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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Notícia: É possível viver sem produzir lixo?

Adaptado por: Fabiane Santos


Cada brasileiro produz em média 379 quilos de lixo por ano. Multiplicando pela população do país, são mais de 76 milhões de toneladas. Isso não faz bem para o nosso planeta. Como reduzir esse número? Lauren Singer, uma jovem de 23 anos, moradora de Nova York e formada em Estudos Ambientais, há dois anos mudou radicalmente de hábitos com um único objetivo: chegar ao lixo zero. 

Mas o que ela considera lixo? “Para mim lixo é tudo que vai para um aterro e fica lá para sempre. Então, quando você coloca o seu lixo na lixeira, ele vai para o caminhão, que vai para um aterro gigante e fica lá para sempre. Eu não gosto de sentir que eu estou mandando as coisas para um lugar e que vão ficar no planeta para sempre. Eu prefiro usar coisas que quebrem esse processo”, explica.

Para realizar tal feito, Lauren adotou adaptações no seu estilo de vida, a começar pelas compras: suas sacolas são feitas de linho, algodão ou material orgânico, nunca de plástico. Além disso, ela não compra nada com embalagem, e prefere ir a feiras ao ar livre, geralmente orgânicas. Mas mesmo nas grandes lojas, ela sempre compra alimentos como arroz, feijão, tudo a granel. “As embalagens são feitas usando muita energia, muita água. É um desperdício. Por exemplo, doces, eu mesma faço. É mais saudável e divertido ”. Para reduzir o uso de garrafas plásticas e copos descartáveis, Lauren sempre anda com uma caneca de vidro. Serve tanto para a água quanto para o suco, café, chá, etc.

Por uma questão de sustentabilidade, a jovem é vegetariana, afirmando que produtores de carne usam muita água, muita terra, e também porque é a vida de um animal.

Quando vai à feira, Lauren pede para guardar os produtos comprados dentro da sua sacola. E isso está ficando cada vez mais comum. “Cada vez mais os jovens estão pensando nisso, que temos que eliminar caixas, sacolas. Estão prestando mais atenção ao desperdício”, afirma o feirante.

Será que é mesmo possível viver assim? Na cozinha do apartamento de Lauren, os potes são todos de vidro. O detergente, ela mesma produz. O shampoo e o creme hidratante também, todos os produtos de beleza e limpeza. Tudo isso para não poluir o planeta. Até o papel higiênico é de papel reciclável. A pasta de dente são duas colheres de sopa de óleo de coco, uma colher de chá de bicarbonato de sódio e 20 gotinhas de essência de menta. Mistura tudo e pronto.

 Produtos descartáveis foram substituídos para reduzir o impacto no meio ambiente  (Foto: Lauren Singer)

Lauren compartilha a experiência de viver sem produzir lixo e também suas receitas em seu blog na internet. Mas se alguém quisesse seguir seu exemplo? Qual seria o primeiro passo para mudar o estilo de vida? “Eu diria que a primeira coisa que você deve fazer é olhar para a sua lixeira. Observe o que você vai jogar fora. No meu caso, tinha muito desperdício de comida e de embalagens”.

O que ela produz de lixo fica no freezer, em uma sacola de papel reciclado. Ela não desperdiça nada. Tem todos os restinhos de comida: casca de ovo, restinho de fruta. “Quando junto uma quantidade razoável, levo isso para um grande contêiner cheio de outros lixos orgânicos e isso tudo fica empilhado no solo, com aquecimento, minhocas e se transforma em adubo”, explica.

Mas o que fazer, por exemplo, com uma roupa rasgada, que não dá para doar? Mais uma vez, Lauren surpreende. “Se eu tiver uma calça jeans que tem um furo enorme e que eu não possa mais usar, eu vou levá-la até a feira, onde eles têm uma sessão de reciclagem têxtil e eles vão transformar isso em um novo tecido”, conta.

