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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Evento: OIKOS - Bloco Ecossistema Manguezal. Palestra: "Não MANGUE de mim": Ciência de manguezais, na prática de atendimento educativo em um museu de ciência


O PET - Ecologia (UFRPE) convida a todos para participar do OIKOS (Grupo de estudos em ecologia e conservação da natureza) com o seguinte bloco temático "ECOSSISTEMA MANGUEZAL".
O 1º encontro ocorrerá no dia 07/07/2014 (segunda-feira) e terá como tema: "Não MANGUE de mim": Ciência de manguezais, na prática de atendimento educativo em um museu de ciência. Palestrante: Fabiana Carmo ( Espaço Ciência)
A presença mínima em dois dos três encontros garantirá o certificado de participação de 5 horas emitido pela PRAE.

INSCRIÇÕES GRATUITAS, no momento da palestra.

Local: Auditório 105 do Prédio de Biologia UFRPE. 
Horário: 19h às 20h30 (tolerância de até 10 min).
Mais informações: Facebook PET - Ecologia
As palestras do bloco "Ecossistema Manguezal" acontecerão nos dias 07, 14 e 21 de julho.

Contamos com a participação de todos!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Artigo: Efeitos da barreira Sharksafe no comportamento do tubarão branco (Carcharodon carcharias) e suas implicações para as futuras tecnologias de conservação

Autores: Craig P. O’Connell, Sara Andreotti, Michael Rutzen, Michael Meÿer, Conrad A. Matthee, Pingguo He.
Periódico: Journal of Experimental Marine Biology and Ecology
Ano de Publicação: 2014

Petiano Responsável: Fabrício Gabriel


Focas do Cabo (Arctocephalus pusillus pusillus) nadam na barreira. 
O tubarão-branco (Carcharodon carcharias) é uma espécie predadora e protegida que sofre de várias fontes de mortalidade antrópica, tais como as redes de tubarão. As redes de tubarão são dispositivos utilizados para minimizar a interação entre banhistas e tubarões potencialmente perigosos; no entanto, estas redes tiveram um impacto negativo tanto nas populações de tubarão migratórios quanto nos locais em que são instalados, além de matar quantidades substanciais de outros organismos marinhos. Para abordar esta questão, o presente trabalho foi desenvolvido para examinar os efeitos de uma tecnologia alternativa (a barreira "Sharksafe"), composto por dois estímulos: (1) visual-artificial-algas e (2) eletro-sensorial-ímãs, no comportamento de C. carcharias. Modelos de efeitos mistos lineares generalizados foram utilizados para testar hipóteses relativas aos efeitos do tipo de tratamento, a quantidade de exposição (ou seja, a habituação), densidade conspecifica e visibilidade da água no comportamento do tubarão. Baseadas em quarenta e nove análises, os ensaios de uma hora ilustram que os padrões de natação de todos sessenta e três indivíduo de C. Carcharias foi alterada na presença da visual-artificial-algas no controle do processo, e a região magnética da barreira (ou seja, o controle processual de regiões magnéticas na redução da frequência de entrada e aumento da evasão ao passar em torno da frequência). Além disso, observações preliminares mostrou que a barreira não teve impacto observável no comportamento de Lobo-marinho (Arctocephalus pusillus pusillus). O C. carcharias associada à barreira Sharksafe e a capacidade da barreira para resistir a condições ambientais adversas justifica os futuros experimentos para avaliar as suas capacidades de exclusão sobre tubarões predadores e possíveis aplicações para substituir as redes de tubarão.

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terça-feira, 1 de julho de 2014

Curiosidade: Entenda a classificação de espécies ameaçadas do ICMBio


Durante a Rio 92, o Brasil tornou-se signatário da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e, como tal, um dos seus principais compromissos assumidos é o desenvolvimento de estratégias, políticas, planos e programas nacionais de biodiversidade. Daí nasceu a Resolução CONABIO nº 3, de 21 de dezembro de 2006, que estabeleceu as Metas Nacionais de Biodiversidade: uma série de diretrizes que objetivam a proteção e conservação das espécie e manutenção da biodiversidade, através de ações positivas e aquisição de conhecimento.

