes naturais” é restaurando-os. Sendo assim, a restauração florestal é considerada uma ótima ferramenta para, indiretamente, potencializar os benefícios providos por florestas tropicais. O artigo de revisão em questão analisa e discute três tópicos importantes que estão intrinsecamente relacionados à restauração e aos serviços ecossistêmicos: proteção da biodiversidade das florestas, produção de biomassa e mitigação e adaptação a mudanças climáticas. Os autores comentam a importância de se conservar (e de restaurar) áreas com grande diversidade, argumentando que áreas pobres em biodiversidade muito provavelmente não serão tão estáveis e seus serviços ambientais, exceto talvez produção de biomassa arbórea, serão pouco efetivos se comparados com áreas de alta diversidade de espécies. Também é essencial levar em consideração os efeitos genéticos das áreas que pretendemos restaurar, plantando apenas espécies nativas da região em questão, o que possibilita o aumento da biodiversidade, a criação de habitats atrativos para a vida selvagem (outro ponto que precisa muito ser levado em consideração), estabilização do solo, além do aumento da qualidade da água e assegurar ao ambiente uma identidade com espécies típicas da região. Com relação a produção de biomassa, é mostrada a necessidade da sociedade por produtos advindos de florestas, que hoje em dia se caracterizam como essenciais para o homem. A produção de florestas cultivadas é uma alternativa para proteção de áreas naturais, desviando o extrativismo para essas áreas plantadas para tal fim. Porém, fica evidente que existe mais necessidade (e interesse em expansão) na obtenção desses recursos, do que áreas cultivadas disponíveis no mundo. Os autores acabam por defender a importância dessas áreas para a restauração florestal. Aplicando ao nosso contexto no Brasil, esse laço entre florestas cultivadas e restauração florestal é um pouco frágil, visto que ainda não há uma preocupação em moldar as primeiras áreas para alcançar os objetivos mais profundos das segundas (proteção da vida animal, alta diversidade de espécies, entre tantos outros). O último ponto de vista analisado foi o de dar suporte à mitigação das mudanças climáticas, sendo demonstrado que as florestas possuem um importante papel no estoque de CO2, removendo-o da atmosfera. O fato da ampla degradação das florestas faz com que sejam liberadas quantidades enormes de CO2, possuindo um poder ainda mais devastador. É considerado que, para manter a realização dos serviços ecossistêmicos listados anteriormente, devem-se realizar metodologias de restauração com alta diversidade de espécies vegetais, além de se utilizar plantas com diferentes classes de idades. Em conclusão, os autores destacam que a restauração florestal é um processo complexo, de longo prazo e que ainda exige monitoramento constante para assegurar que os objetivos permaneçam firmes. Uma ótima ferramenta para aumentar áreas restauradas seria a utilização da silvicultura como aliada da produção de mais áreas restauradas, porém com o desenvolvimento de técnicas mais eficientes. A participação pública também é essencial para que as ações restauradoras consigam atingir sua finalidade. Sendo assim, a restauração florestal é uma saída para mitigação das consequências da urbanização, além de uma ferramenta potencializadora dos serviços ecossistêmicos providos pelas florestas, porém são necessários mais investimentos e apoio social e governamental.

sábado, 13 de abril de 2013

Artigo: A pesquisa em EA: um panorama sobre sua construção

Autores: Danielle Cristina de Souza; Rosana Figueiredo Salvi
Periódico: Revista Ensaio e Pesquisa em Educação em Ciências
Ano de Publicação: 2012

Petiano Responsável: Izabelle Rezende


Educação Ambiental no Brasil
O trabalho ora apresentado procura estabelecer um panorama da Educação Ambiental no Brasil, considerando as tendências e perspectivas constituintes deste campo no cenário das atuais publicações divulgadas no nível especializado, a saber, o strito sensu. Inicialmente discute-se a diversidade de experiências e reflexões que, de maneira geral, esclarecem os pontos divergentes e comuns das modalidades de trabalho, dos enfoques conceituais e dos compromissos políticos nesse campo. Por fim, analisa-se a produção da pesquisa acadêmica em EA no Brasil nas últimas décadas, acentuando o crescimento numérico dessa produção e procurando situar atuais vertentes no âmbito da pesquisa acadêmica.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Artigo: Aptidão agrícola na área de recarga do aquífero guarani: caso da microbacia hidrográfica do córrego do espraiado, Ribeirão Preto - SP

Autores: Emília Hamada, Maria Leonor Lopes Assad, Danilla Alves Pereira
Periódico: Engenharia Ambiental: Pesquisa e Tecnologia
Ano de Publicação: 2006

Petiano Responsável: Lucas Marques

Área ocupada pelo aquífero
O Sistema Aquífero Guarani é considerado a maior reserva estratégica de água doce da América Latina e um dos maiores sistemas aqüíferos do mundo, com aproximadamente 70% de sua área localizada no Brasil. As faixas de recarga ou afloramento e áreas adjacentes são regiões de infiltração natural das águas, com elevada vulnerabilidade. Nessas áreas estão presentes diferentes sistemas de produção agrícola e alguns desses sistemas são de agricultura intensiva. O objetivo deste trabalho foi determinar a aptidão agrícola da microbacia hidrográfica do Córrego do Espraiado, Ribeirão Preto-SP, localizada sobre a área de recarga do Aqüífero Guarani, considerando as potencialidades das terras e das águas na região estudada. A microbacia ocupa uma área de aproximadamente 4.131 ha, com predomínio da cana-de-açúcar. O projeto do banco de dados foi estruturado no Sistema de Informação Geográfica (SIG) Idrisi 32. A avaliação da aptidão agrícola das terras foi feita, considerando o sistema de produção agrícola intensivo predominante na microbacia, ajustado para a vulnerabilidade das áreas de recarga do aqüífero e para a metodologia de emprego de SIG. Na microbacia predominam Latossolos e Nitossolos, que possuem aptidão boa ou regular para culturas em sistemas de produção intensivos. Observa-se também a presença de Neossolos Quartzarênicos, que ocorrem em pequena faixa. Esses solos desempenham um importante papel na recarga direta do aqüífero devido à sua elevada permeabilidade. A avaliação de aptidão agrícola de terras, em particular na área de abrangência do Aqüífero Guarani, deve considerar tanto as potencialidades do solo, quanto o impacto que o uso agrícola pode causar na quantidade e na qualidade da água infiltrada.

Para leitura completa do artigo clique aqui: http://ferramentas.unipinhal.edu.br/ojs/engenhariaambiental/viewarticle.php?id=46

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