Todo o resto ela guarda dentro de um potinho. Etiquetas de roupa, pulseirinha de entrada de shows, canudinhos dos drinks que ela bebe, lacinhos que vêm nos presentes. E todo o lixo que Lauren produziu nos últimos dois anos cabe dentro de um pote pequeno. Aliás, lixo não, porque ela não vai jogar fora. Vai guardá-lo na esperança de surgir uma tecnologia capaz de reciclá-lo.

Fonte: G1

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Artigo: Levantamento florístico como subsídio para implantação de trilhas em dunas no litoral oriental do Rio Grande do Norte

Autores: Ricardo Farias do Amaral, Maryane Christina Silva Damasceno Ferreira, Clébia Bezerra da Silva.
Periódico: Nature and Conservation
Ano de publicação: 2013

Petiano Responsável: Fabiane Santos

Dunas Costeiras no Rio Grande do Norte.
O ecossistema das dunas costeiras, conhecido por sua riqueza florística, por servir de área de recarga do lençol freático e barreira contra a ação eólica e marinha, está ameaçado pela ocupação humana desordenada. Nesse contexto de degradação, o ecoturismo tem atuado como uma alternativa propiciadora de conservação de áreas naturais. Mas para realizá-lo ou para executar qualquer ação de conservação, antes de tudo, é necessário conhecer o ecossistema do local, por isso, há a necessidade de realizar levantamentos de sua diversidade. 

Nesse contexto, este trabalho identificou espacialmente e fez um levantamento florístico preliminar em cinco trilhas naturais próximas à comunidade costeira de Maracajaú, localizada no litoral oriental do Estado do Rio Grande do Norte (RN). Como resultado, obteve-se a identificação de vinte plantas, nestas trilhas. Dentre estas plantas, oito não tinham registro ainda no estado do RN. Esse levantamento exploratório da biota da vegetação de restinga que recobre as dunas de Maracajaú constitui, no momento, a mais precisa fonte de informações a este respeito, na área. 
Pode-se concluir com esse trabalho que a região possui um grande potencial florístico pouco conhecido, que pode ser utilizado de forma eficiente e sustentável em ações para a geração de renda para a comunidade a partir, por exemplo, da estruturação e desenvolvimento de ecotrilhas.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Artigo: Agrotóxico - que nome dar?

Autores: Márcia Gomide
Periódico: Scientific Electronic Library Online - SciELO
Ano de publicação: 2005