As principais metas são o conhecimento da biodiversidade; conservação da biodiversidade; utilização sustentável dos componentes da biodiversidade; monitoramento, avaliação, prevenção e mitigação de impactos sobre a biodiversidade; acesso aos recursos genéticos, conhecimentos tradicionais associados, e repartição de benefícios; e educação, sensibilização pública, informação e divulgação sobre biodiversidade.

A metodologia utilizada pelo ICMBio para avaliação do estado de conservação de espécies foi desenvolvida pela UICN (União Internacional para Conservação da Natureza). Ela é amplamente utilizada em avaliações num nível global e adotada por diversos países, uma vez que seus critérios e categorias para definição o risco de extinção das espécies resulta de amplas entre discussões entre a UICN e a comunidade científica. Os processos de avaliação conduzidos pela UICN consideram a população total de determinada espécie, em escala global. Uma avaliação em nível nacional, como a que é realizada pelo ICMBio, é considerada pela União como uma avaliação "regional" que demanda algumas diretrizes adicionais: será regional toda a zona geográfica que não englobe todo o planeta: continente, país, estado ou província.

Na avaliação do estado de conservação de uma espécie da fauna brasileira, a primeira consideração a fazer é se a espécie é natural do território nacional (endêmica). Se a espécie somente existe em determinada região, justo dizer que a avaliação nacional equivalerá à uma avaliação global da espécie: as classificações do ICMBio e da UICN coincidirão. No entanto, se a espécie não é endêmica, diferentes situações podem ocorrer, que podem causar diferentes resultados nas avaliações: (1) pode tratar-se de uma subpopulação isolada; (2) pode tratar-se de espécie que visita o território nacional apenas ocasionalmente, e que pode ou não se reproduzir na região; ou (3) pode tratar-se de parte de uma população, definida apenas por uma fronteira geográfica, em que os indivíduos podem migrar de ou para outras populações fora dessa fronteira.

Espécies migratórias são um caso especial: como partem para ou originam de outras regiões durante parte do ano, podem ser afetadas pelas condições de outros habitats. A avaliação brasileira deverá identificar se a população da espécie dentro do território nacional é apenas uma parte da população global. As populações externas podem influenciar o risco de extinção da população regional, alterando a categorização para um nível mais alto ou mais baixo.

Categoria de Risco de Extinção

Além das 10 categorias já conhecidas, no caso de avaliações regionais, como a realizada pelo ICMBio, uma espécie pode ser enquadrada em uma décima-primeira, Regionalmente Extinta ou Extinta no Brasil (Regionally Extinct - RE), posicionada entre Extinta na Natureza (EW) e Criticamente em Perigo (CR).

Leia mais em:  http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28395-entenda-a-classificacao-de-especies-ameacadas-do-icmbio

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Curiosidade: O corvo mais inteligente já resolve um quebra-cabeça de 8 estágios


Em um especial recente da BBC, o Dr. Alex Taylor provou ao mundo que, se há qualquer animal que possa se levantar contra a humanidade e dominar o mundo, este é o corvo. Na experiência, Taylor configurou um quebra-cabeça complexo em que o corvo tinha para completar 8 estágios em uma ordem específica para ganhar acesso a um pedaço de comida. Incrível é que o corvo selvagem do experimento, chamado "007" por causa de sua astúcia, nunca tinha visto os objetos dispostos juntos antes.

O caso é que quando pensamos em animais antropomorficamente inteligentes, as primeiras espécies que nos vêm à memória são provavelmente os golfinhos, os chimpanzés, ou talvez nossos inseparáveis parceiros: os cães ou os gatos. No entanto, poucos são os que costumam nomear outras classes de inteligência como os polvos ou os protagonistas de desse artigo: os corvos.

