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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Artigo: Desafios da carcinicultura: aspectos legais, impactos ambientais e alternativas mitigadoras

Autores: Luisa Ferreira Ribeiro, Manuel C. M. B. N. de Souza, Francisco Barros, Vanessa Hatje.
Periódico: Journal of Integrated Coastal Zone Management (2014).
Ano de publicação: 2014

Petiano Responsável: Cecília Craveiro

Figura 1. Fazenda de cultivo de camarão na Região da Costa Negra.
Dentre os diversos ramos da aquicultura, destaca-se a carcinicultura, esta atividade pode ser definida como o cultivo de camarões marinhos, estuarinos ou de água doce. Nas últimas décadas, o cultivo de organismos aquáticos tem se intensificado e a expansão dessa atividade ocorreu devido ao declínio mundial dos estoques pesqueiros naturais, provocados pela sobrepesca. O crescimento desordenado dessa atividade, gerou diversos problemas ambientais, econômicos, sobretudo sociais. Dentre as maiores problemáticas estão a destruição de manguezais, redução da fertilidade do solo, efluentes despejados no ambiente, entre outros. Algumas soluções tem sido colocadas em práticas, com o objetivo de minimizar os impactos gerados por essas atividades. O presente estudo tem como objetivo fazer uma revisão bibliográfica sobre a atividade de carcinicultura no Brasil e os aspectos legais que controlam tal atividade, bem como relatar os principais impactos gerados, principalmente na esfera ambiental, e as ações mitigadoras atualmente praticadas. Apesar da urgência em minimizar os danos ambientais causados pela carcinicultura, medidas específicas para o desenvolvimento sustentável da atividade têm sido pouco divulgadas e aplicadas, mas há indícios de que os países dependentes economicamente do cultivo visem encontrar o caminho para uma carcinicultura sustentável. Atualmente, existem tecnologias que podem ser aplicadas em todas as etapas de produção, minimizando os impactos negativos, e além disso, essas tecnologias promovem uma aumento da produtividade. Em contrapartida, a falta de fiscalização e a busca por lucro imediato, faz com que tecnologias apropriadas não sejam utilizadas. Para que essa atividade continue sendo economicamente viável e torne-se sustentável, torna-se necessário, o investimento em pesquisa, tecnologia e inovação. Faz-se necessário também, uma interação dos órgãos reguladores e fiscalizadores com os produtores, principalmente os pequenos empreendedores, que, muitas vezes, desconhecem os métodos e os procedimentos adequados de cultivo, que oferecem medidas mitigadoras e da aplicação das leis e diretrizes existentes.

Figura 2. Camarões cultivados na Fazenda Costa Negra Cearense.


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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Artigo: Transporte de Sedimentos e Variação da Linha de Costa em Curto Prazo na Praia de Maracaípe (PE), Brasil

Autores: Renê Jota Arruda de Macedo,  Valdir do Amaral Vaz Manso, Natan Silva Pereira e Lucy Gomes de França.
Periódico: Journal of Integrated Coastal Zone Management, 12 (3): 343-355
Ano de Publicação: 2012

Petiano Responsável: Cecília Craveiro

Figura 1. Praia de Maracaípe
As praias do litoral sul de Pernambuco vêm sofrendo alterações devido à expansão urbana local, que encontra-se em acelerado desenvolvimento econômico. Nas praias mais arenosas os problemas erosivos ocorrem naturalmente alterando a dinâmica da praia. Porém, nos últimos anos no Brasil, o que pode ser observado são problemas erosivos decorrente da ocupação irregular da população nas zonas costeiras. Todos os anos, são registradas ocorrências de processos erosivos na praia de Maracaípe. Tendo em vista essa problemática, o objetivo do estudo foi caracterizar o transporte de sedimentos através da análise sedimentar, morfológica e variação da linha de costa em curto prazo da praia de Maracaípe a fim de entender a dinâmica sedimentar desta região. A praia de Maracaípe está localizada no município de Ipojuca no litoral sul da Região Metropolitana do Recife, a 70 km da capital Recife, no Estado de Pernambuco, Brasil. Durante o período de dezembro/2009 a dezembro/2010, foram realizados perfis topográficos da praia, amostras de sedimento foram coletadas durante o inverno e o verão e foram realizadas análises da variação da linha de costa por imagens orbitais. Observou-se uma dinâmica variada nos 4 perfis topográficos medidos ao longo do período de estudo em suas larguras e volumes, bem como morfológicas. As larguras e volumes da praia extraídas dos perfis topográficos demonstraram que há uma tendência considerável de transporte de sul para norte ao longo do ano, ocorrendo algumas inversões de sentido em determinados períodos. A linha de costa apresentou uma grande variação  morfológica para cada ponto monitorado de Maracaípe. As diversas linhas d’água vetorizadas sobrepostas permitiram identificar o padrão ou tendência de mobilidade da costa. As variações da largura de praia e da linha de costa indicam que há um padrão de circulação celular dos sedimentos nos trechos centrais da praia sendo necessário mais estudo para obtenção de uma análise mais detalhada. A partir desse estudo pode-se sugerir que os processos erosivos na região estão associados a fatores naturais e antrópicos, sendo o primeiro relacionado à dinâmica estuarina do rio Maracaípe e o segundo a ocupação da pós-praia. Recomenda-se monitoramentos mais longo e detalhado para esta área de estudo de modo que gere subsídios ao gerenciamento costeiro da região para se estabelecer limites de uso e ocupação da orla.