Petiano Responsável: Shayne Moura

Fig 1. Trabalhadores aplicando agrotóxicos sem a utilização de
EPI adequados. Foto: sakhorn
O estudo de Marcia Gomide foi desenvolvido com base em pesquisa realizada com agricultores de subsistência, pequenos agricultores e grandes agricultores, de dois municípios do sudeste do Piauí (São João do Piauí e João Costa), com o objetivo de identificar a maneira que os produtores desses municípios enxergam a utilização de produtos químicos, assim como os riscos envolvidos. 
Hoje a utilização de defensivos é essencial para garantir um alto rendimento da cultura, devido a grande demanda de alimentos em consequência do crescimento populacional. Essa realidade, em alguns casos, proporciona ao produtor buscar lucros e esquecer a segurança. 
Considerando os possíveis danos que a exposição aos produtos químicos potencialmente tóxicos utilizados no cultivo de alimentos podem causar à saúde humana e ao meio ambiente e que a forma com que se lida com tais produtos é significativa para o agravamento da situação de risco, são indispensáveis a utilização correta dos equipamentos de proteção individual (EPI) e o período de carência do produto, que se refere ao período que a molécula ativa age sobre a planta, deve ser respeitado, sendo aconselhável a não entrada no campo e muito menos a colheita dos produtos.
Fig 2. Componentes do EPI e procedimentos corretos para a
sua retirada.
A realidade, porém, é diferente do que é aconselhável. A pesquisa mostrou que mesmo os agricultores que garantiram tomar os devidos cuidados relativos ao armazenamento do produto, foi verificado que as embalagens se encontravam muitas vezes entre os ramos de plantas, galhos de árvores e até mesmo em partes anexas das residências.
Todos pequenos agricultores pareciam conhecer de certa forma os riscos que tais produtos ofereciam
a saúde. Assim eles relataram que jovens de 17 anos eram contratados para a aplicação pois os homens com 25 anos ou 26, já não possuíam mais condições de continuar a trabalhar na aplicação.
Todos relataram conhecer alguém que já passou mal após a aplicação do produto e se referem ao agrotóxico como veneno. Apesar de os agricultores entrevistados no presente estudo terem a noção de que não estão lidando com remédios e sim com venenos, isso não os torna mais protegidos; ao contrário, os cuidados no preparo e aplicação praticamente não são seguidos, ou o são de forma incipiente.
Enquanto que os agricultores do nordeste se referem ao agrotóxico como veneno, os do sul e sudeste o chamam de remédio. Talvez, pelo fato de as grandes empresas fabricantes de agrotóxicos estarem localizadas na região sul-sudeste, aliado a diversos outros fatores de ordem histórica, sociopolítica e econômica, menos programas e propagandas cheguem aos piauienses, deixando-os, de certa forma, distantes de uma prática de maquiagem destes produtos químicos, que modificam a imagem de veneno, transformando-os em remédio.
Vimos então que o modo como são chamados tais produtos, não interferem na forma de utilização e que medidas que conscientizem os produtores da importância da utilização correta dos agrotóxicos devem ser tidas como prioridade.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Artigo: Avaliação do impacto ambiental causado pelo turismo às tartarugas marinhas na Praia de Porto de Galinhas (PE)

Autores: Gabriela Rayara A. Lima Sales de Oliveira, Maria da Salete Horácio da Silva
Periódico: Natural Resources
Ano de publicação: 2013

Petiano Responsável: Fabiane Santos

As tartarugas marinhas são répteis, de aproximadamente 220 milhões de anos, que surgiram no período triássico. No mundo existem sete espécies de tartarugas, destas, cinco aparecem no Brasil: Dermochelys coriácea, Chelonia mydas, Caretta, Eretmochelys imbricata, Lepidochelys olivacea, (SANCHES, 1999). Esses espécimes estão com risco de extinção, sendo protegidas por leis nacionais e internacionais de acordo com a União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). Avaliar e enumerar o impacto ambiental causado pelo desenvolvimento e turismo não sustentável, através de ações antrópicas responsáveis por estes impactos que atingem as tartarugas marinhas e seu ecossistema. Descrever formas de turismo sustentável, ecologicamente correto que preservem a vida destas espécies na praia de Porto de Galinhas – PE. 
A presente pesquisa realizou-se através de um amplo levantamento bibliográfico através de material impresso, digital, contido nas revistas científicas, artigos, livros, web que tratam deste assunto. Explorar através de procedimentos o meio ambiente danificando-o menos possível quanto ao turismo sustentável, já que poder político e o capitalismo se sobre põem diante do meio ambiente e dos animais. Nos locais de desova da tartaruga, existir a sinalização nas praias que impeça o deslocamento de pessoas e automóveis, as construções de casas, devido à iluminação artificial que desorienta as mesmas, neste período, preservando a fase de nascimento das tartarugas marinhas. As tartarugas marinhas são importantes elos da cadeia alimentar, como consumidores, atingem diversos níveis na cadeia. Nas ultimas décadas, elas veem sofrendo ameaça de extinção, principalmente pelo impacto ambiental negativo causado no seu habitat por ação antrópica. Preservar as espécies de animais e as das tartarugas marinhas é preservar a própria história da evolução da vida e do mundo.

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Notícia: O Brasil passa a ter mais novos parques nacionais e amplia áreas protegidas.

Petiana responsável: Ingrid Fontes

Os mais novos parques nacionais do Brasil!