É verdade que há muito tempo, já presentes nas fábulas de Esopo, os corvos sempre foram considerados animais astutos e hábeis. Mas a realidade, como costuma acontecer frequentemente, resulta bem mais fascinante do que aquilo que os contos e mitos nos oferecem. Por trás da imagem de ladrões sibilinos e oportunistas proporcionado pela ficção e lenda, se encontra uma das inteligências mais surpreendentes que existem no reino animal.

Nas últimas décadas os biólogos colocaram a prova a destreza e recursos de numerosas espécies de corvídeos e os resultados foram estampar as capas das revistas científicas mais prestigiadas do mundo, até ao ponto de que se converteram na primeira demonstração de animais não primatas capazes de fabricar ferramentas.

Veja o vídeo explicando a experiência feita com o corvo "007":

domingo, 29 de junho de 2014

Artigo: Produção de serrapilheira e ciclagem de nutrientes de uma floresta estacional semidecidual em zona ripária

Autores: Ana Rosa Tundis Vital, Iraê Amaral Guerrini, Wolfram Karl Franken e Renata Cristina Batista Fonseca.
Periódico: Revista Árvore
Ano de Publicação: 2004

Petiano Responsável: Ingrid Fontes


Imagem: Serrapilheira
A serrapilheira vista por muitos como apenas um amontanhado de folhas, galhos, frutos, flores e demais componentes da matéria orgânica que se depositam no solo, apresenta-se de tamanha importância para a ciclagem dos nutrientes, exercendo inúmeras funções nos ecossistemas. Parte do processo de retorno de matéria orgânica e de nutrientes para o solo se dá através da produção de serrapilheira, sendo esta considerada o meio mais importante de transferência de elementos essenciais da vegetação para o solo. O presente estudo foi realizado em um ecossistema de Mata Ciliar, do tipo floresta estacional semidecidual, na região centro sul do estado de São Paulo. A área experimental utilizada para o estudo foi um trecho de floresta estacional semidecidual, chamada de Mata do Bexiguento. Para quantificar a quantidade de serrapilheira foram utilizados quatro coletores de 1 m² de superfície, instalados individualmente e distribuídos de forma causalizada em parcelas de 100 m². Para estimar a quantidade de serrapilheira produzida foram realizadas 12 coletas, com intervalo de 30 dias, no período experimental. A produção de serapilheira foi estimada em 10.646,1 kg.ha-1.a-, alcançando seu valor máximo no período seco. A transferência total de macronutrientes foi de 217,76 kg.ha-1 de nitrogênio, 11,55 kg.ha-1 de Fósforo, 52,79 kg.ha-1 de Potássio, 199,80 kg.ha-1 de Cálcio e 38,70 kg.ha-1 de Magnésio. Desta forma, afirma-se mais uma vez a grande importância da serrapilheira para o equilíbrio ecológico e a grande quantidade de elementos essenciais que a mesma transfere para o solo.

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Evento: III Encontro Pernambucano de Resíduos Sólidos - III EPERSOL


O Grupo de Gestão Ambiental em Pernambuco (Gampe/UFRPE) realiza, nos dias 27 e 28 de Agosto, o III Encontro Pernambucano de Resíduos Sólidos (III Epersol), no Prédio Prof. Vasconcelos Sobrinho (Ceagri II) da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). 

O evento contará com a presença de especialistas na temática resíduos sólidos que trarão diagnósticos, projeções, novas metas e documentos legais que nortearão a discussão nos dois dias do encontro.

Estarão presentes, além de pesquisadores da UFRPE, profissionais que atuam diretamente no cenário dos resíduos sólidos e no desenvolvimento de pesquisas. Haverá apresentação de casos de relevante importância na gestão desses resíduos no Brasil e em outros países. 

O III Epersol contará ainda com minicursos, coffee break, sorteios de livros, além de um ponto de coleta de resíduos sólidos eletroeletrônicos para um descarte ambientalmente adequado.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Notícia: Brasil proíbe pesca de piracatinga na Amâzonia até 2020 em prol da conservação do boto-vermelho

Boto-vermelho da Amazônia
Em conjunto, os ministérios do Meio Ambiente (MMA) e Pesca e Aquicultura (MPA) assinaram instrução normativa que proíbe a pesca e comercialização da piracatinga (Calophysus macropterus) na Amazônia pelos próximos cinco anos. A moratória passa a valer a partir de janeiro de 2015.