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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Artigo: Fitoplâncton como bioindicador de eventos extremos na bacia do rio Una, Pernambuco, Brasil

Autores: Ariane Silva Cardoso, Silvio Mario Pereira da Silva Filho, Anthony Epifanio Alves, Cacilda Michele Cardoso Rocha, Maristela Casé Costa Cunha.
Periódico: Revista Brasileira de Geografia Física
Ano de Publicação: 2013

Petiano Responsável: Cecília Craveiro


Rio Una no Município de Palmares, PE.
Foto: Josué Francisco, 2011.
A bacia do Una suportou desastres ambientais causados por enchentes nas últimas décadas, o que fez com que houvesse a destruição de várias cidades. Devido a isso, o governo do estado de Pernambuco desenvolveu um sistema de controle a enchentes, realizando a construção de quatro barragens de contenção, sendo elas: Serro Azul, Igarapeba, Panelas II e Lagoa dos Gatos. Realizou também o represamento e regularização de abastecimento de água nas cidades entorno da bacia. Por outro lado, o represamento provoca alterações na qualidade da água, na composição química do sedimento, na circulação, nas comunidades biológicas, e na dinâmica do rio e suas comunidades bióticas. Os fitoplanctons são excelentes bioindicadores das condições ambientais e da saúde do meio aquático, sobretudo, em relação à qualidade da água. A partir disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar o fitoplâncton como bioindicador da qualidade da água para a bacia do rio Una, após a ocorrência de um evento climático extremo, servindo como subsídio para monitoramentos futuros. Foram fixadas e georeferenciadas vinte e cinco estações de amostragem para o fitoplâncton, localizados na Bacia do Rio Una, no estado de Pernambuco – Brasil, sendo elas: Barra de Guabiraba, Serro Azul, Panelas II, Gatos e Igarapeba. Para o levantamento das comunidades fitoplanctônicas, foram obtidas amostras no momento anterior a construção das barragens, que foram triadas conforme metodologia padrão. Características morfológicas foram utilizadas para comparação com bibliografia especializada, que possibilitou a identificação dos táxons planctônicos. Nas bacias monitoradas, foram identificados 45 táxons infragenéricos de organismos fitoplanctônicos pertencentes ao grupo das Ochorophyta (40%), Chlorophyta (20%), Charophyta (20%), Cyanophyta (13%) e Euglenophyta (7%). A divisão Ochrophyta (diatomáceas) com 18 gêneros, totalizando 40% dos táxons identificados, sendo a mais representativa com relação à riqueza e frequência de ocorrência. O grupo Euglenophyta, foi o menos expressivo, ocorrendo três táxons e representando a menor riqueza. Quanto à distribuição dos táxons por empreendimento, nas barragens de Serro Azul e Igarapeba foram registradas o maior número de táxons, 23 e 19, respectivamente. Os resultados obtidos no estudo mostram a importância do fitoplâncton como bioindicador das condições ambientais, após a ocorrência das fortes chuvas ocorridas na bacia do rio Una durante 2011. Reforça também, a importância do monitoramento ambiental nas represas dos rios, sendo este monitoramento fundamental, pois a presença de alguns organismos nocivos, podem inviabilizar a utilização da água represada.

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