Foram publicados no dia (14/10), no Diário Oficial da União, decretos que instituem os parques nacionais da Serra do Gandarela (MG), com 31,2 mil hectares, e do Guaricana (PR), com 49,3 mil hectares, e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes Geraizeiras (MG), com 38,1 mil hectares, além de aumentar em mais de 30 mil hectares a já existente Reserva Extrativista (Resex) do Médio Juruá (AM).

A iniciativa atende demandas apresentadas em encontros como o II Chamado dos Povos das Florestas, realizado no Arquipélago do Marajó, no Pará, em novembro de 2013. Entre as entidades que se mobilizaram estão o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), a Comissão Nacional de Reservas Extrativistas Marinhas e a Rede Cerrado, que reúne mais de 500 organizações em prol da preservação do bioma. “A intenção é estabelecer uma relação cada vez maior entre proteção e melhoria da qualidade de vida da população”, resume o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Roberto Vizentin. “O movimento avança tanto para a conservação da biodiversidade quanto para a manutenção do estilo de vida dos povos que usam o ambiente natural de forma sustentável.” 

Áreas Protegidas
A proteção de importantes nascentes situadas no Norte de Minas Gerais e a segurança jurídica para a população local fazem parte dos benefícios alcançados com a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes Geraizeiras. A partir de agora, será possível acelerar o processo de regularização fundiária das terras em concessão de uso às comunidades tradicionais. Ao mesmo tempo, a reserva assegura a manutenção do cerrado e impede a devastação dos recursos hídricos e da biodiversidade existente na região.

A manutenção de ecossistemas ameaçados é outro objetivo da criação das unidades. Com a instituição do Parque Nacional da Serra do Gandarela, nos arredores de Belo Horizonte, serão preservadas as ilhas de ferro, conhecidas como cangas, elementos importantes para a formação dos mananciais de água da região. Já o Parque Nacional de Guaricana garantirá a proteção de uma das áreas mais representativas da Mata Atlântica no litoral do Paraná.

Após a ampliação, a Resex do Médio Juruá passou a totalizar 286,9 mil hectares de área no Amazonas. O polígono de 30 mil acrescido à unidade a partir do decreto do dia 14 de outubro, inclui comunidades tradicionais e os principais lagos onde se fazem o manejo do pirarucu, peixe fundamental para o equilíbrio ecossistêmico da região.


Artigo: Riqueza de espécies de sub-bosque em um fragmento florestal urbano, Pernambuco, Brasil

Autores: Ana Cristina Ramos de Souza, Eduardo Bezerra de Almeida Júnior e Carmem Silva Zickel.

Periódico: Biotemas

Ano de publicação: 2009

Petiana responsável: Ingrid Fontes

Olá caros ecoleitores... Que tal conhecer mais um pouco sobre a flora de Pernambuco?

O parque Estadual de Dois Irmãos, destaca-se pela grande importância vegetal, por ser um fragmento florestal. O presente estudo tem por objetivo caracterizar a flora do sub-bosque do mesmo fragmento, contribuindo com dados sobre a riqueza da área. Para a definição da área de estudo foram escolhidos os pontos menos degradados, para a realização da coleta. No estudo foram incluídos indivíduos de até
Sub-bosque
 4,0 m de altura, como arvoretas, arbusto, sub-arbustos e herbáceas terrícolas (sendo excluídos as lianas, epífitas e trepadeiras herbáceas), em estádio fértil. As coletas quinzenais foram realizadas por um período de 24 meses. Foram identificados 108 espécies de 86 gêneros, distribuídas em 49 famílias. As famílias com maior número de espécies foram Rubiaceae (14 espécies), Fabaceae (9), Melastomataceae (8), Asteraceae (8), Myrtaceae (4) e Poaceae (4), perfazendo 43,5% do total de espécies. Enquanto que os gêneros mais representativos foram Psychotria (6 spp), Miconia (4), Inga (4), Erythroxylum (3), Piper (3), e Casearia, Cordia, Diodia, Ichnanthus, Myrcia, Rhynchospora e Solanum, com duas espécies cada. A família Rubiaceae apresentou-se com maior número de espécies na área, destacando-se o gênero Psychotria.