Muito apreciada na Colômbia, a piracatinga é um peixe desvalorizado no Brasil por se alimentar de animais em decomposição. Para capturá-lo, pescadores utilizam golfinhos amazônicos - em especial o boto-vermelho (Inia geoffrensis), também conhecido como boto-cor-de-rosa - e jacarés como isca.

A medida é uma vitória da conservação do boto-cor-de-rosa, afirma Sannie Brum, pesquisadora do Instituto Piagaçu (IPI).

Estimado em 15 toneladas anuais, o volume de pesca da piracatinga provoca a morte de 66 a 144 botos por ano, revela o estudo desenvolvido por Sannie. Na teoria, o limite seguro de mortes é apenas de 16 espécimes.

Além disso, a reprodução lenta é uma característica da espécie que contribui para sua vulnerabilidade. "Após cerca de dez meses de gestação a mãe pode cuidar de seu filhote por até quatro anos, então a inserção de outro boto na natureza é demorada", diz Sannie.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Artigo: Uso de Espécies Nativas e Exóticas na Restauração de Matas Ciliares no estado de São Paulo (1957 - 2008)

Autores: Geissianny Bessão de Assis, Marcio Seiji Suganuma, Antônio Carlos Galvão de Melo e Giselda Durigan.
Periódico: Revista Árvore
Ano de Publicação: 2013

Petiano Responsável: Élyda Passos
Mata ciliar de área pública no Município de São José dos Campos, SP
Inicialmente, o processo de restauração deixava a desejar em relação a origem e riqueza das espécies. Ou seja, espécies nativas e exóticas eram plantadas sem maiores restrições. Ao longo do tempo, esse processo se tornou um pouco mais rigoroso e abrangente quanto a diversidade, dinâmica do ecossistema. Este estudo, então, visou identificar as mudanças no número de espécies nativas e exóticas utilizadas na restauração de matas ciliares utilizadas em 44 projetos, localizados no estado de São Paulo, implantados de 1957 a 2008. A região era ocupada por Floresta Estacional Semidecidual (FES). O levantamento das árvores plantadas, em cada local, foi realizado em área total de 1000 m², subdividida em parcelas aleatoriamente distribuídas. As espécies foram classificadas em exóticas quando não ocorriam de forma natural em região de Floresta Estacional Semidecidual. Todos os plantios analisados apresentaram espécies exóticas, variando de 12 a 58 o número total de espécies amostradas. Entre 2000 a 2008 foi observado maior riqueza de espécies plantadas quando comparado com as décadas de 70,80 e 90. Apesar de normas voltadas para o processo de restauração e busca pela diversidade, constatou-se que o aumento do plantio de espécies nativas foi acompanhado pelo plantio de espécies exóticas. Sendo assim, além de avaliar a evolução na atividade de restauração foi constatado a importância do desenvolvimento de ações para maior fiscalização desde a produção de mudas até o ato do plantio, além de treinamento adequado para profissionais envolvidos com todas as atividades de restauração ecológica.

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terça-feira, 24 de junho de 2014

Curiosidade: Pontes verdes permitem que animais atravessem estradas com segurança

Quando estradas e ferrovias são construídas em meio a florestas e a áreas de preservação ambiental, como garantir a segurança e a saúde dos animais silvestres da região? Assim como existem passarelas para que pedestres circulem em auto-estradas, na década de 50 foram criadas as pontes verdes, passarelas ambientadas para que animais possam transitar com liberdade e, acima de tudo, com segurança.

Conhecidas por especialistas como ecodutos, as pontes são montadas com vegetação e terra, de forma a imitar o ambiente da região e permitir a vida de insetos, pássaros e diversos outros animais. Esse tipo de construção está presente em países como a Alemanha, a Suíça, os Estados Unidos e o Canadá, sendo a mais famosa delas chamada de Natuurbrug Zanderij Cariloo, localizada na Holanda, e que conta com mais de 800 metros de extensão, passando por cima de uma auto-estrada, uma via férrea, um rio e um complexo esportivo.

Conheça alguns dos ecodutos mais incríveis do mundo:

Washington, Estados Unidos
Foto © WSDOT

The Borkeld, Holanda
Foto © Zwarts & Jansma

Holanda
Foto © Henri Cormont


Banff National Park, Canadá
Foto © Joel Sartore


Passagem para caranguejos na Austrália

Foto © Christmas Island National Park


Confira outras pontes verdes pelo mundo no site: http://www.hypeness.com.br/

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Artigo: Fitoplâncton como bioindicador de eventos extremos na bacia do rio Una, Pernambuco, Brasil

Autores: Ariane Silva Cardoso, Silvio Mario Pereira da Silva Filho, Anthony Epifanio Alves, Cacilda Michele Cardoso Rocha, Maristela Casé Costa Cunha.
Periódico: Revista Brasileira de Geografia Física
Ano de Publicação: 2013

Petiano Responsável: Cecília Craveiro


Rio Una no Município de Palmares, PE.
Foto: Josué Francisco, 2011.
A bacia do Una suportou desastres ambientais causados por enchentes nas últimas décadas, o que fez com que houvesse a destruição de várias cidades. Devido a isso, o governo do estado de Pernambuco desenvolveu um sistema de controle a enchentes, realizando a construção de quatro barragens de contenção, sendo elas: Serro Azul, Igarapeba, Panelas II e Lagoa dos Gatos. Realizou também o represamento e regularização de abastecimento de água nas cidades entorno da bacia. Por outro lado, o represamento provoca alterações na qualidade da água, na composição química do sedimento, na circulação, nas comunidades biológicas, e na dinâmica do rio e suas comunidades bióticas. Os fitoplanctons são excelentes bioindicadores das condições ambientais e da saúde do meio aquático, sobretudo, em relação à qualidade da água. A partir disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar o fitoplâncton como bioindicador da qualidade da água para a bacia do rio Una, após a ocorrência de um evento climático extremo, servindo como subsídio para monitoramentos futuros. Foram fixadas e georeferenciadas vinte e cinco estações de amostragem para o fitoplâncton, localizados na Bacia do Rio Una, no estado de Pernambuco – Brasil, sendo elas: Barra de Guabiraba, Serro Azul, Panelas II, Gatos e Igarapeba. Para o levantamento das comunidades fitoplanctônicas, foram obtidas amostras no momento anterior a construção das barragens, que foram triadas conforme metodologia padrão. Características morfológicas foram utilizadas para comparação com bibliografia especializada, que possibilitou a identificação dos táxons planctônicos. Nas bacias monitoradas, foram identificados 45 táxons infragenéricos de organismos fitoplanctônicos pertencentes ao grupo das Ochorophyta (40%), Chlorophyta (20%), Charophyta (20%), Cyanophyta (13%) e Euglenophyta (7%). A divisão Ochrophyta (diatomáceas) com 18 gêneros, totalizando 40% dos táxons identificados, sendo a mais representativa com relação à riqueza e frequência de ocorrência. O grupo Euglenophyta, foi o menos expressivo, ocorrendo três táxons e representando a menor riqueza. Quanto à distribuição dos táxons por empreendimento, nas barragens de Serro Azul e Igarapeba foram registradas o maior número de táxons, 23 e 19, respectivamente. Os resultados obtidos no estudo mostram a importância do fitoplâncton como bioindicador das condições ambientais, após a ocorrência das fortes chuvas ocorridas na bacia do rio Una durante 2011. Reforça também, a importância do monitoramento ambiental nas represas dos rios, sendo este monitoramento fundamental, pois a presença de alguns organismos nocivos, podem inviabilizar a utilização da água represada.

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