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Notícia: Para deter aumento de temperatura, emissão de gases do efeito estufa precisa quase zerar até 2100

Floresta atingida por incêndio causado pela seca
Em reunião realizada pelo Painel Internacional de Mudança Climática (IPCC) em Copenhagen no dia 2 de Novembro, foi divulgada a síntese dos relatórios sobre mudança climática produzidos pelo IPCC. O presidente do Painel afirmou que, para evitar o aumento de 2 °C na temperatura global, é necessário reduzir a emissão de gases do efeito estufa a níveis próximos de zero, e esta parece ser a única saída para os governos.

Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, afirma que os países se comprometeram a entrar em um acordo com relação às mudanças climáticas em 2015, durante a Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP21).

Este freio no aumento da temperatura global é de grande importância, visto o impacto causado, em diversas escalas, por este acréscimo aparentemente sutil. Com o aumento de 2°, aumenta-se a chance de eventos extremos (tempestades, inundações, secas etc); a probabilidade de impactos graves, disseminados e irreversíveis também se eleva; a queda na economia torna-se iminente, pondo em risco a segurança alimentar (garantia de alimentação) das populações, favorecendo também a migração e os conflitos violentos.


O relatório deste ano apresenta alta confiabilidade e exatidão, pois apresenta dados consistentes que suportam as afirmações apresentadas pelos membros do IPCC. Os integrantes ressaltam, também, a importância da aplicação de medidas mitigatórias em cada país, encabeçada por seus respectivos tomadores de decisão. Nos cálculos do IPCC, os custos de mitigação para a economia mundial seriam ínfimos 0,006% do PIB de cada país, mas a tendência é que este valor aumente conforme o atraso no início destas ações. 

Fonte: Estadão
Petiana Responsável: Fabiane Santos

domingo, 2 de novembro de 2014

Trabalho Científico: Colônias de formigas cortadeiras aumentam Nutrientes e matéria orgânica do solo, mas emitem mais CO2

Autores: R. S. SANTOS e L. S. SOUTO.
Evento: X Congresso de Ecologia do Brasil
Ano de publicação: 2011

Petiano Responsável: Shayne Moura

Curiosidade: O maior formigueiro já encontrado no mundo era constituído por 
306 milhões de operárias e um milhão de rainhas. A colônia estendia-se
 por 45 mil ninhos comunicantes e cobria uma área de 2,7 quilómetros 
quadrados.
O solo apresenta diversos organismos que influenciam suas propriedades físico-químicas, como as minhocas e formigas. As formigas aumentam sua porosidade, permeabilidade e quantidade de nutrientes, pois as formigas aumentam o teor de matéria orgânica ao transportar material vegetal para o formigueiro.
Além de aumentar a concentração de nutrientes, a matéria orgânica também é uma fonte constante de CO2 para a atmosfera, liberados no seu processo de decomposição. Devido a isso, as colônias podem atuar como pontos de emissão de CO2.
Esse trabalho teve como objetivo, avaliar o fluxo de Dióxido de Carbono (CO2) em colônias de Acromyrfez balzani.
O estudo foi realizado na Universidade Federal de Sergipe, onde foram selecionadas 10 colônias e outros 10 pontos, que não possuíam ninho de formigas ou de outras espécies, para servirem como pontos de controle (comparação). Em cada um dos pontos citados foram instaladas câmaras para a captura do CO2 emitido.

Como era esperada, a emissão do gás foi maior nas colônias do que nos pontos controles. Os teores de MO nas colônias foram, em média, 350 % maiores do que no solo que não possuía colônias, porém apenas 10 % do gás foi emitido. Esse fato pode estar relacionado a imobilização do CO2 dentro do ninho ou pode indicar que a maior emissão se deve a respiração das formigas e não a MO acumulada.

Para visualização completa do trabalho clique aqui.

sábado, 1 de novembro de 2014

Artigo: Invertebrados macrobentônicos detectados na costa brasileira transportados por resíduos flutuantes sólidos abiogênicos

Autora: Cristiane Maria Rocha Farrapeira
Periódico: Revista da Gestão Costeira Integrada
Ano de publicação: 2011

Petiano Responsável: Regina Nascimento

Caros leitores (ecoleitores),

Costa marítima brasileira.
Resíduos naturais são facilmente encontrados na superfície marítima, como por exemplo macroalgas, vestígios de plantas, pedra-pomes resultante de atividade vulcânica, etc. Quando esses resíduos são vinculados a outros resíduos sólidos de origem humana, vimos a chamar de “lixo”, que serão transportado por todo o oceano. Acredita-se que o material plástico flutuante seja muitas vezes confundido com alimento e ingerido por aves, tartarugas e mamíferos, por mais que não se tenha nada comprovado até o momento. O tipo de organismo que irá habitar os substratos flutuantes depende de sua natureza, podendo ser biogênica ou abiogênica, como também da disponibilidade de alimentos e tempo de flutuação. Para que o estudo fosse realizado, fora feito um levantamento bibliográfico onde se buscou informações relacionadas aos invertebrados costeiros marinhos e estuarinos,sua ocorrência no litoral brasileiro que foram associados com resíduos abiogênicos (excluindo a pedra-pomes) à deriva, sendo incorporadas informações quanto suas capacidades locomotoras. Dos invertebrados bentônicos mencionados na literatura em associação com resíduos flutuantes abiogênicos à deriva nas correntes marinhas, 122 possuíam registros de ocorrência no litoral brasileiro. Dentre eles estavam os seguintes táxons: Cnidária, Mollusca, Bryozoa e Crustacea. Acredita-se que o número de táxons referenciados na literatura fosse inferior, comparado ao que verdadeiramente ocorre no Oceano Atlântico. Quanto aos substratos abiogênicos, houve predomínio de espécies observadas em plásticos e materiais de nylon, apresentando ainda registro de associação com metais, geralmente boias e garrafas de vidro. Assim, as comunidades viajantes são constituídas principalmente por animais sésseis, ainda que também tenham sido registradas sedentárias e móveis.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Notícia: Como ações sociais podem ajudar a reduzir o desmatamento na Amazônia

Moradores incentivando o Programa de Bolsa Floresta.
Caros ecoleitores,

A Amazônia não é um território desabitado. Vivem na região cerca de 24 milhões de pessoas ou 13% da população nacional. Cerca de 4 milhões estão na floresta, seja em comunidades indígenas e ribeirinhas, seja vivendo como seringueiros ou pequenos produtores rurais. São essas pessoas que vivem em contato direto com a floresta e que também estão fortemente ligadas ao combate ao desmatamento. 

Os programas de pagamento por serviços ambientais oferecidos pela floresta, com o controle do regime hídrico, a fertilidade dos solos e a biodiversidade, são considerados como uma das melhores opções para remediar a falta de oportunidades para a população da Amazônia.

O desenvolvimento de novos negócios que façam a conexão entre a biodiversidade da floresta as indústrias é outra opção de novas oportunidades. Um exemplo disso são as novas produtoras de pneus que usam borracha nativa da Amazônia e que antes operavam com matéria-prima importada da Indonésia na Zona Franca de Manaus. “Garantir o progresso social e o desenvolvimento da Amazônia não é apenas uma medida eficaz para combater o desmatamento. Esse é um desafio enorme, pois estamos mudando uma visão de mundo e criando de fato um caminho sustentável para o planeta”, afirma Virgílio Viana, presidente da FAS.

Fonte: Amazonia.org
Petiano Responsável: Regina Nascimento



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